Cursos pré-congresso dão início ao maior evento de Alergia e Imunologia Pediátrica do País

Na quarta-feira (10), três cursos pré-congresso deram início às atividades científicas do 15º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia Pediátrica (Alergoped). As aulas de atualização tiveram o objetivo de qualificar os especialistas em temas de relevância ou que comumente acometem crianças e adolescentes. Realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Sociedade Paranaense de Pediatria (SPP), o Alergoped ocorre entre os dias 11 e 13 de abril, em Foz do Iguaçu (PR).

A abertura oficial do 15º Alergoped acontece nesta quinta-feira (11). Os interessados em participar dos três dias de evento – que vai até o próximo sábado (13) – podem realizar sua inscrição todos os dias, a partir das 7h, na secretaria do Alergoped, no Hotel Bourbon Cataratas. O programa completo e outras informações podem ser conferidas no site do Congresso.

Na etapa pré-congresso, os palestrantes do curso “Anafilaxia para o pediatra” promoveram uma discussão a respeito da conceituação teórica, critérios diagnósticos e tratamento da doença, considerada uma das formas mais graves de alergia.

ANAFILAXIA - Segundo o coordenador do módulo e membro do Departamento Científico de Alergia da SBP, dr. Antônio Carlos Pastorino, apesar da anafilaxia ser uma patologia relativamente rara, é fundamental que os pediatras estejam capacitados para seu manejo, uma vez que em alguns casos a gravidade da doença pode levar o paciente a óbito.

Entre os principais sintomas, se destacam manifestações na pele, problemas gastrointestinais e respiratórios, além do choque circulatório, que inclui queda de pressão arterial, mal-estar generalizado e perda da capacidade de interação.

“O reconhecimento precoce da anafilaxia e o tratamento com adrenalina são os primeiros e principais aspectos que devem ser observados pelo pediatra. Hoje, existem adrenalinas auto injetáveis. Caso não estejam disponíveis, é importante saber como fazer o preparo e aplicação delas. O intuito é estabilizar o quadro da criança e possibilitar a evolução do tratamento, seja com corticoides, antialérgicos ou outros”, salientou o dr. Antônio Pastorino.

RINOCONJUTIVITE – A segunda sala trouxe um debate sobre “Rinoconjutivite alérgica”, conhecida popularmente como rinite, com sintomas que variam entre espirros, coceira e secreção. No curso, foram abordadas particularidades de diagnóstico e formas de avaliação do grau de hiper-reatividade do paciente.

Segundo a coordenadora do curso, dra. Adriana Azoubel Antunes, ácaros, fungos, pólen e epitélios animais são apenas alguns dos alergênicos que podem desencadear o problema em crianças e adolescentes.

“Exames complementares, como a provocação nasal e conjuntival, além do diagnóstico por componentes são ferramentas que podem ser utilizadas para reconhecer o problema. Frequentemente chegam ao consultório crianças com resfriados de repetição, que na verdade são rinites de base não diagnosticadas. Apesar de não ser uma doença grave, esse reconhecimento é importante especialmente para evitar morbidades, como comprometimento da capacidade de estudo, de trabalho e do sono”, exemplifica a pediatra.

COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA - O terceiro curso pré-congresso abordou a “Avaliação da competência imunológica”. De acordo com o coordenador do módulo e membro do Departamento de Imunologia Clínica da SBP, dr. Marcos Reis Gonçalves, a intenção do curso é justamente apresentar de forma didática como analisar a função de cada uma das divisões do sistema imune. “A avaliação do paciente não deve ocorrer de maneira integral. Precisa ter foco num setor do sistema, tomando como base os sintomas apresentados. Por exemplo, não tem sentido investigar complemento numa criança com quadro clínico sugestivo de um defeito no sistema fagocitário”, afirmou.

Para dra. Ekaterini Goudoris, do Departamento Científico de Imunologia Clínica da SBP, o tema é especialmente interessante para os especialistas que recebem em seu consultório pacientes com suspeita de problemas no sistema de defesa do organismo em função de infecções recorrentes.

“Às vezes, a criança tem dificuldade na produção de anticorpos, problemas de imunidade nas células T ou ainda uma doença autoimune. Existem vários defeitos com características que precisam ser avaliadas precisamente. O curso pode ser esclarecedor para quem faz a especialidade de imunologia e está começando a encontrar essa gama de pacientes. É um desafio dominar os aspectos de cada manifestação, por isso é fundamental a atualização”, explicou.


Eventos
Nossos Endereços

SBP-Sede • R. Santa Clara, 292 - Rio de Janeiro (RJ) - CEP: 22041-012 • 21 2548-1999 

FSBP • Alameda Jaú, 1742 – sala 51 - São Paulo (SP) - CEP: 01420-002 • 11 3068-8595 

SBP-RS • Av. Carlos Gomes, 328/305 - Porto Alegre (RS) - CEP: 90480-000 • 51 3328-9270 / 9520