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O pediatra, a asma e o diagnóstico precoce

Arquivo 29/04/2011

29/04/11 – Em 03 de maio próximo será celebrado o Dia Mundial da Asma. Marcada sempre para a primeira terça-feira do mês, a data é encabeçada pela Iniciativa Global contra a Asma (GINA), com atuação também no Brasil e cuja meta é reduzir as hospitalizações em 50% até 2015. Para o dr. Pérsio Roxo Júnior, presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é uma oportunidade de fazermos um alerta sobre a doença crônica, muito frequente em crianças e que, com início em geral antes dos cinco anos, pode comprometer a qualidade de toda uma vida: “A atenção dos pediatras deve estar voltada para o diagnóstico e tratamento precoces”, salienta. Segundo a OMS, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma no mundo e a doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, três mil delas somente no Brasil, número “ainda alto” de óbitos e “quase todos poderiam ser evitados”, frisa.

 “Cabe ao pediatra observar os primeiros sinais e sintomas da doença e tomar medidas imediatas para a prevenção de complicações. Os casos mais graves e complexos devem ser encaminhados ao alergista pediátrico, que é o profissional que conhece aprofundadamente a área, ao mesmo tempo em que é especialista no cuidado com o organismo em crescimento e desenvolvimento”, ressalta. “É importante lembrar que a asma envolve aspectos genéticos, hereditários, mas também ambientais, com a exposição da criança a fatores que desencadeiam reações alérgicas. O pediatra deve ter conhecimento desta complexa interação para orientar a família sobre os cuidados necessários, nunca se esquecendo da profilaxia ambiental. As doenças alérgicas mais prevalentes na faixa etária pediátrica são a rinite, asma e a dermatite atópica. “Lactentes com sibilância recorrente e que também tenham dermatite atópica  e antecedentes familiares (pai e mãe com asma) são mais suscetíveis a desenvolverem a doença logo no início da vida”, diz o dr. Pérsio.

A SBP tem realizado cursos para a capacitação em alergia e imunologia pediátrica. Coordenados pelo Departamento, o primeiro ocorreu em abril, em Salvador, com cerca de 200 participantes, sendo oito vindos de Portugal. Nas avaliações distribuídas ao final, foi classificado como “excelente” e “inovador” pelos participantes, informa também o dr. Pérsio, adiantando que serão realizadas sempre entre quatro e seis edições ao ano e que as próximas já estão marcadas para agosto em Campo Grande (MS) e novembro em Boa Vista (RR). O curso conta também com participação da GINA Brasil, que em Salvador esteve em mesa-redonda sobre a asma. Além disso, o presidente do DC informa que três textos estão “no prelo” para divulgação na revista eletrônica SBP Ciência e que em agosto, setembro, outubro e novembro, as imunodeficiências primárias serão abordadas em um curso com quatro palestras, parte do Programa de Educação Continuada à Distância da Sociedade. Acompanhe!

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