Crianças e adolescentes com câncer: Cuidados especiais em tempos de coronavírus

Departamento Científico de Oncologia

  • ·         Evite o pânico. Basta seguir as recomendações que já reduz o risco;

     

    ·         Evite beijo, abraço e aperto de mão. Neste momento é preciso mudar esse hábito.Todos vão entender a necessidade de cumprimentar apenas com um sorriso à distância;

     

    ·         Evite visitar idosos acima de 60 anos, um dos principais grupos de risco;

     

    ·         Lave sempre as mãos e procure não tocar o rosto. Lave frequentemente, esfregando água e sabão por um tempo maior, esfregue a palma da mão e as unhas, feche a torneira e abra a maçaneta com um pedaço de papel;

     

    ·         Higienize também as mãos com álcool gel 70%;

     

    ·         Cubra a boca quando tossir, de preferência usando os ombros ou braços;

     

    ·         Evite aglomerações. Se puder permaneça em casa, evite locais fechados, com muitas pessoas. Prefira fazer home-office, se for possível;

     

    ·         No caso de sintomas que lembrem uma gripe é preciso procurar atendimento médico para uma avaliação mais detalhada;

     

    ·         As informações sobre COVID-19 estão se atualizando diariamente, sendo importante manter contato com seu médico assistente em caso de dúvidas.

  • Não interrompa ou altere sob nenhuma hipótese o tratamento oncológico de seu (sua) filho (a). Converse com o médico que o acompanha sobre a melhor forma de seu(sua) filho (a) continuar realizando o tratamento sem correr riscos.

  • A vacina da gripe protege contra o vírus Influenza e a vacina pneumocócica conjugada 13-valente previne doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, como pneumonia e meningite. A importância da vacinação é para prevenção de doenças que podem confundir com a infecção pelo coronavirus.

  • Não temos dados,até o momento, sobre a implicação da imunoterapia em pacientes que se infectam com o coronavirus. A orientação é que esses pacientes procurem o serviço de saúde ou conversem com seu médico caso apresentem sintomas suspeitos como febre, coriza, tosse seca e falta de ar.

  • A orientação é para que os pacientes não interrompam seus tratamentos oncológicos. Caso apresente sintomas sugestivos de infecção pelo coronavírus, como febre, coriza, tosse seca e falta de ar, entrar em contato imediato com seu médico ou procurar um serviço de saúde.

  • Entre os pacientes com câncer, os que têm maior risco de desenvolver a forma grave da infecção pelo COVID-19 são aqueles com neoplasias hematológicas (leucemias e linfomas); aqueles que passaram por transplante de medula óssea e aqueles em tratamento com quimioterapia.

  • Neste caso, é preciso, juntamente com seu médico, avaliar a possibilidade de interrupção temporária do tratamento analisando os riscos oncológicos desta decisão. Segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia, se for possível a interrupção temporária, o paciente deve aguardar a recuperação clínica para retomar o tratamento. Se não for possível, é preciso organizar um esquema especial para seguir com o tratamento separadamente e com a equipe devidamente paramentada. Recomenda-se agrupar pacientes infectados e separá-los de pacientes não infectados e manter o paciente com COVID-19 com máscara cirúrgica durante todo o tratamento, com substituição da mesma a cada quatro horas, ou antes caso esteja úmida ou com algum tipo de danificação.É fundamental ainda que a máscara seja retirada adequadamente, pelo elástico, sem colocar a mão na frente da mesma. Além de utilizar a máscara, as pessoas devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, ou seja, tomar todas as precauções necessárias para não proliferar a doença.

  • É importante enfatizar que as crianças/adolescentes devem participar das ações preventivas usuais para a contenção e disseminação da infecção pelo coronavírus.

     

    O isolamento respiratório domiciliar é indicado para:

    ·         Casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 e que não apresentem necessidade de internação;

    ·         Pacientes assintomáticos vindos do exterior;

    ·         Pacientes assintomáticos com contato de caso confirmado ou suspeito pelo novo coronavírus. 

  • O ideal é que as viagens sejam temporariamente canceladas. Se não houver alternativa e você precisar viajar neste momento, o uso de máscara é recomendado, principalmente para evitar contato com pessoas que apresentam sintomas respiratórios. 

  • Para pacientes com baixa imunidade é necessário usar máscara para sair de casa, considerando que sempre estamos em ambiente hospitalar. As máscaras faciais desempenham um papel muito importante em ambientes hospitalares. A OMS recomenda o uso de máscaras para pessoas que apresentam sintomas da COVID-19 e para aqueles que cuidam de indivíduos com sintomas e suspeita de COVID-19. As máscaras devem ser usadas corretamente, trocadas com frequência, removidas de forma correta e descartadas adequadamente e com segurança para serem eficazes. Quando necessário, a máscara utilizada deve ser a cirúrgica (aquela que usamos em hospitais).O uso da máscara N95 é recomendado apenaspara pessoas que apresentam sintomas da COVID-19 e para aqueles que cuidam de indivíduos com sintomas e suspeita de COVID-19.

  • Não. Até o momento não há vacinas nem medicamentos específicos para prevenir ou tratar a COVID-19. 

