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SBP participa de grupo do governo para combater o crescimento da sífilis e do HIV

SBP em Ação 06/03/2017
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Dra. Regina Succi, do DC de Infectologia da SBP, representou a entidade na reunião

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) participou na última semana de reunião no Ministério da Saúde que definiu a reativação do Grupo Técnico de Epidemiologia. A decisão sairá no Diário Oficial nos próximos dias e foi anunciada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV). O encontro girou em torno da preocupação crescente com o aumento dos casos de sífilis adquirida e sífilis congênita. Em outubro de 2016, o Ministério da Saúde admitiu que o Brasil vive uma epidemia de sífilis com aumento significativo da doença nos últimos anos.

Segundo a dra. Regina Succi, do Departamento Científico de Infectologia da SBP e representante da entidade na reunião, tratar o problema como epidemia deve permitir estratégias de redução mais eficazes no combate a doença. Para enfrentar a doença, está sendo ampliada em todo o país a distribuição de testes rápidos para diagnóstico da sífilis. A estratégia prevê também a criação de serviços especializados no acompanhamento de crianças com sífilis congênita.

“A vigilância da sífilis deve focar principalmente a sífilis adquirida, que é a principal fonte de disseminação da doença e da epidemia. A sífilis congênita é uma consequência da não identificação ou tratamento da sífilis do adulto. Identificar e tratar a sífilis do adulto será capaz de evitar casos de sífilis congênita”, explica a médica.

Durante a reunião, foram debatidos também os critérios de definição de casos de HIV em indivíduos com 13 anos de idade ou mais e a definição de casos de gestantes e de criança exposta ao HIV. Foi sugerido ainda que seja incluído na ficha de notificação de gestante HIV+ e criança exposta ao HIV dados sobre a possibilidade da gestante ter adquirido o HIV por transmissão vertical, tempo de duração da rotura de bolsa amniótica e valores da quantificação da carga viral do HIV para evitar a notificação de crianças com carga viral menor que 5.000<cópias/mm3, que pode gerar um resultado falso positivo.

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