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*** Neste link disponibilizamos o capítulo 26 intitulado: "As Dúvidas Mais Comuns entre as Mães e Seus Familiares" dos autores José Dias Rego / Paulo Roberto Alves Lopes / Walter Palis Ventura, do livro da Editora Atheneu: "Aleitamento Materno - Um Guia para Pais e Familiares - 1ª edição - 2002"; com autorização da Editora e dos Autores.


A SEGUIR PERGUNTAS QUE FORAM ENDEREÇADAS À PÁGINA DO DCAM-SBP E RESPONDIDAS PELOS SEUS MEMBROS

Pergunta 1: Gostaria de saber se a mulher que esteja amamentando pode oferecer algum risco à criança caso tenha feito uma tatuagem. Obs. (a tatuagem foi feita no pé) ?

Resposta 1: Não conheçemos atualmente nenhum trabalho publicado em revistas científicas respeitadas demonstrando a tinta da tatuagem chegando ao leite materno e trazendo algum prejuízo ao bebê. O leite materno tem inúmeros benefícios e até que se prove o contrário o melhor seria continuar amamentando. Entretanto sabemos dos riscos de infecções e de possibilidades de agulhas contaminadas durante a realização de uma tatugem. Desta forma é recomendável que uma mãe tatuada certifique-se por sorologias de que não foi contaminada por doenças transmissíveis ao seu bebê. Além disso, fizemos uma consulta a um médico dermatologista de nossa confiança que confirmou não haver risco de absorção cutânea da tinta habitualmente utilizada nas tatuagens a ponto de termos que contra-indicar a amamentação. Porém, o mesmo alertou-nos que a tinta "henna" usada em tatuagens não permanentes são as que dão mais reação cutânea , como dermatite de contato, desaconselhando desta forma uma tatuagem em região de mamas.


Pergunta 2: Quais alimentos ingeridos pela mãe poderiam piorar a cólica dos lactentes em aleitamento materno?

Resposta 2: A cólica do lactente é um diagnóstico de exclusão após descartar as causas orgânicas mais comuns de choro do lactente. A cólica é geralmente definida pela regra de três: choro por mais de tres horas por dia, por mais tres dias por semana e por mais de tres semanas em um lactente bem alimentado e sáudavel em outros aspectos. A cólica é um acondição transitória que surge geralmente na segunda semana de vida, que nõa interfere no crescimento e não apresenta efeitos adversos a longo prazo.
Para a American Academy of Family Psysicians ( www.aafp.org/afp ) o tratamneto da cólica é limitado e mudanças alimentares nõa são aconselhadas. Na criança amamentada seria recomendável observar se ela está esvaziando completamente o peito durante a mamada, ou seja mamando leite do início da mamada e do final, porque o leite do final da mamada tem mais calórias (gordura) e sacia a fome e acalma o bebê.
Alguns artigos falam de restrições da dieta da lactante como: leite de vaca ,amendoim, soja, ovo, morango. Mas essa conduta sómente teria sentido em lactentes filhos de mães com história familiar de alergia e que tivessem alguma outra manifestaçao que sugerisse o diagnóstico de Intolerância aliementar (alergia alimentar) ou seja colite alérgica (sangue nas fezes). A colica é
uma manifestação comum (44%) nos pacientes com Alergia Alimentar, mas pequeno número dos pacientes com cólicas tem alergia alimentar (0,37%).
As medicações disponívieis não comprovaram sua eficácia no tratamento da cólica, quando comparada ao placebo.
Enfim, como existem controvérsias na literatura, o mais indicado seria que toda nutriz tivesse uma alimentação variada e o mais "saudável" possível, evitando "excessos" e sempre observando as reações no organismo de cada bebê. O que ajuda muito é manter a calma, já que não se trata de uma doença (é uma adapatação do bebê no extra-útero) e não traz consequências danosas para o bebê. A cólica vem e passa, não costumando ultrapassar os 3 a 4 meses de idade.


Pergunta 3: Boa tarde!Vi em um programa de televisão (Discovery Home & Health), que existe uma mamadeira especial para aleitamento de bebês onde eles precisam fazer força para sugar o leite da mamadeira da mesma forma que eles tem que sugar o leite materno na mama da mãe. Gostaria de saber qual o nome desta mamadeira, e se há disponível para compra no Brasil.

