Workshop de Transplante Pediátrico


> Inscrições abertas para profissionais de saúde e toda comunidade 


O Brasil é o país com o maior programa social de transplantes do mundo, oferecido pelo Sistema Único de Saúde e continua sendo o segundo país em número absoluto de transplantes de órgãos. A decisão de submeter um paciente a transplante deve estar apoiada na previsão da sobrevida e nas condições de vida após a cirurgia, em comparação aos pacientes não transplantados. Os principais elementos que contribuíram para o sucesso foram técnicas cirúrgicas inovadoras que expandiram a base dos doadores, avaliação e cuidado especial com a nutrição dos candidatos, os cuidados intensivos e os progressos relacionados com a imunossupressão.        

Os pediatras brasileiros necessitam se familiarizar com os inúmeros desafios que o cuidado dos pacientes candidatos e os já transplantados exigem Os pediatras deverão orientar as famílias e responder questões muito diversas. Alguns exemplos:


· prevenção de infecção nos pacientes e nos contactantes?

· se há necessidade, ou não, de vacinação especial ?

· quais são os padrões de crescimento pós-transplantes?

·  há permissão, ou não, para a prática de esportes, e quais?

·  qual a melhor anticoncepção pós-transplante?

·  principais aspectos éticos relacionados às doações ?

·  condições para se tornar doador vivo?

·  quais as principais contraindicações para os transplantes?


Em relação aos transplantes há dois princípios básicos que os distinguem de todos os outros procedimentos terapêuticos. O primeiro: sem doador não há transplante. O segundo, sendo extremamente complexo, o transplante não inicia e não está concluído com a cirurgia.

A realização dos transplantes de órgãos pode ser um indicador do desenvolvimento social, humano e científico de uma nação. A efetiva doação dos órgãos e a aceitação pela comunidade da alocação dos órgãos estão diretamente relacionadas à confiança da população nos profissionais e no Sistema de Saúde. A maioria dos transplantes utiliza órgãos obtidos de doadores cadavéricos. O que significa que para uma vida permanecer, outra foi perdida. É imperioso que as equipes trabalhem sempre com a noção bem clara que, se de um lado, o procedimento pode salvar uma vida, de outro há sempre a dor da perda de um ente querido. É necessário ponderar que se trata de um procedimento caro, que pode determinar grande morbidade, que condiciona uso quase sempre  permanente de medicamentos e que é limitado pela escassez de doadores.

A Dra. Clotilde Druck Garcia, Coordenadora do Departamento de Transplante Pediátrico da ABTO e do Workshop Transplantes Pediátricos do 39º Congresso Brasileiro de Pediatria, informa que a necessidade estimada de transplantes, em 2018, foi de cerca de 40.000 (para adultos e crianças), tendo sido realizados 23.388 procedimentos. Desses, 1.279 transplantes destinados a crianças, mas realizados 600  transplantes (47%). Do total, 429 crianças receberam órgãos de doadores falecidos e 171 de doadores vivos (correspondendo a 28,5% dos transplantes realizados em pediatria). Em dezembro de 2018 aguardavam órgãos  425 crianças: 300 – rim, 55 - fígado, 48 – coração, 22 – pulmão.        

Analisando os dados de 2012 a 2018 fornecidos pela ABTO observa-se que a taxa de recusa nas entrevistas familiares, infelizmente, se mantém elevada, e se situa entre 41% a 47%. Nos programas bem estabelecidos e experientes a demanda é sempre superior à oferta. É importante saber que na América Latina, como um todo, convivemos com uma alta taxa de recusa familiar de doadores falecidos, e que há, portanto, imperiosa necessidade de implantarmos as “raízes de uma cultura doadora”.


Garanta sua participação.

As vagas são limitadas.

Veja a pauta do evento:

Workshop de Transplante Pediátrico

09:00 - 10:00 • Situação atual dos transplantes pediátricos no Brasil

09:00 - 09:20 • Fígado

09:20 - 09:40 • Coração

09:40 - 10:00 • Rim

10:00 - 10:30 • Complicações mais frequentes: o que o pediatra/emergencista deve saber e o que não pode fazer

10:30 - 11:00 • Vacinas em imunossuprimidos

Intervalo

11:15 - 11:35 • Novos critérios para o diagnóstico de morte encefálica

11:35 - 11:55 • Dificuldades e como aumentar a doação de órgãos

11:55 - 12:15 • Áreas de atuação das ligas de transplante

12:15 - 13:00 • Discussão

Este workshop é aberto para profissionais da saúde e toda comunidade.

Se inscreva e garanta a sua participação



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