Panorama das imunizações no Brasil é debatido em cursos pré-congresso do 15º Simpósio Brasileiro de Vacinas

Os cursos pré-congresso "Imunização de A a Z" e "Vacinação além da infância e adolescência" marcaram o início das atividades científicas do 15º Simpósio Brasileiro de Vacinas, realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria nesta semana, em Aracajú (SE). Os dois módulos de palestras, que aconteceram na quarta-feira (15), trouxeram aos especialistas da área as principais atualizações sobre o tema e também um balanço sobre o atual panorama das imunizações no País.

Na aula de abertura sobre os princípios básicos em imunizações, a pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), dra. Isabella Ballalai, abordou alguns dos principais conceitos a respeito do funcionamento das vacinas como ferramenta de prevenção de doenças. Na oportunidade, ela esclareceu as dúvidas mais comuns enfrentadas nos consultórios.

"A imunidade passiva é caracterizada pela introdução de anticorpos prontos num indivíduo e possui um efeito de curto tempo. Já a imunização obtida por meio das vacinas tem duração prolongada e provem de anticorpos próprios e de células de memória, que são produzidos pelo organismo após entrar em contato com o antígeno aplicado. São poucos os casos em que, mesmo depois da vacinação, a imunização não ocorre", explicou.

De acordo com a especialista, manter os índices de cobertura vacinal dentro das metas é fundamental, inclusive para garantir a proteção desses indivíduos que apresentam falha vacinal. "É preciso trabalhar com a prevenção e nunca negligenciar as vacinas recomendadas, seguindo os prazos de cada esquema. Em situações especiais, em que for inevitável uma adequação à agenda do paciente, a restrição geral mais relevante está relacionada ao intervalo mínimo entre duas vacinas atenuadas injetáveis, estabelecido em torno de 28 a 30 dias", esclareceu.

EVENTOS ADVERSOS – Ainda pela manhã, a dra. Mayra Moura, coordenadora de Farmacovigilância do Intituto Butatã, falou sobre uma série de situações indesejáveis que podem ocorrer depois da vacinação, com ou sem relação comprovada de causalidade com a imunização.

"Nem todo evento adverso é motivado pela vacina. É preciso desmistificar o senso comum, que no geral implica às imunizações a causa de todos as reações que ocorrem no período pós-vacinal. Na maioria das vezes, acontece são atos concomitantes. Ou seja, a pessoa já tinha um processo deletério em andamento que coincide com a aplicação da vacina", disse.

 Segundo a especialista, tais situações precisam ser investigadas, esclarecidas e devidamente divulgadas, pois a confiança da população na eficácia e seguridade das imunizações é a chave do sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI). "As reações adversas comprovadamente causadas pelas vacinas são leves, como febre baixa e dor localizada. Os pediatras devem trabalhar junto aos centros de referência para averiguar qualquer alteração atípica e, sobretudo, esclarecer as dúvidas dos pacientes e familiares. As vacinas são seguras e a população deve estar informada, principalmente para evitar rumores", salientou a dra. Mayra.

ADULTOS – No período da tarde, ganharam destaque as discussões sobre a imunização do público adulto. A pediatra dra. Flávia Bravo, explicitou as principais recomendações de vacinação para o idoso e ressaltou ainda a relevância da vacina de herpes zóster, hepatite B, influenza e pneumocócicas neste grupo da população.

"Diabetes, cardiopatia crônica e outras comorbidades são muito prevalentes na população idosa e elevam significativamente o risco de agravamento de certas infecções. O papel dos especialistas é enfatizar a recomendação das vacinas, devido à alta letalidade verificada nesse grupo e impacto das doenças na qualidade de vida dessa população”, pontuou.

PROGRAMAÇÃO – As discussões dos cursos pré-congresso envolveram ainda os temas "Calendários vacinais: saúde pública e individual"; "Vacinação do paciente especial: CRIE"; "Coberturas Vacinais: desafios"; "Cadeia de frio: importância do transporte e armazenamento"; "Técnicas de aplicação"; "Redução da dor em vacinação: é possível?"; "Erro em imunização"; "Vacinação da gestante: prevenção em dobro"; "Vacinação do paciente imunocomprimido"; "Vacinação do viajante"; Vacina HPV em adultos: como recomendar?"; e "Hepatite B: é possível erradicar?".

O 15º Simpósio Brasileiro de Vacinas é uma realização da SBP, em parceria com a Sociedade Sergipana de Pediatria (SGP). Os interessados em participar podem efetuar sua inscrição no local do evento. Para mais informações, acesse o site www.sbp.com.br/especiais/simposio-brasileiro-de-vacinas/


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