Não temos no mercado mundial (com comprovação científica) nenhuma mamadeira que se assemelhe ao movimento complexo realizado pelo bebê no ato da amamenatção. Existem diferenças muito importantes entre mamadeira e o ato de sugar no peito como posicionamento da língua, atividade dos músculos e ossos da face, etc. Desta forma, a confecção de uma mamadeira que reproduzisse tudo isto seria muito difícil e comercialmente improvável (alto custo de pesquisa e confecção --> gerando um produto caro e duvidoso). Cuidado, existem algumas mamadeiras no comércio que têm bico de silicone e um sistema de válvulas gerando uma pressão que obriga o bebê a fazer mais força ao sugar que na verdade não reproduzem a amamentação e nem sempre diminuem os malefícios próprios das mamadeiras. É preciso destacar que qualquer mamadeira gera um menor contato da mãe com o bebê, ou seja, diminui o vínculo afetivo mãe/bebê. Estas e outras diferenças entre mamadeira e ato de mamar o peito geram graves conseqüências, estando algumas descritas abaixo:

* Efeitos dos bicos artificiais e das chupetas

bicos artificiais alteram os padrões de respiração e sucção do bebê (expiração prolongada, freqüência respiratória e saturação de oxigênio reduzidos)

  • cáries de alimentação em crianças são mais comuns com o uso de mamadeiras e chupetas
  • má oclusão dental é mais comum em crianças alimentadas com mamadeira sendo maior o efeito com o uso prolongado (risco 1,8 vezes maior)
  • As mamadeiras, as chupetas e o hábito de chupar o dedo também levam a alterações das arcadas dentárias provocando mordidas cruzadas, mordidas abertas, alterando todo um padrão genético de crescimento e desenvolvimento
  • maior incidência de otite média aguda e recorrente, tanto com o uso de mamadeiras quanto de chupetas
  • possível aumento na incidência de candidíase oral e de parasitoses intestinais
  • uso de materiais potencialmente carcinogênicos (N-nitrosaminas)
  • possibilidade de sufocação da criança
  • As conseqüências mais comuns da respiração bucal são: as amigdalites, rinites, sinusites provocadas por agressão do ar não filtrado, aquecido e umedecido e as mordidas abertas anteriores devido à interposição da língua na hora da deglutição

Desta forma, o melhor é mesmo amamentar até 2 anos ou mais. Caso se perca a amamenatação orientamos as alternativas abaixo:

* Alternativas aos bicos artificiais e amamdeiras:

  • Xícara ou copinho
  • Colher
  • conta-gotas

Estas últimas alternativas não geram problemas ortodônticos e não atrapalham a amamentação. Para maiores detalhes, sugerimos consultar nosso site: www.sbp.com.br na área reservada ao departamento científico de aleitamento materno em atualizações.


Pergunta 4: Boa tarde! Tenho uma bebe de 4 meses que alimento só com meu leite. Em consulta com o pediatra recebi uma bronca pois ela estava com 3 meses mas pesava 8 kg. Sendo assim disse que ela estava obesa(obs: ela tem 49 cm)! Eis minhas dúvidas: *Pode uma criança ficar obesa alimentado-se somente com leite materno?(ela mama de 3 em 3 horas e 1 vez de madrugada). Fiquei na ocasião muito chateada pois nunca regrei o peito uma vez que as campanhas públicas incentivam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. E pensei até que estava fazendo uma compensação uma vez que estarei voltando ao trabalho o mês que vêm tendo assim que interromper o aleitamento materno. Por favor me esclareçam esta dúvida.

Resposta: Gostaria de me certificar do peso e altura do bebê aos 3 meses: 8 Kg e 49 cm? Ter 8 Kg aos 3 meses é possível sem haver necessidade de nenhuma medida corretiva para bebês em aleitamento materno exclusivo. O que parece não estar correto é a altura de 49cm? Gostaria ainda de saber qual o peso e altura ao nascimento? De qualquer forma não vejo como modificar a dieta nestas condições, pois está sendo feito o melhor. Além disso não é preciso desmamar pela volta ao trabalho: mama no peito se você estiver em casa e mama leite materno seu ordenhado e oferecido no copo ou colher nos momentos em que estiver no trabalho, lembrando que por lei você tem direito a dois períodos de meia hora para amamentar até os seis meses de idade do bebê.


Pergunta 5 : O Departamento de Saúde de Pindamonhangaba, através de seu o Comitê de Pediatria solicita frases de estímulo ao aleitamento materno para a colocação no hollerit dos funcionários da Prefeitura de Pindamonhangaba conforme recomendado pelo Comitê do Departamento Científico de Aleitamento Materno SPSP.

Resposta: Nossa sugestão são as frases das campanhas da SMAM desde 1992 confome abaixo:

1992 - Hospitais Amigos da Criança
1993 - Amamentação - Direito da Mulher no Trabalho
1994 - Amamentação Fazendo o Código Funcionar
1995 - Amamentação Fortalece a Mulher
1996 - Amamentação Responsabilidade de Todos
1997 - Amamentar é um Ato Ecológico
1998 - Amamentação: O melhor Investimento
1999 - Amamentar: Educar para a Vida
2000 - Amamentar é um Direito Humano
2001 - Amamentação na Era da Informação
2002 - Amamentação: Mães Saudáveis, Bebês Saudáveis
2003 - Amamentação: Trazendo Paz num Mundo Globalizado
2004 - Amamentação Exclusiva: Satisfação, Segurança e Sorrisos


Pergunta 6: Gostaria de saber se há alguma contra-indicação em pintar os cabelos no período de amamentação?
Essa pergunta é uma das mais freqüentes e a autorização melhora e muito a auto estima materna.

