Crescimento do pênis

Departamento Científico de Endocrinologia

  • Um pênis, para ser considerado funcional, deve preencher as seguintes características: permitir ao paciente urinar em pé, sem se molhar; permitir ereção e penetração vaginal durante o ato sexual; e não causar vergonha ou constrangimento quando visto por outros. 

  • Para saber se um pênis é considerado normal, o paciente deve ser examinado por um profissional experiente na área (pediatra, urologista, endocrinologista) o qual avaliará o comprimento peniano através de tabelas e gráficos específicos

  • Não. O crescimento peniano ocorre em quatro etapas:  1. Gestação:  ao nascimento o comprimento médio do pênis é de 3,7 cm. 2. Zero a 3   anos: aumento de 1,5 cm (média: 6,2 cm aos 3 anos); 3. Três a onze anos: outro acréscimo de 1,5 cm (média: 7,7 cm aos 11 anos); 4. Onze aos dezoito anos: aumento de 6,5 cm, atingindo o tamanho adulto (média: 14, 5 cm aos 18 anos). 

  • É um pénis de formato normal, porém com um comprimento menor do que 2,5 desvios-padrão da média para idade ou estágio de desenvolvimento puberal.

  • Sim. O pênis tem diversos tamanhos e formatos diferentes, não existindo um padrão considerado “ideal”. Existem gráficos e tabelas que mostram o tamanho do pênis do nascimento aos 18 anos. Neles, a linha central, chamada Percentil 50, mostra os valores médios. As crianças ou adolescentes que têm o pênis abaixo da média, mas ainda acima da última linha inferior (Percentil 10) são considerados normais. Os que estão abaixo do Percentil 10 têm o pênis reduzido para idade. 

  • Não. O que ocorre nos pacientes acima do peso é o chamado “pênis escondido”, “pênis embutido” ou “pênis oculto” na gordura suprapúbica (acima do púbis).  Nesse caso, tem-se a falsa impressão do pênis ser pequeno. Entretanto, ao se retrair o excesso de tecido adiposo (“gordura”), observa-se que o pênis tem o tamanho normal. A cirurgia ade lipoaspiração pode ser alternativa terapêutica nos casos de grande sofrimento psíquico, nos quais a demora da perda ponderal agravará o distúrbio psicológico. 

  • Não. Isso é mito!  Não existe base científica para tal associação. 

  • Não necessariamente. O tamanho do pênis sofre influência genética assim como outras características físicas masculinas.  No entanto, existem outros fatores além da herança genética que determinam as características penianas. 

  • Pode acontecer do pênis crescer com um leve desvio para direita ou esquerda. Essa inclinação não deve causar dor, alteração urinária e nem problemas durante o ato sexual.  Se isso acontecer, ele deve ser examinado por um urologista.

  • Sempre que houver qualquer suspeita de alteração do tamanho peniano o menino deve ser avaliado por um urologista ou endocrinologista para confirmar tal diagnóstico. Além do tamanho, outros dados na história clínica (p. ex. prematuridade, exposição à medicamentos, história familiar, doenças endócrinas) e do exame físico (p. ex. avaliação dos testículos, uretra, peso, altura) podem ser sugestivos de alguma doença que cause distúrbio no crescimento do pênis. 

  • A principal causa é hormonal: o hipogonadismo causado por alterações da hipófise ou hipotálamo e o hipogonadismo causado por alterações testiculares. O hipogonadismo pode ser secundário a uma doença genética ou ter causas adquiridas, que diminuam a produção dos hormônios (p.ex. trauma, cirurgia ou infecção na hipófise, hipotálamo ou testículos). 

  • Sim. Cada caso deve ser individualizado O tratamento com hormônio masculino (testosterona) pode melhorar o crescimento peniano principalmente quando realizado até a puberdade. 

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