Criptorquidismo

Departamento Científico de Endocrinologia

  • Criptorquidismo significa a ausência de um ou dos dois testículos dentro da bolsa escrotal.

  • O mais frequente é o criptorquidismo unilateral (75 a 90% dos casos). O tipo bilateral (quando ambos os testículos estão fora da bolsa escrotal), ocorre mais raramente (10 a 25% dos casos). 

  • O criptorquidismo pode ser causado por fatores anatômicos (ex: ausência de musculatura abdominal), por deficiência hormonal, ou por fatores genéticos. 

  • Sim. Aproximadamente 10% dos cânceres testiculares são associados ao criptorquidismo. O risco de câncer testicular nesses pacientes é 5 a 20 vezes maior que na população em geral.

  • Sim. A infertilidade tem sido observada em 30 a 50% dos pacientes com criptorquidismo unilateral e em até 75 % dos casos de criptorquidismo bilateral. O tratamento precoce pode potencialmente impedir ou retardar a evolução da lesão dos testículos. 

  • Sim. A incidência em recém-nascidos prematuros é de 30% e em recém-nascido a termo é de 3,4 %. 

  • Predisposição genética (história de criptorquidismo), exposição materna a substâncias (p.ex. pesticidas), idade materna avançada, obesidade ou diabetes materno, apresentação pélvica na gestação, prematuridade ou baixo peso ao nascimento, síndromes genéticas, paralisia cerebral e doenças hormonais.

  • É quando o testículo está localizado fora do trajeto normal da descida (p.ex. região inguinal e perineal). 

  • É quando o testículo fica transitoriamente fora da bolsa escrotal (ora na bolsa, ora na virilha) devido á hiperatividade do músculo que o segura (reflexo cremastérico). 

  • Sim. Isso se chama de “testículo ascendente”, situação na qual o testículo estava dentro na bolsa escrotal, e depois “sobe” com o crescimento da criança. 

  • O diagnóstico de criptorquidismo é essencialmente clínico (exame físico feito pelo médico). A necessidade ou não de exames de sangue (p.ex. hormônios) ou imagem (p. ex. USG, tomografia) serão direcionados a depender da avaliação médica inicial. 

  • Sim. A incidência cai de 3,4% ao nascimento para 0,8% com 12 meses de vida e se mantém em 0,8 % entre 1 ano e a vida adulta.  Portanto, se os testículos não estiverem dentro da bolsa escrotal na idade de 1 ano, é imprescindível uma consulta médica.

  • Além dos riscos citados (p. ex. infertilidade e câncer), o tratamento precoce pode evitar distúrbios psicológicos na criança e adolescente, prevenir hérnias, traumas e torções testiculares.

  • Não.  A depender da causa, o tratamento pode ser medicamentoso (p.ex. hormônios).

  • A maioria dos autores considera como idade ideal a correção do criptorquidismo nos primeiros 6 a 12 meses de vida.  Em crianças maiores de 1 ano, a correção deve ser feita no momento do diagnóstico.