13/10/2026

Com uma programação preparada sob medida para dar aos participantes acesso à inovações relacionadas à reanimação pediátrica, além de estimular o intercâmbio de ideias e experiências, aconteceu na terça-feira (13), o 4º Simpósio de Reanimação Pediátrica, organizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A atividade, que integrou a programação prévia do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP), trouxe aos participantes abordagem sobre o tema numa projeção do que pode acontecer até 2030, sempre tendo como ponto de partida as novas diretrizes publicadas em outubro do ano passado.

“Preparamos nossa grade para passarmos um dia discutindo aspectos da reanimação, observando o que temos de novo em relação a 2025 e buscando reviver práticas tão importantes no cotidiano da pediatria e de quem cuida de uma criança”, explicou o coordenador Nacional do PALS, Alexandre Rodrigues Ferreira.

Segundo ele, a partilha de informações permite ao especialista reconhecer um paciente crítico, as intervenções imediatas para melhora do quadro e, diante de situações severas, como as paradas, saber como atuar da melhor forma dentro dos protocolos.

“Foi pensado um cronograma crescente, que per correu a revisão dos Suportes Básicos e Avançados de Vida, com suas características específicas para crianças, a obstrução de vias aéreas, o choque, a reanimação e os cuidados pós-parada, mas também reservamos uma tarde de prática de compressões torácicas em manequins acompanhados da nossa equipe de treinadores do PALS”, acrescentou.

Os 18 coordenadores dos polos de Reanimação Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria de diferentes estados estiveram presentes no simpósio, que teve como conferência de abertura a apresentação “Atualizações Suporte Básico de Vida 2025”, realizada pela Dra. Valéria Maria Bezerra Silva.

“Debatemos o que mudou no ano de 2025 no que se refere ao Suporte Básico de Vida nas diretrizes da American Heart Association e da American Academy of Pediatrics, mas também comparando com o Conselho Europeu de Ressuscitação. Essas revisões publicadas são de extrema importância em nossa área, pois são baseadas em evidências para garantir a melhoria dos resultados e tratam de protocolos para profissionais da saúde, mas também instruem como pessoas leigas de vem agir diante de engasgos, afogamentos e paradas cardiorrespiratórias”, destacou a palestrante.

O simpósio contou ainda com mesas-redondas, talkshows e demais conferências que foram apreciadas por pediatras, emergencistas, residentes de pediatria e acadêmicos de medicina ao longo desta terça-feira.

IMPORTÂNCIA –  Ao visitar o Centro de Convenções da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), onde a atividade aconteceu, o presidente da SBP, Edson Liberal, saudou os mais de 190 participantes e reforçou a importância da reanimação para a assistência médica pediátrica.

“Tive a honra de participar de todas as edições do Simpósio de Reanimação, este é um espaço fundamen tal em nossa programação científica. Nós, como sociedade em geral, temos uma dívida imensa em relação à capacitação de pessoas para trabalhar manobras de desengasgo e ressuscitação cardiopulmonar. Temos a obrigação de passar esse conhecimento não apenas para profissionais da saúde, mas também para a população, para os educadores e quem está em contato com a criança”, disse o presidente.

Na oportunidade, aproveitou também para elogiar a organização do 42º CBP, que tem neste simpósio um de seus pontos altos. “Considero que foi feito um trabalho maravilhoso pela equipe de Minas Gerais, com uma capacidade de realização impressionante”, concluiu.

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