Departamento Científico de Aleitamento Materno
Uma nova imagem mexe com as redes sociais. Um bebê “chupando” picolé preparado com leite materno nesse calor do verão.
Apesar de diferente, isso não é novidade. Há 4 anos, nessa mesma época, o “peitolé” ou “tetolé” já refrescava a vida de outros bebês e provocava, também, discussão sobre o assunto.
O processo de produção é simples. A mãe extrai seu leite, coloca em uma forma de sorvete (sem Bisfenol A), congela e oferece ao seu bebê para refrescar. Outras mães aproveitaram a ideia para usar como “mordedores” para aliviar o desconforto do nascimento dos dentes.
Vale ressaltar que:
- A intenção é aliviar o bebê do calor e da erupção dentária, muitas vezes sofridas, e não alimentar o lactente;
- Há que se tomar os mesmos cuidados de higiene na extração e armazenamento do leite materno, recomendados para doação do leite humano.
Uma vez que esses critérios de segurança sejam levados em consideração, essa é uma opção que sempre deve ser discutida com o pediatra para uma orientação adequada em cada caso.
Muito cuidado com as novas modas. Já se escuta sobre o mesmo uso de sorvetes de creme, com frutas, tendo como base o leite materno, para crianças, inclusive abaixo de 6 meses de idade. Não vemos necessidade e nem muita validade nessa forma de manipulação do leite materno, além de reforçar que a introdução alimentar deve ser feita apenas após o 6º mês de vida do bebê.
E, nunca é demais reforçar: LEITE MATERNO: o melhor alimento do lactente, que sai do peito na temperatura certa, que alimenta, nutre e hidrata o bebê.