Parasitoses intestinais

Departamento Cientifico de Gastroenterologia

  • Os parasitos são “vermes” intestinais que podem ser helmintos – divididos em aqueles que apresentam um formato arredondados /cilíndricos (nematelmintos) ou chatos (platelmintos). Ainda existem vermes microscópicos, chamados de protozoários. Tanto os helmintos como os protozoários podem causar doenças no intestino delgado ou grosso.













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    Os nematelmintos mais comuns são:

    - Ascaris (popular “lombriga”), Tricuris, ancilostomídeos (Ancylostoma e Necator) que podem causar o popular  “amarelão”, estrongiloides (Strongyloides stercoralis) e oxiurus (Enterobius vermicularis).

    Os platelmintos mais comuns são:

    - Tênias (Taenia solium – do porco; T. saginata – do boi e Diphylobothrium latum – tenia do peixe) e Hyminolepis (H. nana ou H. diminuta – também conhecida como tênia anã)

    Os protozoários mais comuns são:

    - Giardia lamblia e as amebas (Entamoeba histolytica que é causadora de doença), Entamoeba coli e Endolimax nana (estes dois últimos não causam doença, portanto, não exigem tratamento).

  • Os parasitas estão diretamente relacionadas  às condições de higiene, saneamento básico, educação e tipo de moradia da população. Os sinais e sintomas mais comuns que fazem suspeitar de parasitoses são: dores abdominais, diarreia, náuseas e/ou vômitos; excesso de produção de gases; e diminuição do apetite; perda de peso; às vezes tosse, febre e falta de ar. Também podem causar anemia, coceira no ânus  apetite . Alguns, podem causar sangramento nas fezes como o Tricuris e a Ameba, que ocorrem mais frequentemente em crianças maiores.











  • A forma mais comum de diagnosticar uma parasitose intestinal é através da observação das formas que contaminam o ambiente (ovos, cistos ou larvas) e das fezes das crianças. Um exame de fezes positivo para os parasitas pode confirmar o diagnóstico. Entretanto, um exame negativo não afasta a hipótese, cabendo ao pediatra investigar, apontando a parasitose de maior suspeita do caso e solicitar ao laboratório uma pesquisa dirigida do parasita. 

  • Um alto número de parasitos pode causar complicações nas crianças, principalmente naquelas que são desnutridas ou que apresentam imunidade diminuída. Além disso, aqueles que ocasionam perda de sangue nas fezes podem provocar anemia ferropriva. Vale lembrar que a deficiência de ferro pode se associar com possível alteração no aprendizado da criança.

  • Todos os medicamentos usados para o tratamento das verminoses dependem da idade da criança (cuidados especiais para os menores de 1 ano), do tipo de parasitose intestinal e do quadro clínico. Às vezes, existe a necessidade do tratamento de toda a família pela alta chance de transmissão, como o caso da oxiuríase. 

    Não se pode esquecer de tratar a anemia por deficiência de ferro com o emprego de ferroterapia oral após o tratamento da parasitose intestinal. A suplementação vitamínica só deve ser feita mediante diagnóstico de deficiência de vitaminas ou outros nutrientes, exceto nas crianças menores de 2 anos, que já fazem a suplementação preventiva de vitamina D e ferro.

    É importante ressaltar que o tratamento deve ser escolhido pelo médico Pediatra, que irá indicar as alternativas com maior segurança e menor frequência de reações adversas. 

  • Algumas medidas simples podem ser feitas para evitar as parasitoses:

    a)      lavar as mãos antes do consumo de alimentos e após o uso do banheiro, ensinar a lavar as frutas antes de comê-las, usar o banheiro para destino adequado das fezes, e andar calçado em locais arenosos que tenham acesso por animais;

    b)      usar água filtrada ou fervida para higienizar os alimentos, lavar bem e utilizar os métodos adequados como colocar de molho em água sanitária e bicarbonato, proteger os alimentos contra insetos, não oferecer às crianças alimentos crus, defumados ou malcozidos;

    c)      manter os animais domésticos vacinados e vermifugados, além de recolher as fezes dos animais para locais seguros, já que podem ser fontes de contaminação;

    d)      promover uma boa nutrição faz toda a diferença para minimizar as alterações causadas pelos parasitas; manter as unhas curtas e limpas, não compartilhar roupas intimas, evitar varredura na casa, utilizando-se de limpeza com pano úmido, sobretudo quando há oxiurus.

  • Sim. É fundamental ficar atento quando um bebê se resfriar. Nessas ocasiões, o pediatra precisa ser consultado para repassar suas orientações. Em casos de tosse persistente, dificuldade para respirar, respiração rápida e sonolência, a criança deve ser levada para a avaliação médica imediatamente. Se o bebê for prematuro, cardiopata ou fizer tratamento para o pulmão, deve-se buscar informações sobre o uso e o acesso à imunoprofilaxia (Palivizumabe).

  • É um anticorpo monoclonal humanizado contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que pode beneficiar as crianças com fatores de risco para bronquiolites (prematuros com menos de 29 semanas, aquelas com diagnóstico de doença pulmonar crônica e cardiopatas graves).

    Esse medicamento pode ser aplicado em cinco doses nos meses de circulação deste vírus (no Brasil, de abril a agosto).

  • As crianças com fatores de risco (prematuros com menos de 29 semanas, aquelas com diagnóstico de doença pulmonar crônica e cardiopatas graves) podem ser beneficiadas com o uso do anticorpo monoclonal humanizado contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Esse medicamento é o Palivizumabe, que pode ser aplicado em cinco doses nos meses de circulação deste vírus (no Brasil, de abril a agosto).

  • Como já foi dito, a prevenção é o melhor caminho. Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda nesses casos: evitar contato com pessoas resfriadas; lavar as mãos com frequência; amamentar o bebê até os seis meses exclusivamente com leite materno; evitar o tabagismo passivo; não frequentar espaços lotados, com aglomerações; manter as vacinas em dia; e, se possível, retardar a ida do bebê para creches e berçários. Finalmente, levar a criança para consultas regulares com o pediatra. 

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