Asma na Infância e na Adolescência

Departamento Cientifico de Alergia

  • O diagnóstico deve ser concluído por um médico. Mas as suspeita surge diante de crises recorrentes de cansaço, falta de ar e chiado no peito (um som parecido com um assobio, também chamado de sibilo) que podem ser desencadeadas por infecções respiratórias, por contato com alérgenos como poeira doméstica, barata, cães e gatos ou com irritantes como fumaça e odores fortes. Estas crises caracteristicamente melhoram com uso de medicação como os broncodilatadores.

  • O principal fator de risco para desenvolver asma é a presença da doença nos pais. Além disso, exposição domiciliar a fumaça de cigarro, alergias em familiares próximos como rinite alérgica, alergia alimentar ou dermatite atópica também aumentam as chances de seu filho ter asma em alguma fase da vida.  Se seu filho apresenta ou já apresentou dermatite atópica, rinite alérgica ou alergia alimentar, o risco aumentado de uma dia ele ser um asmático também existe.

  • Até o momento, curiosamente, os estudos não demonstraram haver relação entre exposição precoce a alérgenos de cão e gato com o aparecimento de asma. Assim, essa não é uma medida necessária. 

  • Sim. A amamentação exclusiva durante pelo menos 3 a 6 meses é recomendada para prevenir a asma. 

  • Os fatores desencadeantes variam entre os asmáticos, ou seja, um mesmo fator pode desencadear a crise em uma criança e em outra não. Destacamos: presença de ácaros, fungos, alérgenos de baratas, e animais domésticos; infecções respiratórias, ar frio, exercícios físicos, perfumes/odores, fumo, emoções fortes (riso ou choro) e refluxo gastroesofágico.  

  • O ideal é que isso seja discutido com o seu médico, uma vez que essas condutas podem variar dependendo de algumas características da asma. De modo geral, recomenda-se o uso de capa antiácaro em colchão e travesseiro, retirar brinquedos de pelúcia e tapetes, evitar contato com animais (se sensibilizado aos mesmos), higiene ambiental para evitar baratas e combate às mesmas, evitar a formação de mofo excessivo, manter ventilação adequada, evitar contato com odores excessivos e tabagismo. Cortinas podem acumular poeira. 

  • Sim, as vacinas devem estar em dia, destacadamente as contra influenza e pneumococo. A vacinação contra a gripe é recomenda anualmente para as crianças com asma.

  • Não, essa é uma crença popular que deve ser desmitificada. As bombinhas, denominadas aerossóis, são simplesmente dispositivos que permitem enviar medicamentos para os pulmões. Existem “bombinhas” com diferentes medicamentos, como os broncodilatores, fundamentais para o tratamento das crises de asma, e corticosteroides, medicamentos que tratam a asma, diminuindo a inflamação dos pulmões. Os medicamentos devem ser utilizados de acordo com as recomendações médicas e o uso correto desses medicamentos diminuiu os sintomas da asma e o risco de crises.  

  • É um anticorpo monoclonal humanizado contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que pode beneficiar as crianças com fatores de risco para bronquiolites (prematuros com menos de 29 semanas, aquelas com diagnóstico de doença pulmonar crônica e cardiopatas graves). Esse medicamento pode ser aplicado em cinco doses nos meses de circulação deste vírus (no Brasil, de abril a agosto).

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