Resposta: Como se trata de substância de uso tópico com absorção despresível pela pele, na prática clínica permitimos que as mães pintem seus cabelos. Parece não haver evidência de risco com exposição gestacional (e provavelmente na lactação também) a esses produtos. Recomenda-se, apenas, que se tenha preferência por produtos mais naturais e que não contenham amônia. Exposições inadvertidas a quaisquer desses produtos não devem ser motivo de preocupação. Uma dermatologista colocou alguns produtos como mais seguros:" Color Touch (tonalizante sem amônia), Reflexos, Colorantes: Dedicace, Casting". Evitar as que contém acetato de chumbo, por causarem metahemoglobinemia. Concordamos que a melhora da auto-estima constitui um fator benéfico para a manutenção do aleitamento.


Pergunta 7: Estou em tratamento de depressão há 1ano,em uso de venlafaxina(150mg/dia) e nortriptilina(50mg/dia). Estou grávida de 10sem e meu psiquiatra falou que não poderei amamentar estando em uso destes medicamentos, assim como não será possivel a suspensão dos mesmos devido o risco de retorno dos sintomas depressivos. Fiquei muito triste com a noticia, pois quero muito amamentar meu filho. Gostaria de saber se, realmente, não poderei amamentar.

Existem muitas drogas compatíveis com a amamentação e poucas com contra-indicação absoluta (TABELA- 4). O ideal é que você já faça uma consulta desde o pré-natal com o profissional que será o(a) futuro(a) pediatra de seu(ua) filho(a). Será este que julgará a suspensão ou não da amamentação. Ainda haverá chance do mesmo trocar idéias com seu psiquiatra sobre a possibilidade de troca de medicação caso seja necessário. Conforme TABELA- 4 do trabalho publicado na página abaixo do site da SBP, estas drogas não fazem parte de contra-indicação absoluta da amamentação. Já na TABELA- 5 estão listadas drogas anti-depressivas mais seguras durante a amamentação. Portanto não fique triste, pois a possibilidade de amamentar ainda é muito grande.

Tabela 4 – Drogas contra-indicadas durante a amamentação

Tabela 5 - Recomendações sobre uso de fármacos durante a amamentação


Pergunta 8: Moro em Natal-RN e recentemente (dia 29/06/2005) nasceu meu primeiro filho. Minha esposa vem amamentando exclusivamente com o leite materno e nós queremos amamentá-lo dessa maneira até completar os seis meses. Mas a minha dúvida é quando terminar esses seis meses. A mãe da minha esposa disse que só precisava amamentar durante os seis meses, pois, depois desse período o leite materno não serve mais pra nada e que o leite em pó é muito mais forte para a criança. Disse também que o leite materno depois dos seis meses só serve mesmo pra acabar com a mulher que amamenta. Eu gostaria de saber, se possível, se isso é verdade e o que vocês poderiam nos orientar?

Resposta: Muitas pessoas têm esta dúvida, achando que após os 6 meses teriam que dar outro leite. Entretanto, o ideal é que toda criança seja amamentada exclusivamente (só peito e mais nada) até os 6 meses e depois CONTINUE NO PEITO até os 2 anos de idade ou mais, porém com alimentação complementar (papas de frutas e de outros importantes alimentos como arroz / carne / feijão / verduras / etc) que será orientada oportunamente pelo pediatra que estiver acompanahndo seu filho. Não existe leite mais forte que o leite materno para o bebê. Além disso a amamentação fica muito mais fácil após os 6 meses pois como a criança passa a receber outros alimentos, diminuem as suas necessidades de leite materno e desta forma mama bem menos vezes nas 24 horas. Este ano a Semana Mundial da Amamentação (SMAM) que será comemorada de 25 a 31 de agosto estará reforçando tudo isto que lhe disse. Preste atenção nas propagandas que serão veiculadas que as mesmas estarão esclarescendo este assunto. Tenha a certeza que em termos alimentares não há nada melhor para o seu filho que manter o aleitamento materno após os 6 meses, de preferência até os 2 anos, ou mais, pois as vantagens para a sua saúde são imensas. Termino lembrando que o aleitamento materno é um direito do seu filho, de sua esposa e enfim de toda família.


Pergunta 9: É correto afirmar que após a amamentacao ocorre flacidez nos seios?

Resposta: A flacidez dos seios tem como causas a constituição de cada mulher (tendência familiar) e a própria gravidez que na maioria das vezes causa as mudanças na forma e posição das mamas. Lembre-se que durante a gestação e amamentação ocorre um aumento do volume dos seios e faz-se necessário o uso de sutiã adequados (própios da amamentação) para contenção dos mesmos, já que a ação da gravidade poderá deixá-los "caídos". Ressalte-se também que a amamentação na verdade ajuda a lactante a voltar ao peso anterior à gestação.


Pergunta 10: É comum afirmar que mulheres após o parto queiram realizar atividades fisicas para voltar a forma. No entanto muitas pessoas afirmam que isto provoca o ressecamento do leito. Está correto tal afirmação?

