Férias escolares em casa devem aumentar o tempo das crianças em frente aos eletrônicos

Especialistas alertam que a exposição excessiva pode afetar o desenvolvimento e a capacidade de socialização

Férias e isolamento social são duas situações que definitivamente não combinam. E para as crianças, que já sofrem com as mudanças impostas pela covid-19, o período que era para ser de diversão e descanso, agora será de frustrações. Sem aulas à distância e com ainda mais tempo ocioso em casa, médicos recomendam que os pais ou responsáveis redobrem os cuidados com uma situação cada vez mais frequente: o tempo que os pequenos gastam em frente às telas. 

Com a pandemia, o número de horas que as crianças passam com dispositivos eletrônicos aumentou significativamente. Um estudo da Super Awesome, uma empresa de tecnologia infantil, mostrou que, nos Estados Unidos, crianças de 6 a 12 anos, estão ficando ao menos 50% do tempo expostas às telas neste isolamento. Para o coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), Fábio Pessoa, nas férias escolares esse percentual pode aumentar. “A princípio, a pesquisa americana serve para termos ideia do comportamento dos brasileirinhos. Como neste ano as férias ganharam o componente inesperado de uma pandemia, muitas famílias não sabem o que fazer com as crianças no mês de julho. Então é certo que elas vão recorrer a eletrônicos para matar o tempo ocioso”. 

A maior preocupação dos especialistas envolve os impactos que o excesso da utilização dos dispositivos provocam. Além de afetar o desenvolvimento infantil, o hábito prejudica o sono, a alimentação, a audição, causa dores musculares e também disfunções na visão. Outros aspectos que também acendem alerta são o aumento da obesidade devido ao tempo parado e a dificuldade de socialização. “Até os dois anos não recomendamos nenhuma interação com as telas. Após isso, é preciso ter jogo de cintura principalmente com as crianças em idade escolar. Uma forma de evitar tantas consequências do uso excessivo desses aparelhos é interagir constantemente com elas em modo offline, frente a frente”, sugere Pessoa. 

É fato que os aparelhos eletrônicos parecem ser boas soluções para distrair e oferecer mais silêncio aos lares. No entanto, é preciso haver um esforço conjunto de toda a família, especialmente agora no período de férias. Ter criatividade é o primeiro passo para transformar os dias de isolamento mais atrativos e menos tensos. Uma sugestão do pediatra é criar um plano de férias e decidir em família o que será feito. Nesta reunião as crianças devem participar ativamente para destacar o que gostam de fazer longe dos celulares, tablets, TVs e afins. 

Hora de relaxar

A principal orientação dos médicos é que as brincadeiras e atividades sejam feitas junto aos pais e outros membros da família. “Quando a criança percebe a participação dos pais ela se sente mais amparada, o que estimula a secreção dos hormônios que proporcionam bem-estar”, finaliza o pediatra.

Veja algumas atividades offline que podem ser feitas em casa durante as férias escolares:

  • Desenho e pintura
  • Brincar de massinha
  • Plantar uma árvore ou qualquer outra planta
  • Cozinhar
  • Acampamento em casa
  • Desfile de modas
  • Brincadeiras lúdicas
  • Customização de roupas
  • Teatro de fantoches
  • Noite do pijama
  • Jogos de tabuleiro
  • Slime 
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