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Covid, Leite Materno e Amamentação

Departamento Científico de Aleitamento Materno 

  • Desde o começo da pandemia, todos os estudos recomendam a amamentação na sala de parto e no alojamento conjunto, mesmo que as mães sejam COVID+. O clampeamento oportuno do cordão umbilical, o contato pele a pele na primeira hora de vida e o alojamento conjunto podem ser mantidos em casos de mães assintomáticas ou sem contato com quadros gripais ou COVID.

    Se a mulher tiver sintomas ou se teve contato com pessoa com síndrome gripal ou infecção respiratória comprovada por SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias, o clampeamento oportuno do cordão deve ser mantido, mas o contato pele a pele deve ser adiado até que medidas de proteção tenham sido tomadas (banho e troca de roupas, máscara, touca, camisola e lençóis da mãe).

    Se as mães apresentarem sintomas, as recomendações no alojamento conjunto são de distância mínima de dois metros entre o leito materno e o berço do recém-nascido (RN), uso de máscara pela mãe sintomática durante o contato para cuidados e durante toda a amamentação, precedida pela higienização adequada das mãos antes e após o contato com a criança.

    Se a mãe, ainda na maternidade, não quiser amamentar, mas possa e queira

    oferecer o seu leite retirado ao seu RN, deve comunicar à equipe do hospital para que o procedimento seja feito segundo critérios que garantam a segurança biológica do produto e dos profissionais, segundo as técnicas recomendadas.

     

  • Em casa, lactantes mesmo COVID+ podem amamentar seus bebês, se assim o desejarem, com os cuidados adequados.

    Se não se sentirem confortáveis ou em condições, podem extrair o seu leite e pedir para outra pessoa oferecer (de copinho, de preferência).

    E seguem as mesmas recomendações gerais:

    1. Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos antes e depois de tocar o bebê;

    2. Usar máscara facial de pano (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;

    3. A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada

    nova mamada;

    4. Evitar que o bebê toque a máscara e/ou o rosto da mãe, especialmente boca, nariz, olhos e cabelos;

    5. Após a mamada, em caso de mães suspeitas ou confirmadas de COVID-19, os cuidados com o bebê (banhos, sono) devem ser realizados por outra pessoa na casa que não tenha sintomas ou que não seja também confirmado de COVID-19. Em caso de troca de fraldas, o uso de luvas cirúrgicas ou de procedimento descartáveis é recomendado.

  • De acordo com a RDC-171 de 04/09/2006, nenhuma mãe com sintomas de síndrome gripal, infecção respiratória, incluindo COVID, deve doar seu leite. Após o final do quadro, a doação pode ser retomada, de acordo com as recomendações de segurança da Rede de BLH

  • Estudos recentes demostram a presença de anticorpos contra o SARS-CoV-2 no leite materno, o que pode conferir certa proteção aos lactentes. Mas, nenhum cuidado habitual deve ser abandonado e, quando for o momento de se vacinar as crianças, devem ser seguidos os critérios recomendados. Mais pesquisas estão em andamento para estabelecer os níveis de proteção desses anticorpos. 

  • A vacina contra COVID-19 não deve impedir o início da amamentação e nem obriga a sua interrupção.

    Após a manifestação de diversas instituições e sociedade nacionais e internacionais, inclusive a SBP, fica liberada a vacinação para mães que, estiverem amamentando, independentemente da idade de seu filho, sem necessidade de interrupção do aleitamento materno, ressaltando todos os benefícios de ambas as ações (imunização e amamentação).

  • Estudos já comprovam a presença de anticorpos no leite de mães imunizadas contra COVID-19. Essa informação traz esperanças em que as crianças que recebem o leite humano já possam contar com algum grau de proteção transmitido pelas vacinas contra o SARS-CoV-2 aplicadas nas mães que amamentam. Mais pesquisas estão em andamento enquanto prossegue a vacinação nas lactantes.