13/03/2026

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) marcou presença no Evento Integrador do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil-Angola – Ciclo 2026, realizado na última terça-feira (10), na capital paulista. O evento reuniu autoridades dos dois países para lançar oficialmente o terceiro ciclo da iniciativa, considerada uma das maiores ações de cooperação Sul-Sul em saúde atualmente em curso. Na oportunidade, a SBP foi representada pela dra. Marcela Damásio, coordenadora do Grupo de Trabalho de Pediatria Internacional dos Países de Língua Portuguesa da SBP.

Na ocasião, participaram da mesa de abertura o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha; a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta; o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Pereira; o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro; o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço; e o professor Itamar de Souza Santos, representando a Universidade de São Paulo

As instituições formadoras e parceiras do programa, dentre elas a Pediatria, tiveram seu empenho reconhecido e tendo-lhes sido concedido o Certificado de Honra ao Mérito. Além disso, o Programa de Reanimação Neonatal recebeu menção especial no discurso do ministro Alexandre Padilha, que destacou os resultados já alcançados na redução da mortalidade neonatal em Angola.

“Destaco em particular a iniciativa emblemática dessa cooperação, que é o Programa de Reanimação Neonatal, desenvolvido em parceria pela SBP e pela Sociedade Angolana de Pediatria. Os impactos positivos do programa já se fazem notar na redução da mortalidade infantil em Angola, evidenciando que a cooperação internacional em saúde gera resultados concretos, salva vidas e fortalece capacidades locais”, declarou Alexandre Padilha, ministro da Saúde do Brasil

A SBP integra o Programa de Formação em Saúde Brasil–Angola por meio do Projeto de Apoio à Implementação do Programa de Reanimação Neonatal de Angola, cuja primeira etapa foi realizada em 2025 e terá continuidade em 2026. Por meio desse projeto, a SBP transfere tecnologia e conhecimento em saúde a profissionais angolanos, contribuindo diretamente para a redução da mortalidade neonatal no país.

“Esse é um projeto com enorme potencial transformador, por meio do qual o Brasil, tendo a SBP, uma das maiores sociedades científicas do país, como um dos seus formadores, transfere tecnologia em saúde para um país irmão, e muda a realidade das crianças angolanas. Motivo de orgulho para a SBP”, explicou a dra. Marcela Damásio.

VISITA – Em setembro de 2025, o presidente da SBP, dr. Edson Liberal, esteva no encerramento das atividades do Programa de Reanimação Neonatal, na Angola. À época, foram 525 profissionais de saúde treinados em Reanimação Neonatal e Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco e 50 novos instrutores formados nas cidades de Bengela, Huambo e Luanda. A ação teve a participação ativa de 12 instrutores voluntários brasileiros do PRN-SBP, sob a coordenação da dra. Marcela Damásio, membro do Grupo Executivo PRN-SBP.

Na ocasião, o pediatra reforçou a importância da parceria entre os dois Países e a honra que era poder estar em um momento tão único. “Ter contato com profissionais de diversas áreas de Angola e ver a diferença que os cursos fazem em sua prática cotidiana é enriquecedor. Ações como essas nos motivam a continuar lutando por um mundo mais igualitário e humano, com toda a certeza”, declarou.

COOPERAÇÃO – O Programa de Formação em Saúde Brasil-Angola, criado em 2024 e coordenado pelo Itamaraty em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ampliou sua escala no ciclo atual. Em 2026, 66 instituições formadoras brasileiras ofertaram mais de 1.400 vagas de capacitação em diferentes modalidades.

Desde o início da iniciativa, mais de 550 profissionais angolanos encontram-se em formação no Brasil e 232 já concluíram suas especializações e retornaram a Angola. Outros 634 profissionais foram capacitados diretamente em solo angolano por instituições brasileiras.

O evento também marcou a assinatura do Plano de Trabalho 2026, firmado pelos representantes do Brasil e de Angola, consolidando os compromissos para o novo ciclo da parceria.

*Com informações da assessoria da ABC/Itamaraty