A prática de exercícios físicos

Departamento Científico de Adolescência

  • Exercício físico é uma atividade planejada e prescrita por um profissional habilitado. Além do gasto energético, proporciona maior aptidão física e atlética (Exemplos: ginástica, basquete, tênis, etc).

    A atividade física, diferente do exercício físico, é todo movimento do corpo que gaste mais energia do que em repouso (Exemplos: andar, subir escadas, escovar os dentes, etc)

  • O objetivo deve priorizar integralmente os benefícios de sua prática não só em termos de saúde, mas também criar hábitos e interesse pelo exercício físico, integração da criança e do adolescente e nunca a discriminação, a exaustão e o isolamento social.

  • Em adolescentes, especificamente, traz benefícios à saúde esquelética e sistema imunológico, controle da hipertensão arterial e do peso, dos níveis glicêmicos e do colesterol, disciplina, lidar com perdas e vitórias, socialização e autoestima.   

    Exercícios físicos realizados de forma regular ou frequente estimulam o sistema imunológico, ajudam a prevenir doenças (doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, etc.) moderam o colesterol, ajudam a prevenir a obesidade, entre outras. Além disso, melhoram a saúde mental e ajudam a prevenir a depressão.

  • No mundo atual, crianças e adolescentes são direcionados para os exercícios  físicos cada dia mais cedo, por ser considerada um fator importante  no crescimento e desenvolvimento saudável. O importante é que essa prática esteja adequada à idade, respeitando-se as aptidões e limitações de cada idade e indivíduo.            

    Quanto mais cedo à criança for estimulada a prática de exercícios, mais duradouro e indispensável será sua vida esportiva

  • O mais importante é adequar o exercício físico à fase de desenvolvimento que se encontra a criança e o adolescente para que não haja lesões e sobrecarga.

    De 2 a 5  anos, o objetivo é a socialização e deve-se priorizar a coordenação motora, com brincadeiras supervisionadas e até dirigidas, mas de maneira lúdica e prazerosa. Entre elas, o caminhar até a escola, correr, pular cordas, brincadeiras com bolas, bicicletas, escolinhas esportivas.

    De 5 a 10 anos, a criança já apresenta uma maior habilidade motora, agilidade e coordenação, estando apto à natação, futebol, capoeira, surfe, skate, danças, ginástica, lutas entre outras múltiplas modalidades.

    Entre 10 e 12 anos, o requisito é a velocidade, época em que   existe uma grande aptidão para o Atletismo e o Ciclismo.

    Na puberdade, estarão prontos para os exercícios de resistência e explosão, como jogos de quadra, judô, tênis e outros. Inicia-se a fase de competições.

  • Embora grande parte das academias estabeleça um limite por idade, o critério a ser utilizado não é o cronológico mas sim a avaliação do estágio de desenvolvimento puberal. Só a partir do estágio IV, onde o desenvolvimento de caracteres sexuais e crescimento ósseo estão praticamente completos, é que ocorre o desenvolvimento muscular e, portanto, é quando o adolescente está apto a fazer exercícios de força. Dessa forma, evita-se maiores riscos de lesão e sobrecarga nas articulações.

    Antes disso, podem acontecer lesões por desgaste de articulações e musculares. Estão liberados para exercícios aeróbicos em fases mais precoces.

  • É recomendável uma avaliação pré-participação médica em todas as faixas etárias, para que se adeque o treinamento à fase de desenvolvimento e para que fatores de risco individuais sejam evitados, inclusive prevenção de morte súbita.Atletas de competição devem ser avaliados com consulta médica, exames laboratoriais, eletrocardiograma, teste ergométrico e Ecocardiograma. 

  • São substâncias normalmente usadas com o objetivo de melhorar o desempenho atlético e aumentar a massa muscular.

