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Cama compartilhada: pode ou não pode?

Saiu na imprensa 21/04/2016

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Contrariando o alerta para o risco de morte súbita, um antropólogo americano com 38 anos de experiência em pesquisa sobre a infância defende a prática a favor da amamentação, divulgando um novo conceito chamado breastsleeping. Entenda a perspectiva dele e confira o posicionamento de especialistas

Por Adriana Toledo – publicado em 14 de abril de 2016

“Do ponto de vista neurológico, os bebês humanos nascem como os mais imaturos dos mamíferos, com apenas 25% do volume cerebral de um adulto. Seu desenvolvimento também é o mais lento e dependente de estímulos sensoriais maternos. Eles não têm dentes, não andam, não falam, não tremem para se aquecer, mal controlam a própria respiração e a temperatura corporal e não enxergam além de 25 centímetros. Biologicamente, esperam que alguém esteja sempre com eles. É por isso que reagem tão positivamente ao contato com outro corpo”. Este é o primeiro argumento do antropólogo James McKenna, da Universidade de Notre Dame (EUA), à CRESCER, para defender um novo conceito chamado debreastsleeping.

(…) “A Sociedade Brasileira de Pediatriacontraindica a cama compartilhada e não há como relativizar a recomendação. O hábito aumenta em cinco vezes o risco de morte súbita e as pesquisas não deixaram claro quais fatores seriam responsáveis pela associação. Não adianta discutirmos a questão do vínculo quando há possibilidade de a criança perder a vida. E, mesmo depois de 1 ano, quando essa probabilidade diminui, filhos e pais devem ter, cada um, seu próprio espaço, afim de preservar a intimidade do casal e a hierarquia familiar, definindo os papéis de pai, mãe e filho.” Christian Muller, pediatra do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria

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