Inclusão

Departamento Científico de Dermatologia

  • A SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA vem alertar pais e familiares para a atenção integral à saúde comum a qualquer cidadão, além uma assistência específica com atendimentos e serviços dedicados às crianças e adolescentes com deficiência para propiciar o desenvolvimento de seus potenciais. Baseada na igualdade, equidade e percepção das capacidades que os indivíduos apresentam, com e sem deficiência, a inclusão predispõe à reestruturação da sociedade para que todos, sem distinção de características (nacionalidade, etnia, religião, gênero, condição social e econômica), possam desfrutar de uma vida de qualidade, sem exclusões.

  • A inclusão hoje é um desafio para todos e exige mudança de paradigma para que não vejamos com estranhamento as diferenças, porque as diferenças são características inerentes à manifestação da espécie humana e das demais espécies que habitam o planeta. Pensar inclusão a partir de um modelo ideal, não seria tentar moldar as pessoas com deficiência a um padrão previamente considerado como o mais acertado por nós? Mais importante é sempre incluirmos as diferenças de cada um e as diferentes pessoas, especialmente as crianças e adolescentes, em nossa sociedade.

    As propostas atuais trazem a possibilidade de discutir a inclusão frente a um paradigma que não se refere mais à condição da tolerância e da “caridade” ou assistencialismo. As novas concepções colocam os direitos humanos na linha de frente, especialmente os direitos à saúde de crianças e adolescentes, e a necessidade evidente de se repensar a sociedade e especificamente a educação e a saúde para todos. Exigem que dentro das instituições escolares se pratiquem novos saberes, se investiguem outras maneiras de resolver os problemas, avaliem quaisquer diferenças entre os estudantes, organizem o tempo, espaço e seu currículo com mais tolerância aos direitos, pensando em alunos típicos e atípicos de uma nova demanda. Há uma crise paradigmática instalada, exigindo transformações, contestações, transgressões frente ao que já está posto.3-11

    A inclusão torna-se inviável, principalmente quando se intenciona e compreende por inclusão a possibilidade de ensinar a todas as crianças indistintamente, em um mesmo espaço educacional: as salas de aula da escola de ensino comum. Propõem-se ações educativas que promovam o convívio com as diferenças e aprendizagens construídas por meio da experiência relacional participativa, construída no coletivo das salas de aula e a fim de produzir sentido para o aluno e contemplar a sua subjetividade.9,10

    A inclusão nada mais é do que diminuir ou eliminar barreiras que impeçam o pleno desenvolvimento do sujeito. Um caminho de mão dupla: a sociedade precisa entender e perceber que as pessoas com deficiência são parte de um todo a que pertencemos. É preciso aprender não só a lidar com elas, mas também entender que podemos aprender com elas. Ao mesmo passo, essas pessoas e seus pais também precisam movimentar-se para estar em sociedade, a partir de suas competências, sem que fiquem paralisadas pelas suas dificuldades.20 Conviver no mesmo espaço, com as mesmas oportunidades e algumas adaptações que se tornam necessárias.

  • A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (1989) foi reforçada pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LEI Nº 13.146, de 6 de julho de 2015), a qual coloca como principal objetivo a reabilitação na sua capacidade funcional e de desempenho humano, colaborando para a sua inclusão social e prevenindo os danos que podem contribuir com o surgimento de outras deficiências.            

    O processo de inclusão concretiza a possibilidade de muitos aspectos positivos para ambas as partes, os que incluem e os que são inclusos. A intenção é a de que os que passam a conviver com a diversidade tornem-se seres humanos mais preparados para as diferenças e aptos a lidar com as adversidades da sua própria vida. Considera--se ainda, em um viés mais abrangente, a possibilidade de prover a equiparação de oportunidades para todos, nos mais diversos sistemas da sociedade e do ambiente.

  • -    Deve ser evitada a culpa pela deficiência, pois isso intensifica a dor. Analisar os cuidados que o filho necessitará. Cuidar sem tolher.

