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SBP continua esforço para revisão da queda da classificação indicativa para emissoras de TV

SBP em Ação 18/09/2016

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está empenhada na luta da sociedade civil para que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a classificação indicativa possa ser revista. Em entrevista ao Programa Revista Brasil, da Radio Nacional, a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, destacou que a instituição encaminhou correspondências para o Governo Federal explicando os prejuízos da decisão e propondo alternativas para reduzir os danos. 

Na mesma emissora, no Programa Nacional Jovem, quem foi convidada a discorrer sobre os riscos da decisão do STF foi a dra Evelyn Eisenstein, professora associada do Departamento de Pediatria da universidade estadual do Rio de janeiro (UERJ) e presidente do Grupo de Trabalho sobre Drogas e Violência da Sociedade Brasileira de Pediatria. Na oportunidade, ele apresentou dados sobre o tema.

No processo contra a queda da classificação indicativa, a SBP está em contato com outras organizações que também estão preocupadas com a questão. Uma dela é Agência de Notícias dos Direitos da Infância. (ANDI). A ideia é unir forças na procura de alternativas para o caso, como levar a questão à instituições internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos humanos, e estimular o retorno do debate ao Congresso e ao Executivo. 

Segundo dra Luciana explicou na entrevista, a criança tem um desenvolvimento mental e psicológico acelerado nos primeiros anos de vida e, por isso, é fundamental ter a orientação adequada: “Muitas crianças ficam de quatro a seis horas por dia em frente a telas de televisão, computadores e tablets. Nós queremos ter crianças e adolescentes bem informados que possam emitir opiniões. Mas elas precisam receber informações adequadas. Não podem ficar expostas a cenas de violência e sexo inadequadas que vão forjar o intelecto desses indivíduos pelo resto da vida”, explicou. 

Para ela, as emissoras de TV precisam ter bom senso ao tratarem essa questão porque crianças e adolescentes são uma população de risco e, muitas vezes, passam períodos do dia em casa com acesso a meios de comunicação sem o monitoramento direto dos pais. 

Pesquisa realizada em 2014 pelo Ministério da Justiça (MJ) em parceria com a Unesco mostrou que 94% da população brasileira apoia a política de classificação indicativa do MJ. Mesmo assim, no último dia 31 de agosto o STF julgou inconstitucional a regra que obrigava as emissoras de televisão a veicularem seus programas de acordo com o horário estabelecido pela classificação indicativa.  

Ouça a entrevista no link: http://radios.ebc.com.br /revista-brasil/edicao/2016-09 /pediatas-sao-contra-fim-da-cl assificacao-indicativa-na-tv