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Paraná, valorização da pediatria e Dia do Médico

Arquivo 15/10/2010

Darci Bonetto, Milton Macedo e Armando Salvatierra

Os pediatras do Paraná estão mobilizados pela valorização da profissão. Em Curitiba, as operadoras de saúde têm até 18 de outubro, próxima segunda-feira, Dia do Médico, para responderem às reivindicações, dentre as quais a adequação do valor da consulta aos R$80,00 – o mínimo segundo definição da SBP –, o pagamento do Reflexo Vermelho, cuja obrigatoriedade já foi estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do atendimento ambulatorial de puericultura.  Segundo a presidente da Sociedade Paranaense de Pediatria (SPP), dra. Darci Bonetto, a entidade deu início à uma campanha para organizar os profissionais e informar a população sobre o desrespeito existente para com a saúde de crianças e adolescentes e o trabalho de seu médico. Assembleias têm sido realizadas e o tema discutido nos eventos da filiada.

Correspondência às operadoras foi enviada pela SPP do início do mês. “Nosso objetivo é garantir a melhor assistência aos pacientes. Não queremos chegar às medidas extremas”, disse o dr. Armando Salvatierra, coordenador da diretoria de Defesa Profissional da SPP. Mas se não houver acordo, os pediatras de Curitiba darão início ao descredenciamento das “empresas que praticam valores indignos”, informa.

A discussão tem sido feita com apoio das demais entidades  – Associação Médica do Paraná (AMP), Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos – e da  Câmara Estadual de Honorários Médicos (CEHM-PR). Em reunião também em outubro, na capital, dr. Fernando Macedo, presidente da AMP, afirmou considerar “inadiável” a melhoria das remuneração dos pediatras, pela importância do atendimento à criança e ao adolescente. “As perdas são muito significativas e estão inviabilizando a prática profissional. Não dá para adiar mais”, disse.

No encontro, dr. Armando Salvatierra e dr. Milton Macedo, diretor de Defesa profissional da SBP, apresentaram aos colegas um panorama do problema, que inclui a exclusão dos procedimentos pediátricos desde a 1ª edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Sobre o movimento nacional da pediatria, dr. Milton lembrou a atuação “desde Brasília (DF) até Rio Verde (GO)”, assinalando que “quanto mais organizada a filiada, melhor é o resultado”. Curitiba é “um pólo importante, o atendimento pediátrico é muito bom e a mobilização está ganhando corpo”, salientou.

A Câmara Estadual de Honorários denunciou à ANS as operadoras que não atuam em conformidade com as normas atuais da Agência, que estabelecem que os  contratos devem explicitar os critérios de reajuste. “As empresas aumentam as mensalidades do cliente anualmente”, lembrou o dr. Milton, e os médicos apenas “exigem o que é justo”,  destaca. Sobre a Unidas, o diretor de Defesa Profissional da SBP assinalou que o “referencial é o acordo assinado nacionalmente com a SBP. Mas a negociação deve ser realizada com a operadora regional”.

No caso da Unimed de Curitiba, está havendo diálogo. A cooperativa acatou proposta de ampliação dos Procedimentos Padronizados em Pediatria (PPP) em mais 14 patologias, que podem ser tratadas em consultório sem necessidade de internação. “É um exemplo que deve ser seguido pelas outras Unimeds do Paraná e do País e pelas operadoras em geral”, frisou o dr. Armando.

Em Londrina, dr. Milton Macedo informa que grande parte dos pediatras que atuam na Saúde Suplementar não está atendendo mais com as guias dos planos que pagam preços “aviltantes”. O movimento teve início em agosto e os usuários destas operadoras são assistidos normalmente. Com o recibo da consulta, devem solicitar o ressarcimento por parte das empresas. Sobre a ampliação do movimento, dr. Armando informa que o interesse está crescendo e o tema será tratado no 13º Congresso Paranaense de Pediatria, dias 4 e 5 de novembro, em Pato Branco.