Prevenção de acidentes na escola

Departamento Científico de Saúde do Escolar


  • Sim. Um dos eixos que norteia uma escola que promova saúde é a construção de ambientes saudáveis. Para isso é de extrema importância cuidar dos aspectos de segurança de crianças, adolescentes e dos profissionais que atuam na escola. Assim, a prevenção de acidentes vai até o limite onde interfere com as atividades legítimas da escola, voltadas à aprendizagem e ao desenvolvimento integral dos estudantes. 

  • Toda escola precisa ser liberada para funcionamento após cumprir requisitos de segurança, minuciosamente verificados e aprovados pelas secretarias de Educação, pelo Corpo de Bombeiros e pela Prefeitura Municipal. Deve ficar comprovado que as instalações foram bem construídas, sem defeitos estruturais; que há equipamentos para prevenção e combate a incêndios e segurança na piscina (se houver) com adequação à faixa etária que vai atender. Cabe ainda à escola manter esse ambiente, conservando-o seguro, utilizando materiais e equipamentos com menos riscos e planejando atividades apropriadas aos estudantes.

  • As famílias participam desse movimento com sua observação atenta ao ambiente escolar, comunicando e esclarecendo quaisquer dúvidas que tiverem relacionadas ao tema da segurança. Os pais também devem cuidar para não enviar à creche e à escola material perigoso, embora aparentemente inofensivo.

  • Por exemplo, na creche deve ser evitado o uso de talco, colares e correntes no pescoço, pelo risco de asfixia. Da mesma forma, deve ser restrito o acesso a objetos cortantes e pontiagudos, que podem ferir a criança, assim como objetos pequenos, facilmente deglutidos, enfiados no nariz, ouvidos ou mesmo aspirados para a traqueia. Brinquedos enviados à escola precisam estar em boas condições, sem defeitos que possam machucar e sem partes pequenas, destacáveis, pelo menos para crianças abaixo de 4 anos de idade. Calçados que não ficam firmes nos pés também precisam ser evitados. Tamancos, sandálias e botinhas com salto mais alto são inadequados.

  • Sim. Os pais e responsáveis devem prestar atenção na compra do material escolar, escolhendo itens que sejam certificados e considerados atóxicos. Aí se incluem tintas, colas, canetas, massas de modelar, anilinas etc. Também é necessário cuidado com remédios, que devem ser dados preferencialmente em casa. Se for imprescindível dar na escola, os medicamentos não podem ficar ao alcance das crianças, mesmo dentro das mochilas, sendo entregues ao funcionário da creche ou escola e sempre acompanhados da receita médica. 

  • A chave de tudo é a informação e o acompanhamento. As crianças mais velhas e adolescentes passam a ter desafios cada vez maiores, ao lidar, eventualmente, nas atividades escolares, com fogo, motores, eletricidade, substâncias químicas. Sendo assim, tanto a escola quanto a família, na sua função de educar, devem oferecer todos os dados necessários para que o contato com esses instrumentos seja o mais seguro possível, ressaltando os cuidados e as capacidades individuais de lidar com elementos potencialmente perigosos, mas indispensáveis na vida de cada um.

  • Certamente. É preocupante e digno de atenção a proporção que vem assumindo o acesso de crianças e, principalmente, de adolescentes a armas brancas e armas de fogo. Ressalte-se também a gravidade dos acidentes de trânsito e sua importância como causa de mortalidade, incapacidade temporária ou permanente e prejuízos no rendimento escolar. Todo cuidado é pouco, seja no transporte escolar, no transporte coletivo ou no carro particular. É obrigatório usar cinto de segurança, cadeirinhas e adaptadores nos assentos, de acordo com idade e tamanho do passageiro. As gerações que se formam precisam ser orientadas para a prevenção de acidentes e contra atos de vandalismo, bullying e outras formas de violência. Ensinar é função da família, da escola e de toda a sociedade.

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