O presidente do Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dr. Carlos Augusto de Mello da Silva, participará da “I Convención Internacional de Ambiente y Salud Infantil”, que acontece, em plataforma virtual, de 18 a 20 de novembro, em Montevidéu (Uruguai). Representando a SBP, o médico é o único brasileiro participando do evento e palestrará na conferência sobre “fatores de risco ambientais na prática pediátrica”.
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Com renomados especialistas de diversos países, a convenção tem como objetivo trazer um olhar abrangente sobre a saúde ambiental das crianças, em uma abordagem transversal e inovadora, incluindo questões relevantes e emergentes de exposição ambiental à substâncias químicas e seu impacto na qualidade de vida das crianças.
“Esse tema está em voga no mundo todo e, realmente, precisa ser amplamente discutido. Ter sido convidado para um evento internacional dessa magnitude é sinal de que a pediatria brasileira está sendo reconhecida nesse comprometimento com a pediatria ambiental. A dra. Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP, abriu espaço para esse diálogo e criamos um departamento com esse enfoque. Agora, vemos que esse trabalho está sendo visto, tanto nacionalmente quanto internacionalmente”, analisa Carlos Augusto.
INOVAÇÃO – Desde 2018, o Departamento Científico de Toxicologia passou a ser nomeado oficialmente como Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental. A inclusão do novo termo buscou trazer mais visibilidade para as questões relacionadas aos efeitos nocivos dos agentes químicos, de origem natural ou sintética, sobre o ser hu mano e o meio ambiente.
“No ano passado organizamos o primeiro simpósio sobre esse tema no Brasil, em Porto Alegre, e vemos um interesse crescente. Mas o Brasil ainda está engatinhando nessa área, há em outros países, por exemplo, unidades hospitalares específicas para a saúde ambiental. Os pediatras precisam incorporar em suas consultas perguntas sobre o ambiente onde as crianças vivem, onde os pais trabalham e em qual cargo, dentre outras questões. É essencial que entendamos que há riscos ambientais que podem afetar a saúde das crianças desde a sua gestação até a adolescência”, explica.
O presidente do Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental destaca, ainda, a necessidade de que todos os pediatras se comprometam nas questões relacionadas à saúde ambiental. “Precisamos nos engajar em questões relacionados às mudanças climáticas, à poluição do ar e do solo, ao saneamento básico etc. Temos que advogar por uma sociedade com esse tipo de preocupação, para que a saúde das crianças de hoje e das próximas gerações seja resguardada.”, declara.