Com relação ao exercíco físico, seguem em anexo 2 artigos que revisei e que negam quaisquer alterações maléficas tanto na composição do leite quanto no seu volume. Prefira os exercícios aeróbicos e de leve ou média intensidade, pois a maratona de uma lactante já é por demais desgastante e o excesso não seria recomendável.


Pergunta 11: Qual(is) a (as) indicações para uso de suplemento vitaminico e/ou ferro para crianças em aleitamento materno exclusivo?

Resposta: Suplementação de ferro e de vitaminas

Ferro

A amamentação exclusiva supre as necessidades de ferro nos primeiros 6 meses de vida em crianças nascidas a termo, com bom peso e com mães não deficientes em ferro, graças às suas reservas desse micronutriente. O Departamento CientÌfico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que, profilaticamente, seja dado ao recém-nascido a termo e com peso adequado para a idade gestacional, dos 6 aos 24 meses de vida, 1 mg/kg/dia de ferro elementar, ou dose semanal de 45 mg, a as crianças recebendo fórmulas infantis fortificadas com ferro. Para os prematuros e recém-nascidos de baixo peso, a recomendação é dar, a partir do 30º dia, 2 mg/kg/dia durante 2 meses. Após esse perÌodo, a recomendação é a mesma que para os recém-nascidos normais.

Vitaminas

Em geral, a criança amamentada exclusivamente por uma mãe que não tem carência vitamínica não necessita de suplementação com vitaminas, com exceção da vitamina K (que é administrada de rotina nas maternidades). No entanto, em algumas situações, faz-se necess·ria a suplementação de algumas vitaminas específicas.

Vitamina A

No Brasil, o MS distribui megadoses de vitamina A nas áreas de alta prevalência de deficiência de vitamina A (Região Nordeste e Vale do Jequitinhonha), que são registradas no Cartão da Criança. A vitamina A é fornecida sob a forma de cápsulas de 100.000 UI ( para crianças de 6 a 11 meses de idade) e de 200.000 UI (para crianças de 12 a 59 meses), que são administradas a intervalos de 4 a 6 meses durante as campanhas de imunização ou na rotina dos serviços de saúde e agentes comunitários de saúde. Em crianças amamentadas, a oferta de vitamina A pode ser tífico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria são semelhantes às do MS.

Vitamina D

Organizações internacionais como o UNICEF reconhecem que a suplementação de vitamina D (200 a 400 UI/dia) é necessária quando a exposição à luz solar È inadequada e que alguns bebês têm um risco mais alto de deficiência de vitamina D que outros. Entre os fatores de risco para deficiÍncia de vitamina D encontram-se: deficiÍncia materna de vitamina D durante a gravidez, confinamento durante as horas de luz diurna, viver em altas latitudes, viver em ·reas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, cobrir muito ou todo o corpo quando em ambiente externo e substituição do leite materno por alimentos pobres em cálcio ou alimentos que reduzem a absorção de cálcio. A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças americanas consumam no mÌnimo 200 UI de vitamina D por dia, sendo que crianças amamentadas devem receber suplementação medicamentosa. Essa recomendação é controvertida e tem custo proibitivo para paÌses em desenvolvimento.


Pergunta 12: Quando de impossibilidade de mamentação e da presença de dificuldades da familia adquiri formulas infantis, qual a oriental sobre o uso do leite de vaca integral (deluição, adições, etc..)?

Resposta: Tabela 1: Freqüência e volume da alimentação da criança pequena desmamada de acordo com a idade.

Idade

Volume

Número de refeições/dia

1ª semana – 30 dias

60-120 mL

6-8

30 – 60 dias

120-150 mL

6-8

2 – 3 meses

150-180 mL

5-6

3 – 6 meses

180-200 mL

4-5

Fonte 34: Guia Prático de Preparo de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses verticalmente expostas ao HIV. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de DST/AIDS – Secretaria Executiva – Coordenação Geral de Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2003.

Tabela 2: Diluição correta do leite em pó em crianças antes e após os 4 meses de idade.

Crianças até 4 meses de idade

(Volume de leite total/ Quantidade de leite em pó)

Crianças acima de 4 meses de idade

(Volume de leite total/ Quantidade de leite em pó)

100 mL - 1 colher de sobremesa

100 mL - 1 colher de sopa

150 mL - 1 1/ 2 colher de sobremesa cheia

150 mL - 1 1/ 2 colher de sopa cheia

200 mL - 2 colheres de sobremesa cheias

200 mL - 2 colheres de sopa cheias

250 mL - 2 1/ 2 colheres de sobremesa cheias

250 mL - 2 1/ 2 colhers de sopa cheias

Fonte 34: Guia Prático de Preparo de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses verticalmente expostas ao HIV. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de DST/AIDS – Secretaria Executiva – Coordenação Geral de Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2003.

Tabela 3: Diluição correta do leite líquido até os 4 meses de idade.

Crianças até 4 meses de idade

Volume de leite líquido

Quantidade de água a ser adicionada

Volume total

70 mL

30 mL

100 mL

100 mL

50 mL

150 mL

130 mL

70 mL

200 mL

170 mL

80 mL

250 mL

Fonte 34: Guia Prático de Preparo de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses verticalmente expostas ao HIV. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de DST/AIDS – Secretaria Executiva – Coordenação Geral de Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2003.

