SBP participa de evento em alusão à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) participou nesta quinta-feira (5/02) de um evento em alusão à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência na sede do Ministério da Saúde (MS), em Brasília (DF). Com o tema “Planejar é Cuidar do Futuro”, a iniciativa reuniu especialistas de diferentes áreas para debater estratégias voltadas à ampliação do cuidado, na educação em saúde sexual e reprodutiva e no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada para o acolhimento e o acesso a métodos contraceptivos eficazes.

As discussões também abordaram a importância da garantia de direitos, da redução de vulnerabilidades e a promoção do cuidado integral à população adolescente. Para a SBP, que apoia a iniciativa desde sua primeira edição, em 2019, a prevenção da gravidez na adolescência é pauta prioritária da pediatria. Neste ano, inclusive, o Departamento Científico de Medicina do Adolescente da SBP também adotou como proposta para conversar sobre o assunto o futuro: “Autocuidado é pensar no ‘eu’ do futuro. A decisão que você toma hoje desenha a vida que você terá amanhã”. 

Representando a SBP no evento, o dr. Benito Gonçalves, membro do Departamento Científico de Medicina do Adolescente, participou do painel temático “Contracepção na adolescência”. “A SBP participa dessa discussão tão importante para o Brasil, que é a prevenção da gravidez na adolescência. A proposta é chamar cada um à sua responsabilidade. E existe uma responsabilidade da pediatria, que atua diretamente na orientação, no cuidado e na promoção da saúde de crianças e adolescentes. Portanto, ficamos muito honrados em contribuir com esse debate de forma conjunta”, disse.

Na abertura do evento, a coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sônia Venâncio, chamou a atenção para a importância de uma abordagem ampliada para o tema, com o intuito de para fortalecer as ações de prevenção, promoção e educação em saúde sexual e saúde reprodutiva. “É importante lembrar que não falamos de uma adolescência única, mas de adolescências, vividas de formas diferentes a depender dos contextos sociais, familiares e culturais”, defendeu.

GRAVIDEZ EM NÚMEROS – De acordo com dados apresentados no evento, em 2024 o Brasil registrou 273.213 nascidos vivos de mães adolescentes, incluindo 12.007 casos de meninas menores de 14 anos. Globalmente, destaca-se que cerca de 66% das gestações nessa faixa não foram planejadas, ressaltando a necessidade de ampliar o acesso à informação qualificada e aos serviços de saúde.

Em 2014, foram 562.602 nascidos vivos de meninas entre 10 e 19 anos, o que correspondia a 18,8% do total de nascimentos no País. Já em 2024, esse número caiu para 11,3% do total de nascimentos, uma redução de aproximadamente 7,5% na participação de nascimentos de mães adolescentes na última década.