Hidronefrose pré-natal

Departamento Científico de Nefrologia

  • Cerca de 5% de todas as gestações apresentam esta dilatação na pelve renal chamada de hidronefrose. Felizmente aproximadamente a metade é transitória desaparecendo até o nascimento.

  • Nos casos de dilatação com baixo risco (DAP da pelve renal entre 7 e 10 mm) repita a ultrassonografia após a 32º semana e nos casos de alto risco (DAP da pelve renal acima de 10 mm) repita a ultrassonografia em 4 a 8 semanas. Sua equipe obstétrica deve estar atenta para este achado nos exames, devendo repetir a ultrassonografia após 48 h do parto, dentro do primeiro mês de vida.

  • No caso de confirmação, a presença de dilatação mais severa acima de 15 mm, se é uni ou bilateral, se seu bebê é menino ou menina (existem algumas causas que acometem os meninos), e a quantidade de líquido amniótico que pode indicar um processo obstrutivo do trato urinário do feto.

  • O mais comum é que esta dilatação represente um achado autolimitado. Em se tratando de patologia, as causas mais comuns de dilatação pré-natal são a obstrução da junção do ureter com a pelve renal (estenose de junção ureteropiélica – EJUP), o refluxo de urina da bexiga para o ureter e o rim durante a micção (refluxo vesico ureteral – RVU), válvula de uretra posterior (VUP) que ocorre em meninos por uma obstrução na saída da bexiga, entre outras causas.

    A avaliação inicial desta alteração é feita pelo pediatra da equipe obstétrica afim de determinar a melhor conduta a ser tomada. O tratamento do caso poderá depender da avaliação do cirurgião ou urologista pediátrico que irá definir se há necessidade de intervenção cirúrgica.

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