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Férias são tão importantes para o aprendizado das crianças quanto a escola

Arquivo 11/01/2013

Ter um tempo livre para brincar é essencial para as crianças assimilarem o conteúdo visto ao longo do ano letivo, além disso, aumenta a disposição para aprender novas informações

Andressa Basilio – 09/01/13

Pesquisa mostra que pausa nos estudo ajuda no desenvolvimento cognitivo das crianças

Após cinco anos acompanhando de perto a rotina de escolas espalhadas pelos Estados Unidos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que deveria haver um intervalo maior entre uma aula e outra, já que essas pequenas pausas entre as aulas e as maiores entre os semestres, ou seja, as férias são essenciais para preparar a criança para novos conteúdos, além de deixar seu filho mais disposto para o aprendizado na volta às aulas. Apesar de não definir um período de tempo ou número de pausas, a Academia pede que mais estudos sejam feitos nessa área para que haja uma conclusão mais específica.Dormir até mais tarde, fazer passeios diferentes, se divertircom um monte de brincadeiras. Essas são uma das melhores coisas das férias. Mas, além de descanso e diversão, esse período pode ser muito benéfico para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança, como mostrou um novo estudo feito pela Academia Norte-Americana de Pediatria (AAP).

De acordo com os pesquisadores, o intervalo melhora a concentração para a próxima aula, enquanto as férias ajudam na sedimentação do conteúdo pelo cérebro da criança. É claro que elas podem esquecer alguns conceitos mais específicos, mas, segundo os cientistas, muitas das informações aprendidas ao longo do ano ficam mais claras por meio das brincadeiras.

“Durante as férias, as crianças montam um quebra-cabeça de tudo aquilo que elas aprenderam na escola”, diz a psicóloga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphe (SP), que ao longo de mais de 35 anos fez uma pesquisa observacional sobre o tema. “Eu percebo que elas voltam mais amadurecidas. Aquela que é mais tímida, fica mais falante, a que tem dificuldade em matemática, vem mais disposta para aprender a matéria.” Ou seja, as férias também ajudam no desenvolvimento da criança – e isso faz com que ela consiga se concentrar e aprender mais.
Dormir até mais tarde, fazer passeios diferentes, se divertir com um monte de brincadeiras. Essas são uma das melhores coisas das férias. Mas, além de descanso e diversão, esse período pode ser muito benéfico para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança, como mostrou um novo estudo feito pela Academia Norte-Americana de Pediatria (AAP).

Após cinco anos acompanhando de perto a rotina de escolas espalhadas pelos Estados Unidos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que deveria haver um intervalo maior entre uma aula e outra, já que essas pequenas pausas entre as aulas e as maiores entre os semestres, ou seja, as férias, são essenciais para preparar a criança para novos conteúdos, além de deixar seu filho mais disposto para o aprendizado na volta às aulas. Apesar de não definir um período de tempo ou número de pausas, a Academia pede que mais estudos sejam feitos nessa área para que haja uma conclusão mais específica.

De acordo com os pesquisadores, o intervalo melhora a concentração para a próxima aula, enquanto as férias ajudam na sedimentação do conteúdo pelo cérebro da criança. É claro que elas podem esquecer alguns conceitos mais específicos, mas, segundo os cientistas, muitas das informações aprendidas ao longo do ano ficam mais claras por meio das brincadeiras.

“Durante as férias, as crianças montam um quebra-cabeça de tudo aquilo que elas aprenderam na escola”, diz a psicóloga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphe (SP), que ao longo de mais de 35 anos fez uma pesquisa observacional sobre o tema. “Eu percebo que elas voltam mais amadurecidas. Aquela que é mais tímida, fica mais falante, a que tem dificuldade em matemática, vem mais disposta para aprender a matéria.” Ou seja, as férias também ajudam no desenvolvimento da criança – e isso faz com que ela consiga se concentrar e aprender mais.
É muita informação

O responsável por isso é o subconsciente. Muito mais do que acontece com adultos, o subconsciente das crianças age como uma verdadeira esponja, absorvendo as informações que ela ouve e vive. É dentro dele que as coisas vão se elaborando e as peças se juntam. Mas, para que isso aconteça, a cabeça precisa de tempo, de descanso.

Segundo o pediatra Ricardo Halpern, presidente do departamento científico de pediatria do comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças recebem dois tipos de informação no dia a dia: a cristalizada, que vem da sala de aula, e a fluída ou informal, derivada de todas as outras atividades em contato com a criança ao longo do dia.

“As crianças recebem um conjunto de informações que elas não conseguem colocar em prática se não tiver um tempo livre para isso. E as férias são o momento ideal”, explica o especialista, que completa: “O brincar livre, sem horário para terminar é muito importante e altamente estimulante. É nessa hora que a criança consegue criar, aplicar o conhecimento, extrapolar o que está aprendendo na escola sem um compromisso ou pressão.”

Por isso, o alerta dos especialistas pede o bom senso dos pais. Mesmo quando as crianças não estão de férias, é muito importante que elas dediquem parte do seu dia ao descanso mental e às brincadeiras que desejarem. “Escola, inglês, futebol… uma agenda cheia de atividades no dia pode sobrecarregar e levar ao estresse. Além disso, é importante os pais perguntarem aos filhos sobre o que eles realmente desejam fazer”, recomenda Halpern.

Férias só para as crianças

Pode ter certeza que as melhores férias para os seus filhos são aquelas nas quais você está junto com eles. Mas, se você não conseguiu conciliar seu tempo de descanso com o do seu filho ou que teve de voltar ao trabalho semanas antes das aulas dele começarem, vai gostar de saber que os processos cognitivos da criança trabalham sem parar mesmo que ela fique em casa. Isso significa que passar o dia ocioso também estimula o aprendizado.

Só não vale liberar o videogame e a televisão o dia todo, o ideal é que seu filho diversifique as atividades, que podem ser a leitura de um livro, um filme no cinema ou um passeio no parque.
Quem quer deixar as crianças mais ativas nas férias e não pode recorrer aos avós, tios ou babás, existem alternativas. Combinar férias revezadas com amigos que também têm filhos pode ser bacana para o entretenimento não parar. Se as crianças forem maiores, as oficinas de arte ou cursos rápidos podem ser boas opções. Já para as crianças da educação infantil, muitas escolas disponibilizam os chamados cursos de férias, com atividades leves e variadas.

No entanto, existe uma premissa básica para um curso de férias, que o diferencia das demais tarefas realizadas pela criança em um ambiente escolar. “Ao longo do ano letivo, a criança precisa fazer as atividades propostas. O curso de férias não pode ter esse caráter obrigatório. Ele tem de ser leve, se diferenciar da rotina da criança”, explica a coordenadora pedagógica Rosa Maria Cavalcanti, do Colégio Brasil Canadá (SP), que oferece esse tipo de curso. “Se uma criança quiser ficar no parquinho em vez de ir para a aula de culinária, por exemplo, ela pode. É livre para brincar como quiser.” Como deve ser as férias, não é mesmo?