08/06/2021

Como compreender e ficar atento aos sinais das crianças e adolescentes que sofreram violência? Essa foi uma das questões discutidas na live “Síndrome da Criança Espancada”, realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com apoio da Mantecorp Farmasa, no Dia Internacional de Crianças Vítimas de Agressão. Para estimular um olhar cuidadoso dos pediatras e da sociedade em geral sobre essa realidade, o evento contou com especialistas na área, que abordaram questões como: diagnóstico, tratamento, encaminhamento e prevenção.

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“O grande problema que temos na violência contra as crianças e adolescentes é que temos a vítima e o agressor, porém, quem fica mais tempo na mídia é o agressor. Enquanto a discussão vai se esvaziando, a vítima vai sumindo e não é lembrada. Com isso, perdemos a condição de estarmos atentos e salvar essas crianças o mais cedo possível dessa doença grave que é a violência”, pontuou o presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, dr. Marco Antônio Chaves Gama.

O evento também contou com as palestras: “Aspectos clínicos de alerta e de diagnóstico da violência contra criança e adolescente”, ministrada pela dra. Luci Pfeiffer, membro do Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital e do DC de Segurança; e “Síndrome da Criança Espancada”, conduzida pelo dr. David Kerber de Aguiar, promotor de justiça de entrância final junto ao Ministério Público do Paraná, que apresentou pontos para aprimorar o atendimento e condução dos casos de violência infantojuvenil pela justiça.

Na oportunidade, eles levantaram uma mensagem de alerta importante para a sociedade: violência é uma doença crônica, contagiosa e epidêmica. Nesse contexto, os especialistas destacaram a importância do médico na proteção das crianças violentadas. 

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