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Mobilização no Rio Grande do Norte

Arquivo 11/11/2009
Na reunião do dia 6 de novembro, da esq. para a dir., assessores da Unidas, a superintendente da operadora no RN, Ana Paula Barbosa Pereira (de vermelho), dras. Rosane Gomes (de camiseta branca), Lécia Mariza (secretária da Sopern) e Kátia Correia (presidente do Departamento de Defesa Profissional).
Os pediatras do Rio Grande do Norte estão mobilizados e exigem o fim da reconsulta gratuita. Além disso, reivindicam R$80,00 pelas consultas de puericultura e o valor da 5ª edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM/ R$54,00) para as demais. A informação é da dra. Rosane Gomes, presidente da Sociedade de Pediatria do estado, a Sopern:  “Participamos do movimento nacional proposto pela SBP. Em outubro, depois da reunião de presidentes de filiadas realizada durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, fizemos uma assembléia em Natal e o movimento ganhou força. Também contribuiu muito a presença do dr. Eduardo Vaz, vice-presidente da SBP, que atendeu nosso convite e participou de uma reunião, na qual discutimos as estratégias”.

A Sopern enviou ofício a todas as operadoras, com a pauta de reivindicações. “Passados 30 dias, apenas a Unimed tinha respondido e solicitado reunião. Uma nova assembléia resolveu dar mais um prazo para as empresas. Sem retorno ainda, decidimos ampliar o movimento de alerta e no dia 03 de novembro não atendemos pela guias dos convênios. Antes, os pais foram avisados, com uma carta de esclarecimento, divulgada na imprensa e nos consultórios, e nos apoiaram. Boa parte das consultas do dia 03 foi remarcada. As que ocorreram foram com o valor que estipulamos (R$ 80,00) e orientação às famílias, para que cobrassem depois das operadoras”, contou.

De acordo com a presidente da Sopern, após 04 de novembro, os pediatras passaram a cobrar as reconsultas e o resultado é que as empresas estão abrindo negociação. Reuniões têm sido realizadas com as direções da Amil, da Saúde Bradesco e da Unidas (foto).  Com os convênios Smile Saúde e SulAmérica, que não se manifestaram, os pediatras estão em processo de descredenciamento. “O Hapvida tem atrasado muito o pagamento, mas está insistindo no contato para que não haja interrupção do atendimento. Marcamos uma reunião com a direção”, disse a dra. Rosane.

“Sabemos que a criança costuma ir ao médico mais que uma vez por mês e nem sempre pelo mesmo motivo. Se faço um exame de crescimento e desenvolvimento num paciente sadio e na outra semana ele adoece, tenho que fazer todo um novo atendimento. Não podemos, definitivamente, aceitar o que querem as empresas, que em intervalo de 30 dias tudo seja considerado ‘retorno’ e não remunerado”, assinala a dra. Rosane, animada com as perspectivas do movimento, que conta com o apoio do Conselho Regional de Medicina, do Sindicato dos Médicos e da Associação Médica.

Leia a íntegra da Carta da SOPERN aos pais