Como a amamentação beneficia a saúde do planeta?

Departamento Científico de Aleitamento Materno 

  • No mundo de hoje, tão moderno e com tantas tecnologias, as crianças enfrentam ameaças para a saúde e bem-estar. Algumas delas estão mais gordinhas outras são desnutridas (muito magrinhas), e ainda tem a mudança no clima, com seus efeitos sobre o ambiente em que vivemos, inclusive sobre a produção de alimentos, colocando em risco a nossa nutrição e o desenvolvimento sustentável do planeta. 

    O aleitamento materno é a base para hábitos saudáveis de alimentação, ajudando a garantir boa saúde hoje e no futuro, bem como diminuindo os danos ao meio-ambiente.

  • O leite materno é um alimento completo, composto por várias substâncias, e que permite um ótimo crescimento durante a infância. Estes componentes, combinados ao contato próximo entre mãe e filho que ocorre durante o aleitamento natural, ajudam a criança a se desenvolver melhor. A presença de elementos de defesa, como os anticorpos, traz um efeito protetor contra uma série de doenças às quais os bebês estão expostos, diminuindo o seu risco de adoecer ou morrer.

    Não podemos nos esquecer de que a amamentação também pode prevenir doenças crônicas dos adultos (pressão alta, diabetes, obesidade), além de promover a saúde da mãe. Além disso, a família economiza, pois não precisa comprar outros leites ou remédios. E se as crianças ficam menos doentes, os pais não faltam ao trabalho, e ainda ocorre redução dos custos com consultas médicas e internações hospitalares, o que é útil para o sistema de saúde e para a sociedade como um todo.  

  • A amamentação respeita o meio ambiente.

    O leite materno é natural e seguro, está sempre pronto, na temperatura adequada, não precisa de preparo, e é produzido de acordo com a necessidade do bebê. Seus componentes são próprios para o bebê humano, e muitos deles não podem ser produzidos artificialmente, o que faz com que ele seja superior a qualquer substituto alimentar fabricado pela indústria. Como algumas substâncias foram armazenadas pela mulher grávida durante a gestação, a sua fabricação exige apenas 300 a 500 calorias a mais na dieta da mãe, que oferece a alimentação (leite materno) diretamente, do produtor ao consumidor.

    Não há necessidade de desmatamento para criar áreas de pastagem para o gado leiteiro, nem liberação de grandes quantidades de substâncias poluentes na atmosfera, nem requer produção em massa pelo setor industrial de derivados lácteos. Não há desperdício de água, nem de energia para sua fabricação ou mesmo para fervura, durante a sua preparação. Não é preciso combustível para transporte de matéria-prima nem do produto em si, com diminuição da emissão de gases tóxicos, que saem dos escapamentos dos carros e caminhões. Tudo isto pode nos proteger do aquecimento global, que traz inundações e mudanças no clima.

    Já que o acúmulo de lixo é um dos grandes problemas que o planeta enfrenta, com o aleitamento ao peito não há necessidade de embalagens e recipientes, nem de esterilizadores ou detergentes para limpeza, e não são gerados resíduos do descarte de papel, metal, plásticos e borrachas das latas, colheres e mamadeiras.

    Vale lembrar ainda que, em um sistema econômico mundial, que dá mais importância ao consumo e os ganhos do que ao bem-estar das pessoas e ao meio ambiente, as empresas fabricantes de alimentos infantis, por meio de propagandas, podem interferir na decisão materna de amamentar.

  • Alimentação inadequada e suas consequências podem atrapalhar o desenvolvimento socioeconômico sustentável. E a sustentabilidade é a chave da qualidade de vida das gerações futuras. Precisamos atender as exigências do presente sem comprometer a satisfação das necessidades das próximas gerações.

    Não há dúvidas que a amamentação tem papel importante como parte de sistemas alimentares sustentáveis, pois o leite humano, nosso primeiro alimento, foi especialmente “projetado” para proporcionar benefícios para a saúde hoje e no futuro, além de trazer vantagens econômicas e ambientais para todos nós.

    Uma criança amamentada, bem estimulada e que receba cuidados amorosos de seus pais, tem melhor chance de ter um excelente desenvolvimento e uma ótima saúde física e mental, o que aumenta sua capacidade de progredir na vida. Isto vai resultar em uma sociedade mais justa, com maior força de trabalho e sucesso econômico, onde as pessoas façam escolhas mais apropriadas no que diz respeito a alimentação e saúde, com impacto no meio-ambiente e na qualidade de vida no planeta.

    Vamos investir na amamentação! O planeta agradece.