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Pediatras do Paraná se descredenciam de planos de saúde

Arquivo 06/07/2011

Os pediatras do Paraná estão se descredenciando de todos os planos de saúde, com exceção da Unimed, já a partir de julho. A decisão foi tomada em Assembleia, em junho, devido à ausência de acordo com as operadoras. “Estamos há mais de um ano tentando a negociação”, diz o dr. Gilberto Pascolat, tesoureiro da Sociedade Paranaense de Pediatria (SPP), sobre o movimento, que tem por objetivo melhorar a remuneração e as condições de trabalho. “A maioria dos pediatras já não atende pelas empresas em consultório, apenas em ambulatórios de hospitais, o que não é o ideal para a criança”, lamenta o dr. Gilberto.

“Enviamos correspondência a todos os planos de saúde (nenhum deles paga acima de R$ 42,00) e, ou não obtivemos resposta, ou as propostas não foram aceitáveis. O descredenciamento já começou, respeitando o prazo contratual, que geralmente é de um mês. A posição da pediatria não está isolada. Na verdade, o descontentamento é generalizado entre os médicos”, afirma o dr. Gilberto, informando que a mesma posição foi assumida pela assembleia realizada na Associação Médica do Paraná (foto), “em relação às empresas que praticam pior remuneração e não aceitam negociar”. Ainda segundo o diretor da SPP, a “grande bandeira agora é desvincular a remuneração dos médicos das decisões dos planos de saúde, que serviriam mais para internações e exames. A ideia é não prejudicar o usuário, incentivando-o ao reenbolso ao qual tem direito”, lembra.

Para o diretor de Defesa Profissional da SBP, dr. Milton Macedo, “os colegas do Paraná foram até “muito tolerantes”. Adotaram “uma atitude madura, ética e legal, estão de parabéns! Este é o caminho para garantir atendimento de qualidade para as crianças e adolescentes e remuneração justa para o pediatra”, assinala. O presidente da SBP acrescenta que “a situação do atendimento pediátrico do Paraná não é diferente do restante do País, inclusive no sistema público, onde infelizmente nossas crianças não contam com a garantia de atendimento pediátrico”.

Ainda de acordo com o dr. Eduardo Vaz, na Saúde Suplementar, pela “remuneração aviltante praticada pelas empresas, há pediatras fechando consultórios por inviabilidade econômica”. No Sistema Público, a visão “pequena” de “gestores que não entendem a atividade de puericultura como essencial para o desenvolvimento de um cidadão saudável, produtivo e feliz” vem prejudicando a saúde da população. “Vamos mudar esta realidade”, convida, se dirigindo aos pediatras em geral.