Isolamento social é fator de risco para saúde mental infantil

Com a chegada das férias escolares e ainda mais tempo ocioso, a recomendação é que os pais reforcem o diálogo e busquem alternativas de entretenimento

As crianças fazem parte do grupo de menor risco para o coronavírus no que se refere aos sintomas físicos. Por outro lado, um inimigo invisível e silencioso que veio acompanhando a pandemia deixa especialistas em estado de alerta: a piora da saúde mental infantil. Num cenário de inúmeras mudanças, onde em um dia elas iam para escola, viam colegas, brincavam com os avós e, no outro, tiveram todas essas atividades interrompidas, é comum que as emoções fiquem à flor da pele. 

Com o início das férias escolares e ainda mais tempo livre é preciso criar estratégias para não piorar o quadro de estresse dos pequenos. O pediatra Fábio Pessoa, coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento Infantil da SGP, ressalta que o período de descanso do mês de julho sempre foi muito planejado e esperado por toda a família, especialmente para as crianças. Mas, neste momento, além do isolamento social também é preciso lidar com o fator frustração. “Nos últimos meses as crianças tinham sua rotina de estudos, mesmo que à distância. Agora chega o mês de julho, muito aguardado por elas. No entanto,o que resta é continuar em casa. Por isso, pais e responsáveis devem ter ainda mais diálogo e buscar alternativas para fazer  dessa experiência negativa algo divertido e agradável para todos.” 

Antes de sobrecarregar a criança com atividades é preciso entender qual é o estado emocional dela no momento e o que ela gosta de fazer. Conversar e ver quais são os planos dela para as férias e, somente após um diálogo aberto, resolver em família qual será a nova rotina contribui para aliviar o clima de tensão imposto pela quarentena. Mesmo assim, o especialista ressalta que nem sempre os sinais emitidos pelas crianças são claros e é preciso estar atento para interpretá-los. “Uma criança muito agitada e eufórica pode ser sinal de depressão e não necessariamente de felicidade, ao mesmo tempo que um comportamento mais quieto  pode não significar tristeza”, explica. O médico acrescenta que no caso de mudanças bruscas, como excesso de medo, alteração nos hábitos alimentares, dificuldade de concentração e sono prejudicado, o melhor a se fazer é buscar ajuda especializada. 

Hora de relaxar

A principal orientação é que as brincadeiras e atividades sejam feitas junto aos pais e outros membros da família. “Quando a criança percebe a participação dos pais ela se sente mais amparada e isso estimula a secreção dos hormônios que proporcionam bem-estar”, finaliza o pediatra. 

Veja algumas atividades que podem ser feitas em casa durante as férias escolares:

  • Sessão cinema
  • Desenho e pintura
  • Brincar de massinha
  • Plantar uma árvore ou qualquer outra planta
  • Cozinhar
  • Acampamento em casa
  • Desfile de modas
  • Brincadeiras lúdicas
  • Customização de roupas
  • Noite do pijama
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