Tabela 4: Esquema alimentar para crianças totalmente desmamadas

Período

Menores de 4 meses

4-8 meses

Maiores de 8 meses

Pela manhã

Alimentação Láctea

Leite + cereal ou tubérculo

Leite + cereal ou tubérculo

Intervalo

Alimentação Láctea

Papa de fruta

Papa de fruta

No almoço (11-12h)

Alimentação Láctea

Papa salgada

Papa salgada

Meio da tarde

Alimentação Láctea

Papa de fruta

Papa de fruta

Final da tarde (17-18 h)

Alimentação Láctea

Leite + cereal ou tubérculo

Papa salgada

À noite

Alimentação Láctea

Leite + cereal ou tubérculo

Leite + cereal ou tubérculo

Fonte 24: Dez Passos para uma Alimentação Saudável: Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos. Brasília-DF, Ministério da Saúde, 2002.)


Pergunta 13: Quais são atualmente , as contradições absolutas e relativas para a amamentação?

Resposta: As contra-indicações estão completas nos dois capítulos citados abaixo do Jornal de Pediatria (SBP) volume 80, suplemento 5 de 2004. Este suplemento é todo de aleitamento materno e vale a pena lê-lo por inteiro.

1 Uso de medicamentos durante a lactação
Roberto G. Chaves; Joel A. Lamounier;
J Pediatr (Rio J) 2004; 80(8): s189

2 Recomendações quanto à amamentação na vigência de infecção materna
Joel A. Lamounier; Zeina S. Moulin; César C. Xavier;
J Pediatr (Rio J) 2004; 80(8): s181


Pergunta 14: Li a matéria sobre "Amamentação é vantajosa p/mãe e bebê" na internet e como todas as informações sobre amamentação são um ótimo incentivo para as mães. Mas, no exato momento, eu vivo uma situação que infelizmente não é comentada, descrita e nem informada por nenhum meio de comunicação: DESMAMENTAÇÃO. Nós sabemos que o ideal é amamentá-los até os 2 anos. E como fazer para o desmame após esses dois anos? Com essa idade, já é uma criança que aprendeu e gosta muito de mamar. Acredito que gostam mais pelo contato que tem com a mãe do que propriamente pela alimentação. Eu tenho um filho que completou dois anos e já iniciei o processo de desmame. O que está acontecendo é um sofrimento muito grande por parte do meu filho. Para ele, de uma hora para outra, a sua mãe não quer mais amamentá-lo, deve estar se sentindo rejeitado. Mesmo conversando e explicando o que esta acontecendo, com muito carinho, não estou consigo acalmá-lo dessa situação. Ele não está se alimentando e passou a chorar por qualquer motivo. Estive ausente dele, nos primeiros quatro dias do início do desmame. Ele ficou com o pai. Mas já se passaram 18 dias e ele ainda pede para mamar. Quanto tempo será necessário para que ele fique "curado". Algumas informações extras: - A partir dos dezoito meses passou a mamar somente a noite. - Eu trabalho o dia todo. De manhã ele fica, em casa, com o pai e a tarde vai a escola. Eu almoço com eles todos os dias. - Minha profissão: Administradora de Empresas e trabalho na Secetaria da Fazenda. Preciso de uma orientação urgente, pois estou ficando triste com a minha decisão em deixar de amamentá-lo. As mães que optaram por parar antes dessa idade não passam pelo mesmo problema, pois seu filhos ainda são muito bebês.

Resposta: Estamos enviando em anexo um texto sobre "desmame" da Dra Elsa Giugliani que com certeza será muito elucidativo. Estou destacando uma frase do mesmo para sua reflexão: ..."Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses."...

Portanto não há motivos para o desmame neste momento. Parece-nos que nem você e nem seu filho estão prontos para esta atitude. Leia o artigo, reflita e depois decida. Caso precise de mais ajuda estamos ao seu lado.


Pergunta 14: Até quando poderei enviar a lista preenchida das assinaturas de apoio à prorrogação da licença maternidade.

Resposta: A senadora Patrícia Saboya deu entrada no Congresso do projeto de lei idealizado pela SBP, para aumento da licença-maternidade de 4 para 6 meses, no dia 10 de agosto. A tramitação, portanto, acabou de começar, e teve início pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Nos próximos dias deverá ser marcada uma audiência pública (talvez para o final de setembro ou início de outubro) e avisaremos ao DC. O presidente do Senado, Renan Calheiros, prometeu acelerar o processo, deu seu apoio ao projeto. Tb empresários estão apoiando e até se comprometendo a sugerir aperfeiçoamento. No portal da SBP tem outras informações. Segue o projeto de lei, versão apresentada ao Congresso e dois textos - um são "10 razões" para o aumento da licença, escrito pelo dr. Dioclécio; o outro são informações sobre Livro da OIT. Não há ainda uma data limite para a entrega das assinaturas, pois a luta está começando. Mas qto. mais chegarem, melhor. O endereço da sede está tb no portal para o encaminhamento.


