Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita é lembrado nesta sexta

Todos os anos, mais de 130 milhões de crianças nascem com o problema. Doença integra fatores de risco para o novo coronavírus

Na data reservada para o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita (12 de junho) pediatras de todo o País se mobilizam para alertar sobre o problema que em tempos de coronavírus ganhou ainda mais destaque. De acordo com um documento publicado pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), crianças que sofrem com a cardiopatia congênita podem integrar o grupo de risco da covid-19. Um dos motivos se deve ao agravamento das condições respiratórias em pacientes infectados - fator que piora o quadro de pessoas com comprometimento cardíaco. 

Por se tratar de um vírus novo, ainda não existem estudos conclusivos sobre os impactos diretos da covid-19 em cardiopatas. Por isso, o documento foi baseado em outras pesquisas que comprovam os efeitos de viroses com sintomas semelhantes ao coronavírus nesses pacientes, como por exemplo o influenza. A coordenadora do departamento de cardiologia da SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), Mirna Sousa, sinaliza que cada caso tem características diferentes. Mas existe um padrão a ser observado. “As crianças que mais preocupam são aquelas não tratadas e as que, mesmo após tratadas, têm comprometimento da função cardiocirculatória. Esses grupos merecem atenção redobrada em qualquer doença respiratória infecciosa e também na covid.”

Informações do Ministério da Saúde apontam que a cada mil nascidos vivos, oito têm a cardiopatia congênita. A estimativa é que 1% da população venha ao mundo com algum tipo de disfunção no coração, o que equivale no Brasil a 24 mil crianças por ano. No mundo, o número sobe para 130 milhões. 

Sobre a cardiopatia congênita

A doença provoca anormalidade na estrutura e funções do coração desde o nascimento e se dá ainda durante o desenvolvimento do embrião. Alguns casos podem ser diagnosticados durante a gestação por meio de exames. Pais e mães portadores de cardiopatia congênita tem o dobro de chances de ter um bebê com o mesmo problema. Por isso, acompanhamento médico é indispensável para excluir qualquer risco ou tratar a disfunção caso ela exista. “Nesta campanha queremos relembrar que prevenir é o melhor remédio. Dependendo do caso, a cardiopatia congênita não precisa de tratamento e apresenta cura espontânea. Por outro lado, quando necessário, as intervenções incluem cirurgias ou cateterismo cardíaco terapêutico.O diagnóstico precoce é fator determinante para o sucesso e sobrevida do paciente”, finaliza a pediatra. 


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