Em parceria com a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o Departamento Científico de Hematologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou, nesta semana, uma nota de alerta com recomendações para auxiliar os profissionais de saúde no atendimento de crianças e adolescentes com doenças hematológicas benignas, durante a pandemia de COVID-19.
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Conforme ressalta o documento, pacientes com patologias sanguíneas estão incluídos no grupo com mais chances de desenvolver a forma grave de COVID-19. No entanto, uma revisão sistemática da literatura demonstra que as crianças representam apenas 1% a 5% dos casos de infecção da doença. Além disso, na população pediátrica, a repercussão costuma ser menos deletéria e 90% dos casos correspondem a manifestações assintomáticas.
De todo modo, como são escassos os dados a respeito da COVID-19 em pessoas com doenças hematológicas benignas, a nota de alerta da SBP recomenda cuidado redobrado com os pacientes pediátricos em relação à precaução e aos cuidados médicos necessários.
A publicação apresenta uma série de orientações no intuito de prevenir e diagnosticar a infecção pelo novo coronavírus, ao mesmo tempo em que destaca possíveis complicações e vulnerabilidades associadas às seguintes patologias: doença falciforme; talassemia maior ou intermediária; trombocitopenia imune e anemia hemolítica autoimune; aplasia ou hipoplasia de medula óssea e neutropenias congênitas adquiridas; e tromboses.
O documento fornece ainda sugestões para o adequado acompanhamento ambulatorial e tratamento dos pacientes com estas doenças hematológicas benignas, tais como:
- Manter os controles clínicos e laboratoriais necessários;
- Continuar a administração de medicamentos relevantes ao tratamento, como a Hidroxiureia utilizada na doença falciforme;
- Organizar a logística do serviço para entrega segura da receita das medicações de rotina;
- Entregar prescrições e o formulário do Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamento do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (LME) para seis meses de tratamento, a fim de evitar aglomerações nos postos;
- Procurar o pronto-socorro caso ocorra manifestação de sintomas incomuns, de acordo com as orientações específicas de cada hemopatia benigna;
- Remarcar consultas de pacientes estáveis, sem intercorrências, após contato telefônico e avaliação à distância; e outras.
Mais informações atualizadas sobre o impacto da COVID-19 em pediatria estão disponíveis na página: https://www.sbp.com.br/especiais/covid-19/