Vacinando a gestante e protegendo o bebê

Departamento Científico de Imunizações 

  • As vacinas recebidas pela gestante estão muito além de proteger apenas a grávida, na realidade, os estudos mostram evidências do grande benefício de proteção da mãe e do bebê contra doenças preveníveis por vacinas. Estudos com vacinação de grávidas contra a gripe mostraram 69% de redução da doença nos bebês de mães vacinadas. Outra importante doença é a coqueluche, uma das principais causas de morte em lactentes e a imunização materna é uma das principais estratégias adotadas para evitar esse problema.

  • A imunidade passiva, recebida da mãe, está presente no lactente durante os primeiros meses de vida, conferindo proteção principalmente para esse período, até que a criança possa receber suas próprias vacinas.

  • Anticorpos maternos são transportados ativamente através da placenta a partir da 20º semana e aumentam progressivamente até o término da gestação, proporcionando imunidade para o neonato. Mas para sua proteção individual materna a gestante pode receber a qualquer momento as vacinas contempladas no seu calendário. Já a vacina contra gripe deve ser aplicada na gestante idealmente antes do início da estação do vírus (outono), independente da idade gestacional.

  • São as vacinas inativadas que estão recomendadas no Calendário da Gestante: hepatite B, influenza (gripe), dupla tipo adulto (difteria e tétano) e tríplice acelular do adulto (difteria, tétano e coqueluche).

  • Sim a gestante pode e deve iniciar ou completar esquema no puerpério imediato, mas preferencialmente as vacinas recomendadas no calendário da gestante devem ser aplicadas durante a gestação e aquelas contraindicadas durante a gravidez pode ser aplicadas logo após o parto. Exceção é a vacina febre amarela no caso da mãe estar amamentando.

  • A vacina hepatite B pode ser administrada já na primeira consulta do pré-natal, de preferência no primeiro trimestre da gestação. Para as mães que nunca tomaram nenhuma dose deve receber o esquema de três doses: 0, 1 e 6 meses; para aquela que recebam alguma dose, deve apenas complementar o esquema, não havendo necessidade de repetir alguma dose recebida.

  • Em geral a vacina é contraindicada, porém, caso a gestante resida em município com casos de febre amarela confirmados em humanos e/ou primatas, a vacinação poderá ser feita em qualquer período da gestação.

  • Se a gestante já tem seu esquema de vacinação primária contra tétano completo (três doses prévias), ela precisa tomar apenas uma dose d vacina dTpa a partir de 20 semanas de idade gestacional. Porém, se a gestante não tem ou não sabe se o esquema de tétano está completo, ela deve ser vacinada com duas da dT e 1 dose da dTpa (sendo esta, após 20 semanas). O intervalo entre as doses deve ser entre 30 a 60 dias.

  • A partir da 20ª semana de gestação, pois já ocorre passagem de anticorpos protetores para o feto. Desta maneira, mãe e filhos ficam protegidos. Não devemos esquecer também da vacinação do companheiro desta gestante que por vezes pode ser também responsável pela transmissão de doenças, estando recomendadas as vacinas: coqueluche, gripe, sarampo, catapora entre outras.

Nossos Endereços

SBP-Sede • R. Santa Clara, 292 - Rio de Janeiro (RJ) - CEP: 22041-012 • 21 2548-1999 

FSBP • Alameda Jaú, 1742 – sala 51 - São Paulo (SP) - CEP: 01420-002 • 11 3068-8595 

SBP-RS • Av. Carlos Gomes, 328/305 - Porto Alegre (RS) - CEP: 90480-000 • 51 3328-9270 / 9520