SBP integra Comissão Técnica do Inmetro que visa proibir comercialização do acessório “cauda de sereia” no Brasil

Representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Organização Criança Segura Safe Kids Brasil, da Fundação Abrinq, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e da Associação Nacional dos Construtores e Fabricantes de Piscinas e Produtos Afins (ANAPP) se reuniram com a direção do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para criar uma  Comissão Técnica para discutir a disponibilização do acessório “cauda de sereia” no Brasil.

No encontro, realizado na quinta-feira (7), na cidade do Rio de Janeiro (RJ), foram debatidos instrumentos efetivos para regular o acesso a esse produto, que se popularizou, sobretudo, durante a novela A Força do Querer, onde uma das personagens principais era adepta do chamado sereismo.

“Todos os participantes sinalizaram os riscos associados ao produto e defenderam a possibilidade de o produto ser banido das lojas no Brasil. Enquanto isso não ocorre, deverá ser divulgada uma informação enfática, inclusive na embalagem do produto, para qualquer idade, sobre os perigos do uso do acessório”, comenta o presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, dra. Mário Hirschheimer, representante da instituição na Comissão do Inmetro.

Segundo o dr. Mário, deverá estar afixada no produto à venda a seguinte mensagem: “O Inmetro alerta sobre o risco de morte por afogamento no uso da cauda de sereia. Fique atento aos riscos, pois a cauda de sereia: prende as pernas e pés do usuário, dificultando a flutuação; compromete o equilíbrio do usuário, dificultando inclusive ficar em pé; e pode levar ao afogamento de forma silenciosa, até em piscinas rasas, mesmo para nadadores experientes”.

PRÓXIMOS PASSOS – Agora, a diretoria do Inmetro definirá os próximos passos desse trabalho, que inclui a análise do tema pela Comissão Técnica da Cauda de Sereia. Também está prevista a criação de uma campanha educativa com foco na prevenção de acidentes na utilização da cauda de sereia pelo público infantil.

“Vamos aguardar a manifestação da diretoria do Inmetro sobre essa campanha, mas nada impede de fazermos novamente uma divulgação no âmbito da SBP, como no ano passado”, reforça o dr. Mário.

Em fevereiro de 2016, o Departamento Científico de Segurança da Criança e Adolescente da SBP passou a contraindicar a utilização do acessório cauda de sereia e manifestou apoio à campanha Aliança Piscina+Segura, realizada pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). Ambas as instituições desaconselham o utensílio para o público geral, especialmente para crianças, uma vez que “nadar com tal equipamento é uma atividade altamente complexa, pois a união dos pés dentro das nadadeiras ou caudas afeta o equilíbrio corporal, e impede que o usuário fique em pé na piscina aumentando as chances de afogamentos e outros acidentes”.

CLIQUE AQUI E LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA SOBRASA.

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Repercussão:

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GAZETA DO POVO (PR): Caudas de sereia geram polemica no Brasil


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