Pandemia de coronavírus está provocando ganho de peso nas crianças

Artigo publicado na revista científica Jornal de Pediatria acende alerta para uma possível  geração de obesos no futuro

Enquanto a covid-19 continua trazendo prejuízos à população mundial de forma direta, outra consequência, dessa vez indireta, tem sido notada nas crianças. Uma recente pesquisa desenvolvida pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e publicada na revista científica Jornal de Pediatria, mostrou que alguns comportamentos do isolamento social, adotado na tentativa de barrar a transmissão do novo coronavírus, está acarretando ganho de peso nos pequenos - fator de risco importante para o desenvolvimento da obesidade. 

A explicação é simples: a falta de gasto energético nas brincadeiras ao ar livre, na escola e também a suspensão dos exercícios físicos, associados ao maior tempo diante das telas, contribuíram para o problema. Na lista dos fatores de risco para a obesidade entra também a má alimentação, ainda mais evidente durante os dias de isolamento. Para a presidente da SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), Marise Tofoli, o ganho de peso é apenas a ponta do iceberg quando o assunto é a piora da saúde. “Obesos e pacientes com sobrepeso correm mais risco de complicações ao contrair o coronavírus. Além disso, podem sofrer com síndromes metabólicas, diabetes, colesterol alto, gordura no fígado e até doença cardíaca precoce. Na criança isso não é diferente”.

A situação se tornou tão preocupante que a SBP disponibilizou um documento que orienta pediatras na identificação da obesidade infantil. O material atenta para a impressionante escalada da doença. Estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que em 2025 poderão existir 75 milhões de crianças obesas no planeta. Aqui no Brasil os registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que uma em cada três crianças, entre cinco e nove anos, está acima do peso. Ao todo, segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, em 2019, 16,33% dos brasileirinhos entre cinco e dez anos estavam com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% com obesidade grave. Nos adolescentes, 18% tinham sobrepeso; 9,53% obesidade; e 3,98% obesidade grave. 

O alerta para o controle do sobrepeso e obesidade infantil busca evitar que no período pós-pandemia o número de crianças com a doença seja ainda maior do que indicam as projeções. “Hoje temos pesquisas de anos anteriores, mas o cenário é preocupante para o que virá. Por isso, é preciso que os pais estejam ainda mais alertas sobre os hábitos das crianças durante o isolamento e procurem ajuda profissional tanto para prevenir quanto para tratar o sobrepeso e obesidade”, finaliza a presidente da SGP. 

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