    Não existe comprovação científica de sua eficácia e seu excesso pode levar à sobrecarga renal. E podem ser a porta de entrada para o uso de anabolizantes e drogas. Exemplos de suplementos: Proteínas do soro do leite (Whey Protein), albuminas, aminoácidos, L-carnitina, hipercalóricos, creatina, cafeína, entre outros.

  • São hormônios esteroides androgênicos anabolizantes, como a testosterona, usados de forma ilícita, por atletas ou não, para aumentar a força muscular ou melhorar a aparência, uma vez que desejam obter  um “corpo perfeito”.

    No Brasil, a grande preocupação tem sido o uso crescente por não atletas, principalmente por adolescentes, que com o imediatismo próprio da idade, querem um  ganho rápido de massa muscular, de fácil acesso e muitas vezes, estimulados e orientados erradamente, por instrutores de academia, sem nenhum conhecimento científico para essa indicação e que podem colocar em risco a vida e o desempenho de seus atletas.

  • Os efeitos colaterais são inúmeros e altamente prejudiciais, podendo inclusive, levar à morte.

    Alguns exemplos:

    ·         Hipertensão arterial; Trombose; Arritmias cardíacas;

    ·         Aumento de colesterol ruim e diminuição do bom colesterol (HDL); Risco de doenças das coronárias; Icterícia, hepatite fulminante, tumor hepático; Ginecomastia;

    ·         Calvície; Masculinização em mulheres, com aumento de pelos, acne, voz grossa;

    ·         Diminuição da altura final;

    ·         Aumento de lesões do aparelho locomotor;

    ·         Retenção hídrica e de sódio; Supressão da produção de hormônios naturais pelo corpo e também de espermatozoides; Impotência sexual em homens;

    ·         Aceleração do câncer de próstata;

    ·         Risco de contaminação pelo HIV e Hepatite B, se agulhas compartilhadas.

  • - O adolescente deve ser orientado que apesar do grande benefício da prática esportiva, os resultados são demorados e que critérios devem ser seguidos para sua prática, respeitando seu desenvolvimento puberal;

    - Discutir com os adolescentes os valores verdadeiros, trabalhando de forma adequada a distorção de sua imagem corporal e culto ao corpo, com valorização de seu desempenho, melhorando sempre sua autoestima;

    - O risco do uso de anabolizantes, hipercalóricos e suplementos pré e pós treino deve ser exposto de maneira clara e objetiva, com um trabalho constante para que o adolescente entenda seus efeitos maléficos;

    - As escolas formadoras de profissionais que irão trabalhar com adolescentes atletas, deverão capacitar melhor seus alunos, com maior responsabilização e orientação pedagógica, para que cumpram de maneira correta seu papel, muitas vezes de referência;

    - O adolescente deverá se sentir seguro e feliz, sem necessidade de recorrer a treinamentos e drogas ilícitas para  obter resultados fantásticos;

    - A competição desportiva pode trazer benefícios do ponto de vista educacional e de socialização, uma vez que coloca o adolescente frente a situações de vitória e derrota, trabalho em equipe, equilíbrio no estresse, disciplina e luta por objetivos;

    - O objetivo de desempenho, principalmente quando há excessivas cobranças por parte de pais e treinadores, pode trazer consequências indesejáveis, como a aversão à prática do exercício  físico.;

    - Nas academias de ginástica e musculação, os pais devem ficar atentos ao acompanhamento dos seus filhos por profissionais formados e devidamente registrados no Conselho Federal de Educação Física;  

    Por fim, é  importante oferecer alternativas para a prática do esporte, de forma a suprir os interesses individuais e o desenvolvimento de diferentes habilidades motoras, contribuindo para o despertar de novos talentos esportivos. Adicionalmente o esporte recreativo, lúdico e prazeroso pode e deve ser estimulado na escola e em centros de práticas esportivas no sentido de proporcionar a criança e o adolescente o gosto pela prática e este por sua vez tende a ser incorporado por toda vida proporcionando saúde e qualidade de vida. 

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