Crianças precisam ser orientadas sobre a COVID-19

Mesmo com baixo índice de infectados, Sociedade Goiana de Pediatria recomenda medidas para que os pequenos não se tornem vetores assintomáticos da doença

Por razões ainda pouco conhecidas, as crianças são o grupo menos afetado pelos sintomas da covid-19. Alguns pesquisadores suspeitam que muitas possam desenvolver a doença e não sentir nada. No entanto, a maior preocupação é que os pequenos disseminem o vírus para os grupos de risco, como os idosos. Os hábitos inerentes ao público infantil, como as brincadeiras corpo a corpo, atividades próximas uns dos outros e a aglomeração em escolas e creches favorece o contágio. 

Num cenário em que as crianças apresentam mais facilidade para a contração da doença, podendo se tornar vetoras do vírus a pessoas do grupo de risco, a SGP recomenda que as mesmas medidas de prevenção para os adultos sejam aplicadas e incentivadas aos pequenos. Lavar bem as mãos, evitar tocar no rosto, olhos, nariz e boca, usar álcool gel e ficar longe de aglomerações sãos as mais comuns. 

“No caso das crianças, além dos cuidados básicos, é preciso conscientizá-las para que elas mesmas se lembrem de não ter contatos tão próximos com outras pessoas e sigam o padrão de orientações recomendado aos adultos. Por isso, é preciso esforço, diálogo e muita paciência dos pais e responsáveis”, explica Ana Carolina David, coordenadora do Departamento de Infectologia da SGP.  

Em ambientes de escolas, creches ou berçários o ideal é que não sejam compartilhados objetos de uso pessoal e que regras de etiqueta respiratória sejam estimuladas. A mais comum é que ao tossir ou espirrar, a parte interna do braço seja usada como escudo. “Atividades lúdicas e músicas infantis que já estão circulando na internet podem ser utilizadas tanto por pais e responsáveis quanto por professores a fim de ensinar os pequenos”, explica a infectologista pediátrica. 

Sintomas e tratamento

Em crianças e bebês os sintomas do novo coronavírus se assemelham aos do resfriado, incluindo febre, tosse, espirros e coriza. Como ainda não há vacina contra o vírus, a recomendação médica é repouso, boa hidratação, uso de medicamentos para dor e febre e também de umidificador do ar. “Não há motivo para pânico. Caso existam dúvidas, a melhor opção é procurar um pediatra para o diagnóstico preciso. Basicamente os cuidados envolvem oferecer conforto ao paciente, já que ainda não temos uma forma definitiva de cura”, finaliza Ana Carolina. 


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