Pergunta 15: Se vcs possuem algum material q eu possa entregar no RH da empresa q trabalho. (Referente a licença-maternidade)

Pergunta 16: Temos previsão de quando o projeto de lei será válido.

Resposta: Segue abaixo uma matéria que responde suas duas perguntas (ver no final da matéria em vermelho).

Campanha de estímulo às mães

Ministério da Saúde quer reduzir consumo de leite artificial e uso de mamadeiras pelos recém-nascidos. Idéia é mostrar que a amamentação garante alimento e evita infecções

Hércules Barros
Da equipe do Correio

A campanha nacional de aleitamento materno de 2005 se inspira nas restrições publicitárias aos fabricantes de cigarros para desestimular o uso de leites artificiais e produtos como chupetas e mamadeiras para recém-nascidos com menos de seis meses. Ao abrir ontem a Semana Mundial de Amamentação no Brasil, o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, anunciou a criação de um grupo de trabalho que vai elaborar critérios de monitoramento à Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças na Primeira Infância.

A idéia é promover o aleitamento natural para que formas mais cômodas de amamentação não influenciem as mães. “Hoje está provado que o uso precoce de alimentos e leites artificiais, chupetas e mamadeiras desestimula a criança a sugar o peito da mãe”, afirmou o ministro. O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior, adiantou que a idéia é utilizar textos de impacto do mesmo tipo dos maços de cigarros, com veiculação nas embalagens desses produtos com slogans fortes, como: “Não pode ser usado por crianças com menos de seis meses” e “O aleitamento materno protege contra infecções”. Segundo Campos, algumas dessas já existem, mas é preciso verificar se a norma está sendo obedecida pelos fabricantes.

A campanha desse ano tem como madrinhas a atriz e comediante Maria Paula e a modelo Vera Viel e suas filhas, Maria Luiza, com um ano, e Clara, que acaba de completar dois meses. O foco da campanha a amamentação como a única fonte de alimento do bebê até os seis meses de vida. As mães também serão estimuladas a manter o aleitamento até os dois anos de idade das crianças.

Média baixa
Com 186 unidades, a Rede Nacional de Bancos de Leite Humano do Brasil é a maior do mundo, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas a média de aleitamento materno brasileira está longe do ideal. Segundo pesquisa nacional do Ministério da Saúde, é de apenas 29 dias. O dado pode estar ultrapassado, já que o estudo é de 1999. Previsto para ser atualizado de cinco em cinco anos, um novo levantamento deveria ter sido feito em 2004. O ministro Saraiva Felipe adiantou que esta é uma das prioridades da comissão. “O grupo vai fazer um acompanhamento de todos os problemas que dificultam o aleitamento materno e de como superá-los. Seguramente deveremos refazer essa pesquisa”, informa.

O ministro também assinou dois termos de compromisso com a Secretaria de Saúde de Goiás e a Superintendência do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, para garantir a implantação, em até seis meses, de novas unidades de banco de leite em Anápolis (GO) e Porto Alegre (RS).

Nos países em desenvolvimento, as crianças que não são amamentadas até os seis meses têm um risco cinco vezes maior de ter infeção respiratória, incluindo pneumonia, que é uma das maiores causas de mortalidade no primeiro ano de vida, e diarréias, com desidratação e morte. “O aleitamento materno exclusivo transfere à criança, além dos nutrientes, substâncias e células maternas. São essess anticorpos que as protegem de infeções”, afirma Campos Júnior.

De acordo com dados com a Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (MS), a amamentação estende suas vantagens até a idade adulta. O aleitamento pode prevenir doenças como as cardiovasculares e a obesidade. Segundo estudos apresentados pelo MS, a mulher que amamenta também pode ter reduzido o sangramento após o parto e corre menos risco de ter osteoporose e câncer de mama e de ovário.

APOIO À LICENÇA DE SEIS MESES

No lançamento da Semana Mundial da Amamentação no Brasil, ministro da Saúde, Saraiva Felipe, elogiou ontem o projeto de lei em tramitação no Senado que pretende ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses. “O ministério tem a obrigação e o dever de estar a favor da iniciativa”, disse.
A proposta prevê incentivo fiscal ao empregador que conceder mais dois meses de licença remunerada a mães em amamentação. Na última quarta-feira, a senadora Patrícia Saboya (sem partido-CE) apresentou o projeto a representantes da Fundação Abrinq, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.


Pergunta 17: Gostaria de saber sobre o uso de adoçantes durante a amamentação.

Resposta: O aspartame é considerado seguro para uso na lactação. Exceto em casos de fenilcetonúria, quando seu uso pela nutriz está contraindicado. A sacarina também é compatível com a amamentação, porém seu uso é considerado "moderadamente seguro" devido risco de efeito cumulativo. Não conhecemos estudos sobre uso de ciclamato e stevia. Portanto, pelo que sabemos, o adoçante mais seguro para uso durante a lactação é o aspartame.


