No Jornal Nacional, secretário-geral da SBP critica a falta de infraestrutura em hospitais públicos do RJ

O secretário-geral da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dr. Sidnei Ferreira, fez um alerta importante sobre o risco de manter se pacientes expostos a altas temperaturas e sem as devidas condições sanitárias em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). As declarações do especialista foram exibidas em reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, exibida em 8 de janeiro (terça-feira).

“A temperatura elevada facilita a proliferação de bactéria, vírus e fungos, o que pode causar contaminação, infecção hospitalar ou piora de infecção já existente nos pacientes internados. Além disso, o calor causa também estresse orgânico, piorando os sintomas da doença. Existe também o risco de desidratação por perda de líquido e eletrólitos. O que está acontecendo nessas unidades de saúde é um verdadeiro absurdo sanitário”, enfatizou o dr. Sidnei Ferreira, que ainda lembra que esse quadro pode comprometer a saúde até mesmo dos médicos e das equipes de atendimento, que também ficam expostos a um ambiente inadequado.

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DRAMAS - A matéria revelou o drama enfrentado por pacientes e familiares que denunciam a falta de um sistema de ventilação eficiente em alguns dos principais hospitais da rede pública de saúde do Rio de Janeiro. Os depoimentos de pacientes e familiares ajudam a entender as dificuldades geradas pela estrutura precária oferecida aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital do Estado.

O problema do calor intenso atinge também pacientes de todas as idades em outros estabelecimentos, como os Hospitais de Saracuruna, Pedro II, Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Rocha Faria e Miguel Pedro. “Os idosos sofrem muito, pois nem todos estão lúcidos e outros não conseguem levantar da cama. A situação é horrível. O quarto parece um forno”, afirma Silvia Costa, uma das cuidadoras que trabalha com os internos na Unidade Geriátrica Miguel Pedro. Em vídeo, um dos pacientes do Hospital Getúlio Vargas faz sua denúncia. “Estamos numa enfermaria que é um verdadeiro inferno. Ar-condicionado e ventiladores quebrados. A sala superlotada, todos passando calor”.

A situação do Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico (CTI) do Hospital Miguel Couto, localizado na Zona Sul da cidade, é uma das mais preocupantes. Os pacientes internados na unidade, um dos poucos CTIs pediátrico públicos do Rio de Janeiro, têm enfrentado temperaturas de quase 30° C, muito acima do que recomendam os especialistas. Segundo parâmetros divulgados pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, em condições ideais no verão, a temperatura interna deveria oscilar entre de 23° C  e 26° C.

MANUTENÇÃO - Em nota, a nova gestão da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro declarou que está fazendo uma revisão nos contratos de manutenção dos hospitais e tem a expectativa de solucionar os problemas de climatização dentro dos próximos 30 dias. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que iniciou uma revisão geral no sistema de refrigeração dos hospitais e que vai instalar ainda essa semana novos equipamentos nas enfermarias de pediatria do Hospital Miguel Couto.

No entanto, dr. Sidnei Ferreira chama atenção para um fato: antes de serem reativados, os sistemas de refrigeração exigem cuidados com limpeza, manutenção, operação e controle dos equipamentos, como filtros limpos que garantam 100% de proteção e a adequada velocidade do ar. “Nesse momento, toda a refrigeração já deve estar contaminada, devido a multiplicação constante dos germes. Não pode consertar e simplesmente ligar. Precisa fazer a limpeza adequada dos aparelhos, a troca de filtros e só então ligar o sistema, o que já deveria ter sido feito”, afirmou.

*(Com informações do Jornal Nacional)

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