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Festa com famílias comemora Dia do Pediatra

Arquivo 26/07/2011
Pediatras, crianças do Coral e a maestrina Alice
Dr. Reinaldo e Marília Martins com o Grupo de Teatro

A alegria tomou conta do Memorial da Pediatria Brasileira Lincoln Freire ontem, no Rio de Janeiro. “Foi uma linda comunicação com a família”, definiu o dr. Júlio Dickstein, da Academia Brasileira de Pediatria (ABP), sobre o evento que reuniu pediatras, crianças, adolescentes, seus pais, tios e avós, para comemorar o 27 de julho. “O Dia do Pediatra não podia ser melhor marcado”, salientou o dr. Eduardo Vaz, presidente da SBP, elogiando a iniciativa dos acadêmicos. “Fizemos arte, travessuras”, comentou o dr. José Dias Rego, presidente da Comissão Cultural e Artística da ABP,  responsável pela organização e integrante de um dos corais, lembrando “a criança que existe dentre de cada um”. “Foi uma linda festa, uma confraternização carinhosa”, salientou o dr. Reinaldo Martins, da ABP e autor das cenas teatrais interpretadas pelas crianças. “Só posso dizer que me emocionei do primeiro ao último minuto”, afirmou dra. Rachel Niskier Sanchez, coordenadora das campanhas da SBP. “Gostei de tudo”, resumiu Mayara de Luca, de 11 anos, ao lado da avó, dona Aurelinda Guimarães, funcionária de uma maternidade e que declarou ter “muito carinho pelos médicos”.

Grupo de Flautistas

 

As apresentações começaram com os pequenos atores do Grupo de Teatro da Pediatria Brasileira, dirigido por Marília Martins. As cenas fictícias são baseadas em  queixas bem comuns nos consultórios: “Estamos preocupados, porque nosso filho é muito baixinho”, disseram os aflitos “pais”, depois tranquilizados com as orientações das “pediatras” sobre a questão da estatura, e com a lembrança de que “Pedro é muito inteligente”, e “as pessoas são diferentes, assim como as estrelas no ceú”. Em seguida, foi a vez de “Mariana”, uma mãe de primeira viagem, que teme ter o leite fraco, porque a filha de 10 dias não ganhou muito peso. “Está tudo bem com Luiza”, disse o “pediatra”,  frisando também que “o leite tem tudo que a neném precisa” e que o casal não deveria “brigar” com a vizinha que, ao dar conselhos errados, “estava só procurando ajudar”.

 

Coral da Pediatria Brasileira

 

Por sua vez, o Coral Tijucanto, também sob a batuta e acompanhado no teclado da maestrina Alice Sena, contagiou a todos com seu pout pourri de marchinhas de Carnaval, e belas canções como “Sal da terra”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, que teve como solista José Dias Rego. A festa terminou em “grande estilo”, com “Os Karaveyo, do músico e ator Ricardo Pavão (voz e violão) e de Sergio Meireles (viola de 12 cordas, guitarra e voz), Bida Nascimento (baixo, voz e violão) e Chico Julião (percussão e voz). Com muito bom humor, o grupo cantou sucessos dos anos 60 e brincou com as letras de músicas infantis que, misturadas a clássicos do rock, como “Another brick in the wall”, da banda de rock inglesa Pink Floyd, lembrou o respeito aos animais: “Hey, gato! Atirar o pau no gato, nunca mais!”.Em seguida, foi a vez do Grupo de Flautistas e do Coral da Pediatria Brasileira que, regidos pela maestrina Alice Ramos Sena, encantaram a plateia com músicas como “Sabiá”, do folclore nacional, “Boi Bumbá”, de Waldemar Henrique, “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A apresentação foi finalizada com uma homenagem ao compositor Billy Blanco, recentemente falecido e que tão bem lembrou como deve ser a relação entre pais e filhos. Afinal, tudo seria melhor, “Se a gente grande soubesse (quanta paz,) o que consegue a voz mansa, (o bem que faz,) como ela cai feito prece e vira flor, num coração de criança”.

Coral Tijucanto
Os Caraveyo