SGP publica nota em defesa da discussão sobre retorno presencial das aulas

O papel da escola é fundamental no desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes, aponta a entidade pediátrica

A SGP (Sociedade Goiana de Pediatria) publicou nesta quinta-feira (24) uma nota na qual se posiciona sobre a retomada das aulas presenciais em Goiás e defende a discussão sobre o retorno nas redes pública e privada de ensino.

A entidade ressalta ainda que essa decisão cabe às famílias e que situações especiais devem sempre ser discutidas com o pediatra.⁣⁣

Leia abaixo a nota na íntegra:

Com as aulas suspensas em Goiás desde março de 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus, a SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), entidade que representa cientificamente os médicos pediatras de Goiás, recomenda que o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino seja considerado. 

A comunidade científica mundial tem apresentado dados convincentes que apontam a menor suscetibilidade das crianças à infecção pela covid-19. Ao todo, apenas 2% dos casos de coronavírus no mundo foram diagnosticados em crianças. Como base de comparação, os sintomas da covid-19 em pacientes pediátricos são mais brandos do que os quadros de infecção pelo vírus influenza. 

A suspensão das aulas foi uma das estratégias adotadas para conter a transmissão do novo vírus. E ela cumpriu o seu papel. Mas agora é necessário traçar um plano que vislumbre a retomada presencial das aulas. Em muitas nações, com protocolos validados pelas entidades competentes, as aulas presenciais já voltaram a ser realidade. 

Pensando no aspecto comportamental, a SGP compreende que a escola assume papel fundamental no desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes, como ambiente propício para a interação social e para aquisição de habilidades cognitivas. Adicionado a esses fatores, o ambiente escolar para muitos é o local de alimentação e acolhimento, onde as crianças são protegidas da violência e da negligência - fatores que são capazes de gerar danos irreversíveis à arquitetura cerebral e comprometer o desempenho futuro do indivíduo. 

A SGP vai apresentar nos próximos dias documentos técnicos que pontuam os fatores relacionados ao desenvolvimento e comportamento infantil, bem como orientações de infectologistas que poderão nortear o retorno mais seguro das crianças e adolescentes às aulas presenciais. 

A entidade ressalta ainda que a decisão de retornar às aulas cabe às famílias e que situações especiais devem sempre ser discutidas com o pediatra.

Marise Tofoli

Presidente da Sociedade Goiana de Pediatria


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