O 2º Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP) On-Line começou nesta sexta-feira (15), e já no primeiro dia realizou uma importante mesa-redonda sobre os desafios na imunização do adolescente. O debate, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), contou com a moderação da diretora dra. Maria Tereza da Costa, trouxe à tona esse assunto cada vez mais relevante, especialmente no contexto atual, de baixas coberturas vacinais no País e de discussão sobre a vacinação de adolescentes contra a covid-19.
A pediatra dra. Sônia Maria de Faria iniciou a mesa abordando as estratégias para a vacinação do adolescente. A especialista frisou a importância da proteção individual e coletiva, e a urgência de lidar com a questão das baixas coberturas vacinais. Ela destacou que, em 2020, cerca de 23 milhões de crianças no mundo não receberam as vacinas básicas, sendo este o número mais alto desde 2009.
“Algumas formas de enfrentar esse problema são: instituição de programas de vacinação escolar sob a forma de campanhas periódicas; ampliação e adequação do horário de atendimento das unidades de vacinação; propagandas que estimulem a imunização; estimular que todos levem suas cadernetas nas consultas; investimento constante em treinamento de profissionais de saúde nos diversos níveis; sistema de busca ativa de faltosos; entre outras”, pontua.
O tema “Vacina de covid-19 em adolescentes” também esteve presente no encontro, e contou com a participação do dr. Eduardo Jorge da Fonseca Lima. O médico enfatizou que milhares de adolescentes foram hospitalizados e centenas morreram após serem infectados com o SARS-CoV-2.
“De acordo com evidências, há a recomendação para a vacinação em adolescentes com 12 anos ou mais. Especialmente, nesta situação epidemiológica com a variante Delta e naqueles com comorbidades. Por isso, a SBP, através do seu Departamento de Imunizações, recomenda a ampla vacinação, tendo como base estudos clínicos desenvolvidos com a Pfizer neste grupo etário; o licenciamento pela Anvisa no Brasil; e a experiência em outros países”, afirma.
Por fim, dr. Renato de Ávila Kfouri apresentou aos participantes a temática “Meningite: por que vacinar adolescentes?”. Ele destacou que, mesmo a Doença Meningocócica Invasiva não sendo uma doença tão frequente, ela apresenta uma rápida progressão e risco de sequelas graves ou óbito.
“Hábitos comuns entre adolescentes e adultos jovens os tornam os principais portadores e transmissores do meningococo. Por isso, uma ampla vacinação deste grupo é tão importante”, afirma. Após as explicações, ao final da mesa-redonda, os especialistas responderam a algumas questões enviadas pelos congressistas.
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