  • A recomendação é de adiar consultas e exames muito simples ou de rotina, reduzindo a exposição. É importante também evitar visitas hospitalares e, se possível, não levar muitos acompanhantes em consulta. Evite ir na emergência por problemas simples. Se seu filho estiver fora de tratamento há algum tempo, o melhor é remarcar a consulta para o momento em que a pandemia estiver sob controle.No entanto, caso seu (sua) filho (a) esteja ainda em tratamento oncológico, ele (ela) deve comparecer a consulta médica. É importante sempre conversar com o médico assistente para adequada orientação.

  • ·           Siga as orientações habituais de ir ao hospital em caso de febre, se seu filho estiver em tratamento oncológico. Ele será examinado e receberá orientações da equipe médica de acordo com as necessidades;

     

    ·           É muito importante que você comunique ao médico sobre possíveis contatos com portadores de doença causada pelo coronavírus para que seu (sua) filho (a) seja recebido com segurança pela equipe hospitalar;

     

    ·           É fundamental evitar visitas de outros familiares para a criança, principalmente idosos e portadores de doenças crônicas;

     

    ·           Se possível, a criança deve permanecer isolada em um quarto, recebendo as refeições neste quarto, usando máscaras adequadas quando estiver próximo a algum familiar na casa, evitando abraços e beijos;

     

    ·           Se a criança não puder usar máscaras, os pais devem fazê-lo quando estiverem a menos de dois metros de distância;

     

    ·           Sabemos que é muito difícil seguir todas essas recomendações, mas elas são muito importantes. Os cuidadores devem reforçar a prática de higiene das mãos após contato com a criança e superfícies;

     

    ·           Crianças e jovens em tratamento contra o câncer têm o sistema imunológico comprometido (defesa baixa), o que torna mais difícil o organismo combater infecções, inclusive a causada pelo coronavirus. Lembre-se que uma gripe pode não causar danos a uma pessoa comum, mas pode debilitar muito (e até causar sérias complicações) a um paciente em tratamento de câncer.

  • Os sintomas da COVID-19 podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia grave.A evidência atual é que a maioria dos casos em crianças e jovens parece ser leve. Os sintomas mais comumente descritos são:

    ·         Tosse

    ·         Febre 

    ·         Coriza 

    ·         Dor de garganta

    ·         Perder o olfato (não sentir cheiros) ou paladar (não sentir gosto)

    ·         Dificuldade para respirar

    ·         Diarreia

    ·         Dor abdominal

    ·         Rash cutâneo (pintinhas ou manchas na pele)

  • ·         Os pacientes com câncer devem evitar contato com qualquer pessoa que tenha sintomas gripais e/ou que esteja sob suspeita para possível infecção do tipo COVID-19. Devem também evitar contato por no mínimo 14 dias com pessoas que estejam chegando do exterior ou áreas que tenham casos registrados de infecção pelo coronavírus, com ou sem sintomas gripais;

    ·         Evitar ambientes fechados, principalmente aglomerações;

    ·         Evitar contato físico, como cumprimentar com aperto de mão, beijos e abraços;

    ·         Higienizar regularmente as mãos com álcool gel 70% por 20 a 30 segundos ou, preferentemente, lavar com água e sabão por 40 a 60 segundos;

    ·         Evitar tocar nos olhos, nariz e boca;

    ·         Cobrir, com o antebraço ou lenço de papel, o nariz e boca ao tossir ou espirrar;

    ·         Mães em aleitamento materno não devem suspender a amamentação. Não há relato de transmissão do coronavírus pelo leite materno. Vale salientar que a transmissão ocorre em pacientes sintomáticos através de secreções das vias aéreas. Portanto, o uso de máscaras e higiene das mãos para contato com o bebê são medidas importantes para diminuir as chances de contágio. É necessário conversar com o médico de seu filho sobre esse processo neste momento tão delicado;

    ·         Em paciente internados, as visitas hospitalares devem se restringir àquelas estritamente necessárias (um acompanhante por período);

    ·         Limpe e desinfete objetos e superfícies frequentemente tocados em casa e no seu trabalho.

  • Restringir visitas. Parentes ou pessoas próximas de pacientes com câncer devem evitar contato com os pacientes oncológicos em caso de qualquer sintoma suspeito de gripe. Pessoas próximas também devem evitar contato com outras pessoas que tenham suspeita de/ou infecção pelo coronavirus confirmada.

  • Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de COVID-19.

    Os coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, somente em 1965 o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência de sua aparência na microscopia, parecendo uma coroa.

    A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são os alfa (α) coronavírus 229E e NL63 e osbeta (β) coronavírus OC43, HKU1.

  • A transmissão acontece de uma pessoa infectada para outra, ou por contato próximo por meio de gotículas de secreção através da saliva, tosse, espirro ou porsecreções nasais (coriza). Essas gotículas podem ser diretamente inaladas ou transferidas quando alguém toca em você, por exemplo, ao apertar a mão. O vírus ainda pode ser disseminado por objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computadoretc. A transmissão de uma pessoa para outra pode acontecer quando alguémcontaminado estiver a distâncias menores de dois metros.

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