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Medicamento para asma grave está em consulta pública. Participe!

Departamentos Científicos 29/12/2015

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Está aberta a Consulta Pública nº 38 sobre a “Proposta de incorporação do Omalizumabe para o tratamento da asma alérgica grave”. O presidente do Departamento Científico de Pneumologia da SBP, Leonardo A. Pinto, considera importante a participação dos pediatras, já que a asma é a doença crônica mais frequente durante a infância. “Considerando uma prevalência global de 10%, estima-se que no Brasil existem aproximadamente 20 milhões de asmáticos. De acordo com o estudo INNOVATE, aproximadamente 5% destes pacientes apresentam asma grave, que frequentemente não é controlada com a terapia tradicional. Para estes casos, desde 2004 está registrado na ANVISA, e é recomendado pelas sociedades médicas de todo mundo o Omalizumabe, infelizmente ainda não disponível para todos os pacientes que necessitam”, informa Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP.

Dr. Pérsio Roxo Júnior, presidente do Departamento de Alergia e Imunologia, explica que o Omalizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado aprovado para uso em crianças com idade acima de seis anos e que sejam portadoras de asma grave e de difícil controle. “Essa consulta pública é importante para a SBP e para os pediatras, pois atendemos crianças nessas condições. É fundamental que todos participem”, reforça. 

“Crises de asma não controlada geram inúmeras consultas ambulatoriais de pediatria, aumentam a demanda nos serviços de emergência, geram altos custos para o sistema de saúde, interferem na qualidade de vida dos pacientes, levam à absenteísmo na escola e no trabalho, além disso, podem ser fatais”, salienta o dr. Tadeu Fernandes.

“Pediatras e especialistas com Área de Atuação em Pneumologia Pediátrica que atendem pacientes com asma grave podem contribuir com relatos de experiência, com sua opinião ou com relatório técnico – material que pode ser relevante para a decisão do Sistema Público de Saúde de facilitar ou não o acesso a esse tratamento”, finaliza o dr. Leonardo Pinto.

As contribuições sobre o tema podem ser apresentadas pelo endereçohttp://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas e o prazo vai até 18 de janeiro de 2016. Participe!