Cuidados com o escolar

Departamento Científico de Saúde do Escolar

  • Aos 6 anos, as crianças entram numa nova etapa da vida social e física. Ao mesmo tempo em que iniciam as obrigações escolares, há uma desaceleração do crescimento. Nos próximos anos ele crescerá pouco, para depois começar o estirão da puberdade. As meninas entram mais cedo nesse processo, e param de crescer mais cedo também. 

  • A criança deve ser levada ao pediatra pelo menos uma vez por ano, mesmo sem apresentar sintomas de doença, para avaliação e exame físico completo. Isso é importante para que ela tenha um acompanhamento especial na linguagem, audição e motricidade; além das orientações sobre a alimentação, imunizações e prevenção de acidentes.

  • Nesta faixa etária as crianças ainda não têm muito bem desenvolvida a percepção de distância. Por isso, o risco de atropelamentos, de quedas de árvores e muros, de tombos de bicicletas, skates e patins podem levar a traumas dentários e ósseos em vários graus de gravidade. Além disso, o pensamento mágico é uma característica dessa idade. Facilmente influenciada por mitos, super-heróis, e bandas de música, a criança deve ser acompanhada de perto em suas atividades. É importante, portanto, que se observe o tipo de programas que ela assiste; os jogos; as comunidades virtuais que frequenta e mesmo as amizades. A Internet não vigiada pode trazer graves problemas tanto para as crianças quanto para a família.

  • A educação e os limites dados à criança nesta etapa, sempre numa relação de amor, são fundamentais para a formação da personalidade do ser humano. Para que os pequenos tenham uma boa formação, é essencial sempre manter um relacionamento baseado na confiança e no diálogo. Conheça seus amigos, saiba o que acontece na escola, esclareça e oriente a criança para evitar, por exemplo, o bullying

  • Hoje podemos dizer que cerca de 10% das crianças apresentam atraso da linguagem, mas apenas em 3% dos casos o atraso é consequência de alguma doença, o que determinará impacto significativo sobre a aprendizagem ou sociabilidade. Por isso, nessa fase de iniciação escolar é fundamental que se identifique rapidamente se a criança tem atraso na linguagem. Isso possibilita a investigação e intervenção numa fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento e responde melhor às intervenções de reabilitação. 

  • A criança com atraso de linguagem emite sinais de alerta que podem ser identificados pelo seu pediatra. De qualquer modo, a participação da família é estratégica para a reabilitação da criança, que deve ter também o apoio da escola com uma abordagem que respeite os conceitos de educação inclusiva. 

  • A presença do ácido no esôfago por muito tempo pode ocasionar sua inflamação (esofagite), que pode se manifestar com dor, queimação (azia) e provocar vômito com sangue. Há relatos de episódios de dor intensa, o que impede a criança de comer. Detalhe: se retornar este conteúdo ácido até a garganta ou a região de entrada do ar para respiração, a criança pode desenvolver uma pneumonia de aspiração. Assim, o refluxo-doença, ou a “doença do refluxo gastroesofágico”, ao contrário do refluxo fisiológico, necessita de tratamento e, em casos específicos, exames diagnósticos.

  • Existem alguns grupos com maior risco para apresentar a doença do refluxo (DRGE). Entre eles, estão os formados por crianças que tem problemas neurológicos, prematuros, obesos e portadores de doenças pulmonares, como a fibrose cística ou displasia broncopulmonar. Também estão mais suscetíveis os que apresentam ou tiveram malformações congênitas do sistema digestório (hérnia hiatal, hérnia diafragmática, atresia esofágica, fistula traqueoesofágica).

  • Caso seu filho se sinta desconfortável, mais choroso que o usual, ganhe pouco peso ou apresente outro sinal de sofrimento, leve ao pediatra, o médico mais indicado para avaliar a situação e fazer o seu diagnóstico. É importante lembrar que existem outras causas de choro e irritabilidade que podem coincidir com a presença de golfadas ou vômitos. Isso apenas reforça a necessidade de levar a criança para uma consulta com o pediatra para tirar todas as dúvidas e receber os esclarecimentos necessários. 

  • Se a doença do refluxo gastroesofágico se confirmar, o tratamento deverá feito com medicações que aliviem as dores, diminuindo a produção do ácido e cicatrizando o que está inflamado. Porém, cada criança deverá ser avaliada pelo seu médico individualmente, pois há diferentes tipo de tratamento e de resposta.  Não inicie ou faça tratamentos sem a supervisão de seu pediatra!

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