    -  Ensinar autonomia é função primordial da família: cuidados de vida diária  (higiene, alimentar-se sem ajuda, por exemplo) e de vida prática (cuidar dos seus pertences, esperar no portão da escola).

    - Intervenção precoce sempre ao ser analisado um risco, como prematuridade extrema, infecção neonatal crônica e/ou sinal de atraso do desenvolvimento, com o foco no apoio e orientação à família.

    - Evitar terapias direcionadas apenas às incapacidades e excesso de tratamentos que podem gerar estresse às pessoas com deficiência, e poderão resultar em mais prejuízos que ganhos. Importante lembrar que as crianças com deficiência têm direito à vida de criança, com tempo livre para brincar e para o ócio criativo, o que a agenda cheia de tratamentos pode impedir.

    - Organização de práticas parentais eficazes com afeto, limites e participação nas atividades da criança ou adolescente. O primeiro profissional a atuar na família é o pediatra, construindo estratégias de cuidado desde o nascimento, como também estando disponível e permitindo aos pais e mães demonstrarem suas percepções e sentimentos.

    - O psicólogo é o profissional mais indicado para auxiliar pais e professores na modulação do comportamento para melhores resultados no aprendizado.

    - Perceber o(a) filho(a) como uma pessoa sexuada, com desejos, dúvidas e expectativas e com direito de educação para sexualidade construída desde a infância e, pela alta vulnerabilidade dessa população, orientação para autocuidado e proteção contra abuso sexual.

    - Uma andorinha só não faz verão. Procurem participar do movimento associativo para construção de uma rede de acesso aos serviços e atualização. - Os pais devem continuar seus projetos e ocupações profissionais, preservando sua individualidade e autocuidado.

    - O ideal é que a família estabeleça um equilibrío na atenção em todas as interfaces do lar, sem esquecer-se dos outros filhos, o que pode gerar outros agravos pela sensação de que só o diferente tem apoio.

    - Capacitar seus filhos para poder ter consciência das suas peculiaridades e para que ele possa ele próprio administrar a sua autonomia, usar o livre arbítrio para decidir sobre seus desejos e participar na sociedade.

  • -       Cartilha da Inclusão Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria:


    http://www.sbp.com.br/pdfs/Cartilha_Inclusao_Escolar2014.pdf


     

    - Cartilha Escola para Todos (2015): http://www.movimentodown.org.br/wp-content/uploads/2015/03/Escola-


    para-todos-01.pdf- Melhor ver a capacidade que a deficiência


    normal">https://www.youtube.com/watch?v=mnCNL_QxdJA


     


    -  Benefícios

    da Educação Inclusiva para crianças com e sem deficiência:


    http://alana.org.br/wp-content/uploads/2016/11/Os_Beneficios_da_Ed_Inclusiva_final.pdf


     


    - Autismo:

    Temple Grandin: Veja o filme baseado na história real e visite  website http://templegrandin.com


     


    -       Cidadania: Claudia

    Werneck: Textos da Mídia Legal 5: especialistas pela não-discriminação.


    none">Escola

    de Gente – Comunicação e Inclusão, WVA ed, 2008 e disponível em: http://www.escoladegente.org.br/_recursos/_documentos/textos_da_midia_legal_5/Textos_ML5.pdf


    -      

    Sexualidade: Cartilha de

    orientação sobre sexualidade e deficiência

    Intelectual, Fernanda Sordelli,

    Instituto Mara Grabilli


    http://www.fenacerci.pt/web/publicacoes/outras/cartilha_sexualidade.pdf


    none">Es

    parte de la vida. Material de apoyo 

    sobre educación sexual y discapacidad para conversar en familia.   https://www.unicef.org/uruguay/spanish/Es_parte_de_la_vida_tagged.pdf


    justify; line-height:150%; text-autospace:none"> 


     

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