Publicado em 23 de junho de 2017 – por Eugenio Goussinsky
O aumento do número de casos de sífilis no Brasil tem preocupado especialistas por dois motivos. Primeiro, a sífilis era, até pouco tempo atrás, uma doença controlada, inclusive por se enfermidade de tratamento relativamente simples. Segundo: a retomada desta DST (doença sexualmente transmissível) também tem sido responsável pelo aumento da sífilis congênita, que infecta o bebê durante a gravidez. E os prejuízos, nestes casos, são ainda maiores para os recém-nascidos.
(…) Para contrapor tal situação, a campanha Outubro Verde, da Sociedade Brasileira de Pediatria, surgiu em 2016, impulsionada por um período de desabastecimento de penicilina. A mensagem era compensar a então falta do medicamento com a prática da prevenção. Dentre as orientações estão a necessidade de realização de pelo menos seis exames pré-natais, testes laboratoriais, tratamento da mãe e do parceiro e utilização de preservativos nas relações sexuais.