Animais domésticos: escolha e convívio

Departamento Científico de Segurança

  • Sim. A neurociência explica que quanto mais estímulos ao cérebro, mais conexões neurológicas se formam. A espontaneidade na relação das crianças com os animais faz com que os pequenos tentem várias vezes a realização da mesma atividade com o animal, aperfeiçoando suas habilidades motoras e executando atividade física. No entanto, é preciso ficar atento a questões como os critérios para escolha do seu animal (pet). É importante escolher um que se adeque a sua casa e ao seu estilo de vida. Até os 7 anos, os pais devem supervisionar qualquer interação entre os filhos e os bichos. E lembre-se: pets são animais e podem transmitir doenças aos humanos (e vice-versa). Recomenda-se o controle de pulgas e carrapatos por meio de programas de prevenção e de consultas veterinárias regulares; e adoção de bons hábitos de higiene, dentre eles lavar as mãos após contato com os pets, principalmente com filhotes ou animais com diarreia.

  • Há inúmeras vantagens alcançadas pela relação entre crianças e animais. Dentre elas, pode-se enumerar as seguintes:

    1) Aprende-se a fazer leitura corporal, elemento fundamental para a empatia;

    2) Desenvolve-se a capacidade de aprender a ver o próximo como alguém com características e sentimentos diferentes dos seus, afastando-a do ponto de vista egoísta;

    3) Estimula-se o desenvolvimento da comunicação não verbal;

    4) Aprende-se lições sobre a vida (nascimento, reprodução, doenças, acidentes, duelos e morte) e o respeito por outros seres vivos.

  • De forma geral, os cães e as crianças são ótimos companheiros uns dos outros, mas, apesar disso, é preciso optar por raças que tragam características pontuais. Os animais devem apresentar comportamento extrovertido e serem dóceis, brincalhões e companheiros. Os que reúnem esses traços são os mais indicados para bebês e crianças. Mas lembre-se: cães são indivíduos únicos. A raça não é uma lei universal. É importante pensar na “melhor personalidade de um cão para crianças” do que na “melhor raça de um cão para crianças”. Se você prestar atenção na personalidade, e não na raça, pode encontrar um vira-lata maravilhoso para a adoção, que será perfeito para seu filho.

  • Os gatos são mais autônomos do que cães e não atendem tão facilmente aos comandos do homem. São exigentes na relação com o dono e, por esse motivo, ajudam a criança a exercitar a capacidade de respeitar a vontade do outro. Algumas raças são mais indicadas para o convívio com crianças por apresentarem características sociais mais desenvolvidas do que outras. Os melhores gatos para crianças devem ser sociáveis, leais, um tanto brincalhões e adaptável a várias situações. É importante escolher a raça certa, de acordo com a idade da criança. Se ela é mais velha e menos ativa, é melhor escolher gatos independentes e de baixa energia. Mas se forem menores, que gostem de brincar, o ideal é um animal com mais energia. Assim como os cães, os gatos também apresentam características individuais. Raças como persa e Maine Coon são consideradas bem sociáveis. Por outro lado, os gatos sem raça definida que viveram em gatis, aprendem a se socializar melhor.

  • Canários belga, periquitos australianos e Calopsitas são as melhores aves para crianças por suas características pouco ariscas e bastante afetivas. Recomenda- se que, apenas após 7 anos de idade, a criança possa pegar o pássaro na mão ou alimentá-lo.

  • Tartaruga (aquáticas), jabuti (terrestre), cágado (semiaquáticos): esses animais são protegidos pelo Ibama. Por isso, tome o cuidado de adquiri-los em pet shops com autorização desse órgão. O tamanho importa quando se trata de selecionar uma tartaruga de estimação para um filho. As três espécies podem ser portadoras de Salmonella. Embora todos os répteis (incluindo lagartos, tartarugas e sapos) possam transportar a bactéria, são as criaturas de menor porte as mais propensas a serem manipuladas por crianças e, portanto, mais propensas a ter a bactéria transferida para a boca da criança. Então, considere comprar uma tartaruga de raça grande que pode não ser tão fácil para uma criança pequena manipular. Além disso, mantenha todos os répteis afastados das crianças menores de 5 anos e lave bem as mãos depois de manusear as tartarugas.

  • Os pequenos roedores são, atualmente, uma opção mais comum para quem quer ter um pet e não dispõe de muito espaço. Apresentam baixo custo de manutenção e conseguem estabelecer uma relação afetiva com seus donos. Dentre os mais comuns, destacam-se os seguintes:

    Chinchila - tranquila, tímida e dócil, se alimenta pouco e não incomoda com barulhos ou cheiros desagradáveis. Entretanto, são muito sensíveis ao calor e à ruídos. Por serem animais de hábitos noturnos, a interação com crianças é prejudicada.

    Porquinho da Índia - tímido, mas sociável, é um animal mais disposto a brincar com seu dono e pode se adaptar à rotina dos humanos. Tem uma expectativa de vida entre quatro e oito anos, quando bem cuidados.

    Hamster - são animais independentes, que não necessitam de cuidados como banhos e vacinas. Podem viver entre 2 e 4 anos, com comida de qualidade, água fresca e um ambiente adequado.

    Furão - é um animal ativo, brincalhão, que atende pelo nome, aprende truques e passeia na coleira. Precisa de alimentação diária, carinho e atenção. Vive de 6 a 10 anos.

    Coelhos - são animais sociáveis, que necessitam de atenção e muita atividade. O ideal é que tenha um local onde possa relaxar sozinho, mas que não seja completamente isolado da família. Se solto, você deve estar atento pois, por serem curiosos, entram em locais como sofá, tubulações, etc. Podem ser animais bastante afetuosos, mas as personalidades definitivamente vari

  • Muitos pais optam por peixes como primeiros animais de estimação para crianças, uma vez que não exigem muita manutenção, não fazem barulho, não precisam passear, etc. Alguns tipos de peixe interagem com seus donos, são brincalhões e podem até mesmo ser treinados para fazer truques. Dentre os mais recomendados para crianças ou iniciantes estão os peixes dourados, tetra, betta, sendo que esse último deve viver sozinho no aquário.

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