Pergunta 18: Gostaria de saber sobre a Ascaridíase em bebês de 3 meses de vida em aleitamento materno exclusivo, cujo resultado do exame de fezes é positivo com ovos de áscris nas 3 amostras. Como tratar?

O medicamento usado para o tratmento de Ascaridíase é o Levamisol: dose única de 40mg até 1 ano, 80mg de 1 a 6 anos e 150mg acima de 6 anos. Em caso de bebê em aleitamento materno supõe-se que foi contaminado por bico de chupeta e/ou mamadeira (?) ou ainda por outra pessoa da família. Recomenda-se portanto o tratamento familiar. Este tratamento deve ser acompanhado por um pediatra. Como uma segunda opção usa-se o Mebendazol: 100mg - 2 x ao dia - por 3 dias consecutivos. Em ambos os casos repetir o tratamento após 10 dias de intervalo. Esta resposta foi orientada por um colega infecto-pediatra.


Pergunta 19: Sou mãe de um menino de lindo que vai completar 3 meses de vida dia 20 de Setembro, ele tem alimentanção exclusiva só do peito, está crescendo sádio, forte, sem apresentar nenhuma doença, ou virose. O pediatra que acompanha meu filho nas últimas duas consultas falou em introduzir alimentação (frutas) quando Bruno completasse 3 meses, disse que é necessário por causa de algumas vitaminas, eu sou estudante de fonoaudiologia e estou quase pra me formar, já tive o assunto de Neonatoogia e sei que o leite materno deve ser até o 6 mês de vida, fora toda a campanhia que a Sociedade Brasileira de Pediatria vem fazendo e também tenho uma mãe que Nutricionista e trabalhou muito tempo com criança. Bem, na última consulta perguntamos a ele se a gente quiser deixar ele continuar só na alimentação do peito até o 6 mês se ai acarretar em alguma coisa, ele disse que a decisão e nossa, mas que no 4º mês ou 5º terá que introduzir gotinhas de suplemento para Bruno. Li uns artigos seus na internet falando da importância do Aleitamento até 2 anos de vida, sendo que até o 6º mês exclusivamente só leite materno. Gostaria que me desse mais informações sobre isso.

Resposta: A OMS (Organização Mundial de Saúde) a AAP (Associação Americana de Pediatria) e a nossa SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), entre outros, já produziram inúmeros estudos científicos de qualidade que deixam CLARO que um bebê que nasceu de termo (37 semanas de gestação ou mais) e com peso de mais de 2.500 gramas ao nascer, que está se desenvolvendo adequadamente e não é de região onde exista carências vitamínicas, NÃO necessita de mais NADA além de leite materno até o sexto mês de vida. Esta é uma recomendação de Órgãos da classe pediátrica que deveria ser seguida por todos os profissionais que orientam alimentação infantil. Somente após o sexto mês de vida é que os alimentos complementares (frutas / papas salgadas) e outros (ferro/polivitamínicos) são introduzidos, continuando é claro com o leite materno. Neste ano, a comemoração da SMAM (semana mundial da amamentação) que no Brasil foi de 25 a 31 de agosto passado, chamou a atenção para este fato. Veja no cartaz em anexo que a modelo Vera Viel amamenta seu bebê com o dizer = até 6 meses só é necessário leite do peito e ao lado a atriz Maria Paula amamenta sua filha com mais de 1 ano, mostrando que já entrou com alimentos complementares após os 6 meses mas continua amamentando, de preferência até 2 anos OU MAIS. Parabéns para você e sua mãe que estão no caminho certo. Recomendamos a leitura do Jornal de Pediatria - Volume 80 • Suplemento • Novembro/Dezembro • 2004 ( http://www.jped.com.br/port/index.asp?cod=7 ), que contém artigos de revisão sobre aleitamento materno. Acesse também pela página www.jped.com.br .


Pergunta 20: como fazer para ter sucessso na promoção da amamentação de mulheres com mamilo invertido verdadeiro? Onde ir para submeter-se a correção cirúrgica e divulgação de literatura sobre o tema.

Resposta: O artigo de revisão do jornal de pediatria da SBP: J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S147-S154, da Dra Elsa Giuglainai, presidente do departamento científico de Aleitamento Materno da SBP, fala exatamente dos problemas mais comuns da amamentação bem como seu manejo (prevenção e tratamento), incluindo aqui os problemas mamilares. Vale a pena ler todo este suplemento (revisões de AM). Boa leitura e se ainda tiver dúvidas comunique-se conosco.


Pergunta 21: Por favor preciso de orientação. Minha filha de 5 semanas só quer estar no peito, mesmo quando está saciada. Tenho medo pelo cansaço de minha esposa que ela até mesmo a derrube. Diga-me: o que podemos fazer para não usar a chupeta? Ela mama tanto que gofa demais...temos medo que ela engasgue.

