Alerta da SBP sobre cuidados após contato com óleo cru é destaque na mídia nacional

O alerta feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre os cuidados no contato com óleo cru, destinado aos voluntários e profissionais que se mobilizaram para limpar as praias do litoral brasileiro foi destaque de grandes veículos do país. O texto ressalta a importância de o governo garantir a assistência médica a todos os indivíduos com manifestações clínicas agudas decorrentes dessa exposição, além de apontar uma série de medidas de prevenção e cuidados para evitar efeitos colaterais decorrentes do contato direto com o produto.

Matéria publicada pela Folha de S.Paulo, enfatiza a recomendação da SBP para que nenhuma criança, adolescente ou gestante sejam liberados para banho nas áreas atingidas pelo óleo e que esse grupo não faça parte da equipe de voluntários. Além disso, orienta que o consumo de peixes e mariscos nessas áreas seja evitado até que novas análises descartem riscos à saúde. 

Por meio de nota, a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva enfatizou a importância de medidas do governo sobre o assunto. “Trata-se de um grave desastre ambiental. As autoridades não podem considerar um fato isolado ou ignorar consequências que podem surgir com o tempo. Por isso, além de cuidados médicos imediatos, é necessário acompanhar os grupos atingidos para verificar como sua saúde se comporta ao longo dos anos”, disse.

PREVENÇÃO – Já na seção “Sustentabilidade”, do jornal O Estado de S.Paulo, foram citadas as recomendações divulgadas pela SBP em caso de contato com o óleo. “Mesmo um contato eventual com o petróleo pode determinar a dermatite de contato, na qual a pele fica avermelhada depois de 8 a 12 horas. Na sequência, haverá descamação. As lesões podem demorar vários dias para melhorar. As crianças, que tem a pele mais fina e sensível, apresentam um risco maior de apresentar transtornos, inclusive queimaduras”, informa a reportagem. 

A Folha de Vitória destacou as medidas de prevenção e cuidados para serem adotados pelos moradores e voluntários das áreas atingidas: o banho de mar nestas áreas só deverá ser liberado por orientação das autoridades navais e sanitárias; o consumo de peixes e moluscos bivalves (mariscos) oriundos das regiões atingidas deve ser evitado.

Além disso, a substância deve ser removida da pele com ajuda de papel higiênico ou guardanapo de papel molhado em óleo de cozinha, lanolina ou glicerina. A seguir, a área afetada deve ser lavada com água e sabão; e, em hipótese alguma devem ser utilizado solventes (querosene, gasolina, álcool, acetona) para remoção do óleo, pois esses produtos podem ser absorvidos e causar lesões na pele.

MONITORAMENTO – Em entrevista à Rádio BR Mais News, o presidente do Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental da SBP, dr. Carlos Augusto Mello da Silva, explicou sobre o monitoramento a longo prazo das pessoas que tiveram contato com o óleo. 

“Não adianta somente tratar as pessoas agora e depois mandar para casa e esquecer. Existem substâncias nesse óleo cru que são também absorvidos pelo organismo ou que vão contaminar o peixe que a pessoa possa eventualmente ingerir e que elas vão ser trabalhadas pelo organismo e nesse processo nos próximos meses e anos, isso pode gerar outras substâncias que podem trazer problemas genéticos, gerar tumores”, exemplifica o especialista. 

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