Hemangioma da Infância

Departamento Cientifico de Dermatologia

  • O hemangioma da infância ou hemangioma infantil ou da infância é uma proliferação de vasos sanguíneos fora de seu lugar, que localiza-se na pele e eventualmente em outros órgãos do corpo. São caracterizados por manchas ou tumores, com aumento de volume, na maioria das vezes de coloração avermelhada. Podem ser únicos ou múltiplos e acometem cerca de 4 a 10% dos bebês.

  • Não se sabe porque os hemangiomas da infância aparecem. Eles são mais comuns nas meninas, nos prematuros e nos gemelares.

  • O diagnóstico do hemangioma  da infância é realizado durante a consulta médica com o pediatra. Exames de imagem como ultrassom ou ressonância magnética podem ser indicados caso o especialista ache necessário.

  • Pode ou não estar presente ao nascimento, quando presente, geralmente se observa na pele apenas uma mancha levemente avermelhada, que é denominada de precursor do hemangioma. Nos primeiros dois meses de vida essa mancha cresce rapidamente, formando uma tumoração de cor vermelho vivo quando seu crescimento é superficial, e azulada ou violácea quando se localiza mais profundamente.A partir dos 12 meses de idade o hemangioma da infância começa a involuir lentamente, até os 10 anos de vida.

    A maioria melhora completamente ou parcialmente ao longo da vida.A localização mais frequente deste tumor é a face, o couro cabeludo e o tronco.

    O hemangioma da infância é assintomático, ou seja, a criança não sente dor, nem coceira a não ser que ele apresente alguma complicação.

  • A complicação mais frequente é a ulceração, um tipo de ferida que causa dor e algumas vezes um pequeno sangramento. Hemangiomas que se localizam em locais de atrito como na área coberta pelas fraldas, cotovelos, joelhos, ombro, pescoço, lábios, orelhas, bordo palpebral e ainda hemangiomas muito grandes, podem ulcerar.

  • No caso de um hemangioma ulcerado este deve ser tratado pelo especialista com medicação oral e curativos especiais.

  • A malformação capilar, antes chamada de mancha vinho do Porto, é o principal diagnóstico para se diferenciar dos hemangiomas da infância. A malformação capilar é uma mancha vinhosa, não tem volume e já é visível ao nascimento e não vai alterar seu tamanho, nem involui com o passar do tempo. Isto ocorre porque ela é causada por um pequeno vaso (capilar) malformado.

    Também pode ser confundido com as malformações vasculares, que são vasos mais profundos e que já nascem malformados e neste caso a lesão está presente ao nascimento como uma tumoração de cor azulada ou vinhosa e não há fase de crescimento rápido da lesão e também não involui.

  • Poderá sangrar um pouco mais do que uma área de pele normal, no entanto não ocorre um sangramento que traga risco grave para seu filho, isto porque a coagulação do sangue está normal.

  • Não. A maioria dos hemangiomas da infância não precisam ser tratados, irá involuir com pouca ou nenhuma cicatriz. Mas é importante o acompanhamento seriado pelo especialista, principalmente para identificar aqueles que precisam de tratamento. Hemangiomas maiores de 5 cm no corpo ou maiores de 1 cm na face, presença de 5 ou mais hemangiomas, aqueles que ulceram, ou que se localizam em locais que alterem alguma função vital da criança tem indicação de tratamento. Os tratamentos disponíveis hoje são os betabloqueadores orais e tópicos, e corticoides orais. Só um médico poderá determinar qual o melhor tratamento indicado e, quanto mais precoce o tratamento for indicado melhor será o resultado, portanto se seu filho tem uma lesão suspeita de hemangioma a consulta com o pediatra deve ocorrer assim que a lesão surgir. Em caso de dúvida quanto ao diagnóstico ou indicação de tratamento, o dermatologista pediatra deve ser consultado.

  • As crianças com fatores de risco (prematuros com menos de 29 semanas, aquelas com diagnóstico de doença pulmonar crônica e cardiopatas graves) podem ser beneficiadas com o uso do anticorpo monoclonal humanizado contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Esse medicamento é o Palivizumabe, que pode ser aplicado em cinco doses nos meses de circulação deste vírus (no Brasil, de abril a agosto).

  • Como já foi dito, a prevenção é o melhor caminho. Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda nesses casos: evitar contato com pessoas resfriadas; lavar as mãos com frequência; amamentar o bebê até os seis meses exclusivamente com leite materno; evitar o tabagismo passivo; não frequentar espaços lotados, com aglomerações; manter as vacinas em dia; e, se possível, retardar a ida do bebê para creches e berçários. Finalmente, levar a criança para consultas regulares com o pediatra. 

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