Vacina contra a gripe

Departamento Científico de Imunizações 

  • A gripe é uma infecção viral causada pelo vírus Influenza, que se apresenta com febre, dor no corpo, dores de cabeça e sintomas respiratórios como tosse, congestão de vias aéreas e dificuldade para respirar. Em crianças, um dos principais sintomas são crises de sibilância (“chiado no peito”). Os sintomas variam de leves a graves, podendo levar ao óbito dependendo do grau de agressão do vírus e, principalmente, do estado imunológico e nutricional do paciente.

  • Tanto a gripe como o resfriado são transmitidos de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias e através de objetos contaminados. No entanto, o resfriado pode ser causado por vários tipos de vírus que provocam sintomas semelhantes ao da gripe, porém, em geral, mais leves. Não existe uma vacina específica contra resfriado, pois há vários tipos de vírus respiratórios que causam a doença, o que dificulta o desenvolvimento de vacinas. Por sua vez, a gripe é causada por um vírus específico, o Influenza. Por isso é possível prevení-la com a vacinação. Porém, esse vírus se divide em vários subtipos (cepas), que sofrem mutações constantes, sendo necessário atualizar a vacina contra a gripe a cada ano, para que seja eficiente. Além disso, a duração da imunidade após a vacina é de aproximadamente 12 meses, tornando-se necessária a revacinação anual. 

  • Além da vacina, são medidas importantes na prevenção da doença: fazer a higiene das mãos com água e sabão ou fricção de álcool a 70%; evitar ambientes com aglomerações e fechados ou contato com pessoas doentes; estimular o aleitamento materno; e evitar a exposição ao tabaco. Além disso, é muito importante adotar a “etiqueta” respiratória, protegendo a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, com lenço descartável ou nos cotovelos a fim de diminuir a contaminação de outras pessoas; uma pessoa com sintomas de gripe deve permanecer em casa até 24hs depois de cessar a febre. Ressalte-se que a principal forma de transmissão dos vírus respiratório é pelas mãos contaminadas.

  • Atualmente, temos disponíveis no Brasil dois tipos de vacinas da gripe: a trivalente e a tetravalente. Quem define a composição dessas vacinas é a Organização Mundial da Saúde (OMS), que faz a vigilância do vírus em todo o mundo. Em geral, no mês de setembro de cada ano, a OMS define quais as cepas de influenza mais prováveis de circular naquele ano. A vacina trivalente, que está sendo utilizada na rede pública, está programada para proteger contra as três variantes do vírus Influenza: AH1N1, AH3N2 e um tipo do B. Já a vacina tetravalente, protegerá, além dos tipos descritos anteriormente um segundo tipo do B, ampliando a chance de proteção. Essa vacina só está disponível na rede particular.

  • Na campanha do Ministério da Saúde, o público alvo é a população de maior risco, o que inclui as crianças de seis meses até cinco anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias); pessoas de qualquer idade que apresentem comorbidade (alguma doença crônica como a asma, diabetes, doenças renais, entre outras); os profissionais da saúde e da educação; indígenas; gestantes e puérperas; população carcerária e os idosos acima de 60 anos. Qualquer pessoa acima dos seis meses de idade pode tomar a vacina. As pessoas classificadas como pertencentes aos “grupos de risco” recebem gratuitamente na rede pública, os demais podem receber de modo privado. Já está comprovado que a vacinação contra a gripe na população geral, além das pertencentes aos grupos de maior risco, é também eficaz, principalmente na redução de faltas no trabalho e na escola. Por isto, muitas empresas e escolas estão investindo recursos próprios para vacinar seus colaboradores e alunos.

  • Não. A eficácia da vacina depende de uma série de fatores. O primeiro deles é se as cepas do vírus influenza que circularão serão semelhantes àquelas definidas pela OMS como as mais prováveis e que estão contidas na vacina. Nos anos em que ocorre uma maior coincidência entre as cepas contidas na vacina e as circulantes, esta eficácia está em torno de 70 a 80%. Outros fatores importantes são a idade (em crianças e idosos a eficácia é menor) e situações de saúde que podem fazer com que a resposta imune (a criação de anticorpos pelo organismo) não seja adequada. Entretanto, os estudos científicos e estatísticos realizados em todo o mundo documentam uma excelente relação custo e benefício. Resumindo em uma linguagem bem simples, “é sempre melhor tomar, do que não tomar a vacina”.

  • Sim. Como qualquer vacina pode ocorrer dor no local da aplicação, ficar um pouco inchado, vermelho e eventualmente ocorrer febre. É importante salientar que a vacina, por ser inativada, não é capaz de causar a doença gripe, como reação.

  • Como regra geral, deve-se evitar aplicar qualquer vacina em pessoas que estejam com febre ou alguma doença aguda (pneumonia, infecção gastrintestinal, etc.). Assim que ocorra a resolução do processo agudo, a vacina deve ser aplicada. Pacientes em tratamento quimioterápico para o câncer ou em uso de medicamentos imunossupressores para doenças crônicas podem ter uma eficácia vacinal reduzida. Crianças que tiveram reação anafilática ao ovo (reação alérgica muito grave) com necessidade de atendimento de emergência devem consultar seu médico para orientação.

  • Crianças menores de nove anos que estejam recebendo a vacina pela primeira vez ou que não tenham recebido duas doses da vacina a partir de 2010, recebem duas doses, com um mês de intervalo entre elas. A dose para crianças de seis meses a três anos de idade é 0,25mL. Para os maiores de três anos a dose é de 0,5mL.

  • Na internet há inúmeros sites e plataformas que oferecem informações sobre gripes e resfriados. Por isso, é importante buscar orientação naqueles que possuem dados de qualidade. Assim, recomendamos que sobre esse tema sejam consultados os seguintes sites: www.saude.gov.br e www.cdc.gov.

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