Resposta: O uso de bicos e chupetas traz muitos malefícios para a saúde de sua filha. Está relacionado com menor tempo de duração da amamentação, menor estímulo de sucção na mama (podendo levar a menor produção de leite), confusão de bicos (podendo levar a uma sucção inadequada do mamilo com conseqüente fissura e até mastite), má oclusão dentária, respiração bucal e suas conseqüências, pode ainda ser veículo de parasitas e bactérias diretamente para a boca do bebê, entre outros problemas. Sua esposa e filha devem ser avaliadas por um profissional experiente em amamentação, preferencialmente procure por equipes de bancos de leite humano ou de hospitais universitários ou ainda hospitais com o título "hospiatal amigo da criança". Com esta idade (5 semanas) as mamadas certamente poderão ser espassadas (se necessário) e estas "golfadas" do bebê serão melhor avaliadas. A mãe também precisa de amparo, melhorar alimentação, vitaminas e descanso. É aqui que o pai pode e deve ajudar. Uma sugestão seria ordenhar leite da mãe e em alguns momentos, enquanto a mesma descansa, o pai "amamenta" a filha: oferecendo leite materno que foi ordenhado no "copinho", mas isto tudo com treinamento adequado que vocês terão com os profissionais indicados acima. Trata-se de um momento que pode ser facilmente superado. Não desista pois a amamentação vale a pena! E parabéns por ser um pai participante!


Pergunta 22: Estou amamentando e tenho uma dúvida. Há médicos me dizendo que devo oferecer as duas mamas em cada mamada, sendo 15 min. cada uma. E há os que dizem que devo oferecer apenas uma mama, até esvaziá-la e, se for necesário passar para a outra. O que é indicado fazer?

Resposta: O importante é que o seu bebê esvazie a mama antes de passar para outra. O texto abaixo foi retirado de um artigo da Dra Elsa Giugliani do jornal de pediatria ( J. pediatr. (Rio J.). 2000; 76 (Supl.3): S238-S252. ) e esclaresce exatamente esta questão: ..." O tempo de permanência na mama em cada mamada também não deve ser estabelecido, uma vez que a habilidade do bebê em esvaziar a mama varia entre as crianças e, numa mesma criança, pode variar ao longo do dia dependendo das circunstâncias. É importante que a criança esvazie a mama, pois o leite do final da mamada - leite posterior - contém mais calorias e sacia a criança."...



Pergunta 23: Infelizmente sou uma nutriz que fuma. Sei que nao esta correto, mas nao consigo parar de fumar. Fumo o Free One, aquele que tem o mais baixo teor de nicotina, cerca de 8 cigarros por dia. Tento nao fumar proximo as mamadas - mas nem sempre da certo -, e nunca fumo no ambiente em que minha filha esta. Minha nenem esta com 3 meses e 20 dias. Peso, estatura e perimetro cefalico compativeis com a idade. O pediatra dela sabe que eu fumo e diz que nao ve qualquer consequencia clinica. Mas eu morro de remorso. Pesquisando na internet, encontra-se de tudo: desde artigos que falam que nao ha absorçao pelo bebe, sendo a nicotina expelida pela urina; ate artigos que alardeiam o fato do bebe estar fumando 1 a 1 e meio cigarros por dia. Apesar desse material, ainda nao me sinto esclarecida, ja que essas informações sao jogadas em um paragrafo dentro de um texto maior. Minha duvida é: quais consequencias traz para minha filha eu fumar e amamenta-la? Qual é a extensão do mal que estou fazendo a ela? Melhor seria parar de amamenta-la?

Resposta 23: O assunto, como você bem disse, ainda é extremamente controverso. O tabagismo não é considerado como uma contra-indicação à amamentação, pois os benefícios do leite materno superam os eventuais riscos atribuídos ao tabagismo. Apesar da pequena quantidade de nicotina que é excretada no leite materno, em especial no seu caso, que consome poucos cigarros ao dia e escolhe aqueles com baixo teor de nicotina, o tabagismo materno pode estar associado à redução do volume lácteo e ao desmame precoce(Ito, 2000). Assim, deve-se acompanhar atentamente o crescimento e o ganho ponderal do lactente ( que você refere estarem normais até o momento). Existem estudos(AAP,2001) que mostram um menor risco de doenças respiratórias em filhos de mulheres tabagistas amamentados ao seio quando comparados àqueles filhos de tabagistas não amamentados (sugerindo proteção do leite materno contra tais doenças). Batstra et al., em 2003, estudaram crianças expostas ao tabaco na vida intra-uterina e só encontraram alterações cognitivas, aos 9 anos, naquelas que não tinham sido amamentadas(demonstrando um possível efeito benéfico do leite materno sobre a performance cognitiva). Para minimizar a exposição do bebê à nicotina, você pode tentar reduzir um pouco mais o número de cigarros diários. Além disso, nunca fume no mesmo ambiente em que está a criança (isso você já faz, não é?) e procure fazer um intervalo de pelo menos 2 horas entre o consumo do cigarro e a mamada. E esteja atenta à sua produção láctea. Como você vê, não se deve em hipótese alguma parar de amamentar . E no seu caso, a exposição me parece bastante reduzida.

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