O uso de adoçantes é seguro na amamentação?

Departamento Científico de Aleitamento Materno 

  • O sobrepeso e a obesidade avançam no Brasil, motivo de grande preocupação. Entre os grupos de pessoas que se incomodam com o ganho de peso, as nutrizes ocupam posição importante, pois desejam retornar ao peso anterior à gestação. Nesta fase o recém-nascido necessita do leite materno para garantir o seu bom crescimento e desenvolvimento. E, as restrições alimentares na dieta materna são motivos de dúvidas e controvérsias.

  • É uma forma de controle e restrição do açúcar consumido em nosso dia-a-dia, inclusive na ingestão de produtos light, diet ou zero, como refrigerantes, doces e outros alimentos. Aliás, hoje, os adoçantes ou edulcorantes artificiais estão presentes em grande parte dos lares, bares e restaurantes brasileiros.  Cria-se, assim, a ilusão do controle do sobrepeso e da obesidade através da troca das calorias do açúcar pela “não-caloria” dos adoçantes.
  • Os principais adoçantes aprovados para uso no Brasil são: ciclamato (antes da década de 1960); sacarina, descoberta em 1879; acessulfame de potássio,  aprovado em 1988 e a partir de 2003 de forma mais geral; sucralose, aprovado em 1999; aspartame , aprovado em 1981; neotame, derivado químico do aspartame aprovado em 2002 e estévia aprovado em 2008. 

  • Apesar de alguns já terem mais de 30 anos de uso, ainda se discute sobre os possíveis efeitos colaterais, como dor de cabeça, mal-estar, alterações de humor e diarreia. Em animais, estudos mostraram risco de desenvolvimento de câncer, que não foi comprovado em humanos. 

    Isso fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) limitassem as quantidades diárias de consumo dos adoçantes artificiais, mesmo com as dificuldades de cálculo de quantidades presentes em alimentos ultraprocessados, prontos para uso. 

  • Dentre os adoçantes o aspartame pode ser o preferível, pois não aparece no leite materno. No entanto, de acordo com artigo publicado no Breastfeeding Medicine, sobre a presença de adoçantes artificiais no leite materno, recomenda-se que lactantes limitem o consumo de edulcorantes durante a fase de amamentação, até pela falta de informação sobre as consequências a curto e longo prazo para a saúde dos lactentes. 

    Além disso, o “leite materno mais doce” pode fazer com que os bebês tenham preferência pelo “açúcar” e aumentem sua ingestão no seu dia-a-dia com acréscimo de risco de sobrepeso/obesidade na infância e idade adulta. 

    Para maiores informações sobre o uso de adoçantes, ingestão diária aceitável, seu poder em adoçar em comparação ao açúcar pode-se consultar: Site da Sociedade Brasileira de Diabetes: https://www.diabetes.org.br/publico/noticias-nutricao/1312-adocantes

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