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SBP e CFM chamam atenção para o desaparecimento de crianças

SBP em Ação 10/12/2014

rachel despar

Alexandre Durão

A partir de dados da ONU, a estimativa do CFM é que mais de 50 mil crianças desapareçam no Brasil por ano. Para unir forças contra essa grave situação, Rachel Niskier Sanchez, coordenadora de campanhas da SBP, recebeu, no último dia 01, na sede da instituição, Ricardo Paiva, coordenador de Ações Sociais do Conselho, juntamente com a assessora de imprensa, Nathália Siqueira. “Em algum momento, esses pequenos serão vistos por um médico, o que torna muito relevante a atuação do profissional”, assinala o dr. Ricardo. “A situação é da maior gravidade e muito nos preocupa. É importante o engajamento dos pediatras, cotidianamente, no sentido de diminuir os números, alertar as famílias sobre a possibilidade de que essa tragédia ocorra”, salienta a dra. Rachel. “Peço o engajamento de cada colega nessa batalha”, frisa o dr. Eduardo Vaz.

Um dos objetivos das entidades é divulgar a Lei federal nº 11.259/2005, conhecida como a da “busca imediata”, que prevê que a procura pela criança comece logo a partir da ocorrência policial. O médico deve também observar como seu paciente se comporta com o acompanhante, se demonstra medo, choro, aparência assustada, se tem marcas de violência interpessoal. Essas são algumas das recomendações do CFM, que o pediatra precisa conhecer (Acesse aqui a íntegra). Além disso, a SBP pede que cada um divulgue a prevenção para as famílias dos seus pacientes. Leia, a seguir:

Para a prevenção do desaparecimento de crianças:

1. Desde cedo, ensine à criança o nome completo do pai e da mãe;
2. Tire o RG (Registro de Identidade Civil) da criança o quanto antes;
3. Oriente a criança a não dar informações a qualquer estranho que se aproxime;
4. Oriente a criança a não receber doces, balas e brinquedos de desconhecidos;
5. Garanta que a criança esteja sempre acompanhada de alguém de confiança da família;
6. Converse sempre com seus filhos;
7. Procure conhecer as pessoas que convivem com seu filho.  Participe ativamente dos eventos envolvendo o seu filho, como aqueles ocorridos em escolas e aniversários;
8.    Não autorizar o seu filho a brincar na rua sem a supervisão de um adulto conhecido;
9.    Faça com que as pessoas que necessitam de atenção especial e vivem sob sua responsabilidade tenham sempre consigo (no bolso ou gravado em uma medalha) seus dados de identificação;
10.  Fique atento em como seus filhos utilizam computadores com acesso a internet.

Como proceder em casos de desaparecimento:

– Comunicar imediatamente à polícia o desaparecimento de uma criança ou adolescente, para que as buscas sejam iniciadas o mais rapidamente possível;
– Denunciar para o Disque 100.

“O papel da Sociedade Brasileira de Pediatria é fundamental, já que tem como missão cuidar das crianças e dos adolescentes. Os pediatras têm sensibilidade e como agentes sociais podem contribuir para que a população se envolva, percebendo que não se trata apenas de uma questão de Governo, mas de todos”, diz Ricardo Paiva. “O CFM é instituição da maior respeitabilidade e estamos juntos para otimizar o trabalho”, define a dra. Rachel. A campanha lançada pelo Conselho tem também como parceiros instituições como a CNBB, Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas da Polícia Civil do Paraná (SICRIDE), Associação Brasileira de Busca e Defesa de Crianças Desaparecidas (ABCD), conhecida como Mães da Sé, a Rede Marista e o Movimento Humanos Direitos.

Nathália Siqueira, Ricardo Paiva e Rachel Niskier
Nathália Siqueira, Ricardo Paiva e Rachel Niskier